Tag: esteróides

  • Dopping no Atletismo do Brasil – 2009

    Esta semana tivemos a notícia de que vários atletas brasileiros, seis para ser mais exato, foam pegos no exame anti-doping. Os atletas estavam na Alemanha já na fase final da preparação para o Mundial da IAAF que deverá ser realizado nas próximas semanas.

    Em um primeiro momento os atletas se disseram inocentes e ficaram indignados. Depois, veio o fato mais estarrecedor – O técnico da seleção brasileira de atletsimo Jayme Netto Jr anunciou que ele havia dado as substâncias aos atletas. A substância encontrada em cinco dos atletas era o EPO.

    Leiam o Texto Completo publicado na Gazeta Esportiva – CLIQUE AQUI

    O EPO é utilizado para aumentar a produção de células sanguineas vermelhas. Com isso, o transporte de oxigênio é amplificado e a fadiga diminuída. Essa droga é utilizada principalmente por ciclistas e atletas praticantes de esportes de longa duração como maratona.  A EPO deveria ser admistrado com uma suplementação concomitante de ferro, matéria prima das hemaceas.

    Os atletas, em sua maioria praticantes do velocismo, provas curtas e que exigem velocidade, podem de certa forma se beneficiar do EPO em sua fase de preparação e treinamentos.

    O treinador Netto JR, professor da UNESP de Presidente Prudente, disse que foi orientado a utilizar a substancia em seus atletas por Pedro Balikian Jr, Coordenador do Departamento de Fisiologia do Exercício da Unesp.

    Jayme Netto Jr, disse que Balikian orientou as injeções de EPO dizendo que era uma dosagem baixa demais para ser detectada no anti-doping. Mas o tiro saiu pela culatra. Segundo o treinador, os atletas não sabiam do que se tratava, e acreditavam ser um composto de aminoacidos.

    Mais uma vez, a mesma história. Mais um escândalo. Por que eles querem. Óbvio que não são apenas os atletas brasileiros usuários de drogas para melhorar a performance. Essa equipe é a bola da vez. De tempos em tempos as comissões de anti doping conseguem, com seus arcaicos métodos, detectar alguns atletas desavisados ou que por algum motivo falharam em seus protocolos de doping.

    Os esforços de Don Catlin – Diretor do laboratório de analizes da UCLA entre 1983 e 2007 – Terry Madden – Fundador da USADA, Agencia americana de Anti0Doping e Dick Pound – Chefe da WADA, Associação MUndial anti-doping e muitos outros que brigam contra o doping nos esportes tem sido praticamente em vão.

    Homens como Dan Duchaine, Victor Conte, Patrick Arnold ( os dois últimos, pivôs do caso Balco, onde vários atletas americanos de ponta perderam suas medalhas – como Marion Jones ) sempre estiveram  à frente dos laboratórios anti doping de suas épocas. Nos dias de hoje, é certo que existem outros “gurus” ajudando os atletas a correrem mais rápido, saltarem mais alto e mais longe.

    Dan Duchaine foi o homem que apresentou aos esportes drogas como insulina, clembuterol, DNP e GHB. Ele testava as substâncias emsi mesmo ou em algumas de suas muitas mulheres, além de atletas da Califórnia.

    Victor Conte, dono dos Laboratórios Balco, começou como vendedor de vitaminas em uma clínica de medicina. Se uniu a Patrick Arnold e Bruce Kneller e criaram o BALCO. Lá foi desenvolvido um suplememto vitaminico muito utilizado e sem qualquer ligação com doping –  o ZMA. Lá também foram desenvolvidos alguns designer esteroides como o THG. Os “designer esteróides” são substancias anabólicas cujas características químicas nada têm a ver com a testosterona.

    O exame anti-doping procura algumas substancias-chave. Como as substancias produzidas no BALCO não eram conhecidas, o exame não as procurava. Dessa forma, os atletas usuários nunca seriam pegos.

    Certo dia, uma seringa cheia de liquido apareceu na sede da WADA. Até não se sabe quem a enviou. Mas a seringa continha THG. A partir daí, um teste para THG e análogos foi criado e os atletas foram caindo como moscas.

    Para mim é claro que hoje existem outras substancias que se encaixam no rótulo “designer esteróides” e que são utilizados amplamente pelos atletas de alto nível.

    As agências anti-doping só descobrirão tais substâncias por um acaso do destino. Existem também diversos métodos para mascarar os exames como diluir a urina, utlizar substancias que ficam pouquíssimo tempo no organismo e não deixam rastros etc.

    Provavelmente as federações e agencias anti doping nunca vencerão essa luta. E mesmo se vencessem, elas perderiam. Imaginem os Jogos Olímpicos apenas com atletas “limpos”. Nenhum recorde seria batido, todas as marcas seriam piores do que as anteriores. Por algumas décadas, a idéia de superação seria esquecida à força, pois não haveria condições dos atletas superarem os recordes atuais. Certamente o interesse do público diminuiria, pois queremos sempre ver a superação.

    Os métodos de doping sempre estarão um ou dois passos à frente do anti-doping. É praticamente impossível prever ou imaginar o que um cientista maluco está preparando em seu laboratório em algum porão da Europa ou Ásia.

    Provavelmente o final do doping seria ruim de uma maneira geral para o esporte, para os patrocinadores. Para aqueles que lêem esse texto indignados com os atletas que usam substancias sintéticas para fazer seu trabalho melhor – isso, os atletas profissionais têm o esporte como profissão – afirmo:

    Vivemos hoje em uma sociedade movida à substancias sintéticas. Tomamos remédios para dormir, para ficarmos acordados, para ficarmos menos ansiosos, para ficar sem dor. Meninas de 15 anos tomam hormônios ( tão prejudiciais quanto os esteróides usados pelos atletas ) para fazer sexo recreacional e não engravidar. Usamos álcool de maneira livre em festas e reuniões sociais. Estudantes universitários consomem elevadas quantidades de estimulantes para ficarem acordados e conseguirem suportar a carga horária exaustiva.

    Quando pegamos um desses velocistas que foram pegos com EPO e um estudante universitário que dorme apenas 3 ou 4 horas por noite e usa estimulantes para ficar acordado – podemos dizer que são casos indênticos – os dois estão usando uma substância sintética para melhorar a performance em sua profissão. A diferença é que para a sociedade, para os pais, ainda é mais fácil admitir e aceitar que sua filha de 15 anos tome anti-concepcionais para fazer sexo recreativo seguro ( em termos ) do que aceitar que seu filho use substancias parecidas para ficar mais forte, ou mais rápido.

    Se pensarmos nos fatores éticos do esporte, também ficaremos surpresos. Se todo mundo usa, isso pode ser considerado vantagem ilícita? Hojem em dia, as drogas para melhorar a performance são relativamente baratas. Por isso praticamente todos os atletas têm condições de usar. O mesmo não podemos dizer da roupa de tubarão usada na natação. Durante algum tempo, aqueles que não tinham condições de comprá-las, nem precisavam se preocupar em ir às competições. As tais roupas melhoravam muito o tempo dos nadadores. Mas eram caríssimas e sua distribuição limitada. Quem as vestia, levava grande vantagem. Não me lembro de ninguém fazer algum protesto sobre a ética das roupas de tubarão. O mesmo podemos dizer para centros de treinamento. Durante anos, os melhores nadadores brasileiros eram aqueles que podiam viver e treinar nos EUA.

    Não gostaria de transformar esse texto em uma forma de apologia ao uso de drogas. Pelo contrário. Existe um documentário americano chamado “Bigger, Stronger and Faster”. O diretor e produtor do filme , Chris Bell, começa com a imagem de Hulk Hogan. Ele era fã de Hogan em sua infância. Quando Hogan derrotou o Sheik ( Em uma luta onde era ilustrada e caricata a guerra entre a direita e a esquerda, o ocidente contra  o oriente nos anos 80). Ele cresceu vendo Hogan derrotar seus oponentes. Ele cresceu aprendendo que nos esportes o importante é vencer. Vencer a qualquer custo.

    Quando ele descobriu que as lutas-livres de Hulk Hogan eram todas armadas, e que na verdade Hogan também usava esteróides; ele teve um choque. Tudo o que ele cresceu acreditando era mentira. A única coisa que restava? Vencer a qualquer custo.

    Com isso, Bell e seus dois irmãos, que já praticavam esportes inclusive luta livre, começaram a usar os esteróides.A imprensa e os atletas podem influenciar as crianças como pudemos ver no documetário. Então não deveríamos ligar a palavra esteróides aos atletas. Mas o que dizer de um astro, um fenômeno do futebol, ídolo de todos, que aparece na TV em horário nobre promovendo uma marca de cerveja? Boa influência aos jovens? Ah esqueci, álcool, uma cervejinha  são inofensivos.

    Segundo a OMS e ONU, mais de 1 milhão de pessoas morrem por ano no trânsito em decorrência do uso de álcool. Além disso o álcool causa 4% das mortes no mundo devido a problemas de saúde. E nem falamos do fumo.

    Então não acho que a imprensa influenciar garotos adolescentes a usar qualquer tipo de substancia seja um ato honroso. O uso de drogas como hormônios ( anticoncepcionais para as menininhas ), álcool, fumo, remédios para ansiedade e dor é amplo e aceito pela sociedade. Não podemos justificar um erro, com outro erro. Mas onde está o erro? Quantos atletas morrem por ano? Um milhão? Longe disso. Pessoas normais não deveriam usar esteróides ou outras drogas. Mas por que os atletas não deveriam?

  • Atlantic City Pro 09 – Badell se reinventa

    O último show antes do Olympia já foi! O Atlantic City Pro deu as três últimas vagas para o Olympia. Foi um show sem muita emoção.

    O favorito era Melvin Anthony. O japonês Idedata Yamagishi e troy Alves corriam por fora. Badell, que havia ido muito mal no Arnold Classic este ano, era carta fora do baralho.

    Mas como o culturismo pode ser surpreendente as vezes, as coisas mudam.  Badell se apresentou em excelente forma. Suas pernas ainda estão um pouco pequenas em relação ao tronco mas a sua ótima definição e cintura ( que está muito sob controle ) deram ao Porto-Riquenho a vitória. Com isto, Badell volta a ser considerado candidato ao TOP do Olympia.

    Idedata ficou em segundo trazendo um físico compacto e com muito detale muscular. Troy Alves confirma o bom ano e chega no pódio mais uma vez.

    Melvin decipcionou e só ficou em Quarto. Lembrando que isso já havia acontecido em 2007. Melvin era obrigado a competir no Atlantic City por contrato. Ele foi muito mal. Semanas depois, no Olympia, chegou na melhor forma de sua vida.

    Melvin disse que na ocasião, ele apenas havia feito a dieta e foi se apresentar no Atlantic City sem desidratar ou manipular sodio, água ou carbo. Ele relatou que colocar o corpo em uma situação tão estressante ( o processo de desidratação para um show ) duas vezes em duas semanas, seria uma péssima idéia. O corpo simplesmente não reagiria adequadamente no Olympia.

    Provavelmente foi isso que ocorreu desta vez. Aguardem Melvin se apresentando em ótima forma nesse Olympia!

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    AC 202

    O galês Flex Lewis venceu novamente. Ele confirmou o favoritismo. Agora resta esperar para ver um fantástico show no Olympia 202 semana que vem.

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  • Ingestão de Carbo nas últimas refeições do dia

    Sempre ouvimos falar sobre os “mitos” da musculação; Ainda mais agora, com a internet, onde qualquer pessoa pode escrever algo e postar onde bem entender. Um assunto que sempre gera muita discussão e muita polêmica é – Quando ingerir carboidratos?

    Existe uma recomendação para que não se consuma nada de carboidrato logo após as seis da tarde, ou a noite.  Não coma carbo a noite. Só coma carbo até as seis da tarde. Entre outras coisas.

    Muito se questiona se esse artifício é realmente funcional e necessário. Óbvio que os menos compromissados coma dieta vão preferir acreditar que devemos comer carbo nas útlimas refeições do dia ( notem que eu disse ÚLTIMAS REFEIÇÕES do dia e não o termo ‘A noite’ ).

    Sempre que aguém com algum conhecimento quer perder gordura, ele para de ingerir carbo a noite. Isso provavelmente o ajudará a obter os resultados esperados. Outros, pretensos experts da internet, que nunca fizeram uma dieta na vida, tentam argumentar que isso não é necessário.

    Sobre esse assunto, muitas dúvidas vêm à tona. Aqueles que argumentam a favor do consumo de carbos nas últimas refeições do dia dizem que a única coisa que conta é o défcit calórico. Se você tem um gatso calórico de 2000 cal e ingere apenas 1800, já vai perder gordura. Simples assim.

    “Comer carbo a noite” ou “Ingerir carbo nas últimas refeições do dia”?

    Qual o termo correto?  O Correto seria dizer ‘ingerir carbo nas últimas refeições do dia’. O termo comer a noite é muito vago.

    Temos pessoas que acordam as cinco da manhã e vão dormir as 10 da noite. Outras acordam as 10 da manhã e vão dormir as Três da madrugada.

    A primeira pessoa, vive a noite das cinco as seis da manhã ( ainda está escuro, é noite ) – Nesse momento é noite, então não pode carbo. Vive das sete da manhã as seis da tarde de dia – Nessas horas ele pode comer carbo. E depois das seis da tarde até as dez da noite – de novo, não pode comer carbo. Se contarmos as horas que ele fica acordado, temos 5 horas de noite e 11 horas de dia.

    A segunda pessoa vive das dez da manhã até as seis da tarde de dia – pode comer carbo. E das seis da tarde, até as  três da manhã de noite – não pode comer carbo.  Mais uma vez, se formos contar as horas acordadas desta pessoa, teremos 8 horas de dia e 9 horas de noite.

    Como faríamos? E quando chegasse o horário de verão? E se formos considerar uma pessoa que trabalha de noite e dorme durante o dia?  Ela nunca iria comer carboidratos?

    Óbviamente, diversos mecanismos fisiológicos no ser humano são associados ao ritmo circadiano,  e são influenciados pelo simples fato de estarmos no claro ou no escuro. Mas nesse caso, seremos obrigados a pensar em outros fatores.

    Por isso, vamos ter em mente que o correto seria não ingerir carboidratos nas últimas refeições do dia. Quantas? Depende do objetivo, do biotipo e de outros fatores.

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    Dois argumentos ( fracos ) para comer carbo a noite:

    ·    O metablismo basal ( MB ) é responsável por queimar cerca de 75% da energia total diária. Portanto mesmo dormindo estamos queimando calorias. Se dividirmos a quantidade total necessária de carbo no dia pelo número de refeições, estamos bem.

    Portanto se a pessoa vai comer 300 grs de carbo no dia, é só ele dividir isso por seis. Seriam 50 grs de carbo por refeição. Mesmo que as duas últimas tenham 50 grs de carbo cada, o  MB vai continuar queimando essas calorias durante o sono.

    ·    A insulina liberada pelos carbos vai impedir grande parte da liberação de GH noturno. Mas vale mais a pena ter energia circulando pelo organismo do que o GH.

    Voltando ao básico:

    Dividir as calorias e macronutrientes em quantidades exatamente iguais durante o dia é algo extremamente desatualizado e incoerente. Em determinados horários do dia, temos um maior gasto energético. É fato que durante o sono temos um menor gasto metabólico.

    Ao acordar, como ficamos um longo período sem nos alimentarmos, a captção e armazenamento de nutrientes pelo organismo é otimizada. Conseguimos absorver mais glicose e armazenar uma quantidade maior de glicogênio. Por isso faz muito sentido consumir a maior parte de seus carbos na primeira metade das refeições – cerca de 70 -75% dos carbos nas primeiras três refeições do dia. Cerca de 25% nas duas próximas e nenhum carbo nas duas últimas ( ou última, depende de quantas refeições faz por dia ).

    O maior problema,  com o maior número de informações erradas ou equívocos é acerca da liberação de GH noturna.

    O GH é um hormônio conhecido por seus efeitos anabólicos. Mas ele tem uma interação muito forte com as células adiposas. Os adipócitos, especialmente os localizados na região abdominal, têm receptores de GH. Ao se ligar nesses receptores, o GH estimula a liberação ácidos graxos livres para a corrente sanguínea.  Ou seja, o GH estimula as células de gordura a liberarem a gordura ( ácidos Graxos livres ) na corrente sanguínea para serem utilizados prontamente como energia. Esse evento protege o tecido muscular e impede que aminoacidos sejam necessários para obter energia durante o sono neste caso.

    A gordura é armazenda nas células adiposas na forma de triglicérides. É um conjunto formado por três moléculas de ácidos graxos e uma de glicerol.  Para que seja possível usar a gordura como energia, o primeiro passo é que ocorra a Lipólise.

    A lipólise é um processo que ocorre ainda dentro da célula de gordura. Quando certos receptores no adopócito são estimulados, uma enzima chamada Hormone sensitive  Lipase entra em ação quebrando a gordura em três moléculas de ácido graxo e uma de glicerol. Acaba de ocorrer a lipólise e agora os ácidos graxos estão livres na corrente sanguínea para serem utilizados como energia. Se as gordura permancerem na forma de triglicérides, elas não poderão ser utilizadas como energia.

    Algumas substâncias são conhecidas por ter papel fundamental no desencadeamento dessa reação (lipólise) – Neurotransmissores como a epiniefrina ( é dessa maneira que agem a maioria dos queimadores de gordura vendidos – cafeína, efedrina e sinefrina ), beta2-agonistas como clembuterol e o GH.

    Devo lembrar que as células de gordura da região abdominal são as que têm o maior número de receptores de GH e que dessa forma, o GH desempenha papel fundamental no controle da gordura corporal.

    Se ainda formos considerar as ações anabólicas do GH, podemos perceber o quão importante ele é para nossos objetivos. Normalmente, temos uma grande liberação de GH durante o sono ( a menos que você coma carbo nas últimas refeições do dia ). Mas quem treina com pesos tem o benefício de uma segunda liberação forte de GH, que ocorre durante o treino e continua por um breve período após o final dele.

    Quem é a favor de comer carbo logo antes de ir dormir, diz que se já temos um pico de GH no treino, por que outro pico durante a noite?

    Mas se podemos ter DOIS PICOS de GH no dia, porque ter apenas UM???

    Ainda sim, é claro que se tivermos a quantidade de proteína adequada ingeriada nas últimas refeições, o organismo será perfeitamente capaz de se recuperar e construir novo músculo usando a proteína consumida ao longo do dia ( especialmente nas duas últimas refeições ) e gordura ( viabilizada pelo GH ) como energia. Fiquem tranquilos, se tudo estiver bem alinhado, vocês não ficarão sem energia para se recuperar durante o sono.

    Outros Fatores a se considerar:

    Dentro deste contexto, temos muitos fatores e variáveis a se considerar. Estamos descrevendo uma situação geral, onde temos uma pessoa que acorda as seis ou sete da manhã, trabalha no horário normal comercial e vai se deitar entre dez e onze horas da noite.

    O horário do treino é um fator muito importante a se considerar. Em geral, organizamos as refeições de acordo com o horário de treino. Dessa forma podemos ter um consumo apropriado ( para cada situação ) de nutrientes no pré, intra e pós treino.

    Em linhas gerais, é CONSIDERADA uma boa idéia consumir carboidratos logo após o treino com pesos.

    Mas como farão aquelas pessoas que treinam a noite? Perto da hora de ir dormir?

    Tomam o carboidrato e perdem a liberação de GH noturna ou deixam o carbo para lá ( atrapalhando um pouco a recuperação pós treino ) para que o GH noturno venha forte?

    Para aqueles cujo objetivo é ganhar massa, ambas as opções são ruins. A alternativa é simples. CONSUMIR CARBO DURANTE O TREINO, logo antes do último exercício.

    Durante o exercício, não é necessário insulina para os nutrientes ( especificamente glicose nesta situação ) entrem nas células. Os receptores Glut-4 ficam na superficie da membrana muscular prontos para fazer o transporte.

    NOTA: Esse é um assunto muito interessante e será discutido no próximo artigo – Por que não precisamos de insulina durante o treino – e porque não teremos hipoglicemia se ingerirmos carbo durante o treino entre outros beneficios da suplementação intra-treino.

    Voltando, como não precisamosde insulina para absorver glicose durante o treino, devemos tomar nossa malto, dextrose ou Waxy Maize ( fubá não! Pelo Amor de Deus ) logo antes do último exercício.  Isso fará com que as reservas de glicogenio se reesltabeleçam sem a liberação de insulina. Dessa forma conseguimos amplificar a recuperação pós-treino e nos beneficiar do pico de GH noturno.

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    Se a pessoa em questão está em fase de queima de gordura, poderá tomar o carbo no meio do treino, ou simplesmente não tomar carbo. Isso vai depender do biotipo e de como a pessoa têm feito a dieta.

    Outro fator é o biotipo da pessoa. Endomorfos e ectomorfos típicos tem respostas amplificadas a certos estímulos. Para esse tipo de pessoas precisamos controlar certos parametros. Por exemplo, um ectomorfo típico ( digo típico me referindo àqueles que tem características fortes do biotipo. Muitas pessoas têm caracteristicas misturadas – ex – Ectomorfo com traços de mesomorfo, ou mesomorfo com traços de endomorfo. ) poderia deixar apenas a última refeição do dia sem carbo. Um endomorfo típico, talvez ainda acumule gordura mesmo deixando as duas últimas refeições do dia sem carbo.

    Por isso dissemos que nem tudo é receita de bolo. Nem tudo mesmo, mas sempre temos linhas gerais para seguir. Mas ainda sim é importante procurar pessoas que tenham experiência em treinamento e dietas para te auxiliarem.

    Em refeições com pouco ou zero carboidrato, as gordura têm um papel significativo. Precisamos das calorias delas. O ideal é consumir gorduras boas nessas últimas refeições do dia como por exemplo as mono insaturadase poli insaturadas.  Como a cadeia de carbono dos  acidos graxos dessas gorduras é bem menor, a disponibilidade para seu uso como energia aumenta muito.

    O que os treinadores TOP do Mundo pensam sobre isso?

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    Todos os treinadores TOP do mundo do culturismo com quem pude conversar ao longo desses anos são enfáticos em uma coisa:  É vital evitar carboidratos nas últimas refeições do dia. A única exceção ( em alguns casos ) é caso o atleta treine no final da noite.  Brian Dobson, Dave palumbo, Milos Sarcev, Charles Glass e Hany Rambod entre outros afirmam isso.

    Mesmo os atletas com os quais tive contato e pude perguntar sobre suas dietas, me disseram a mesma coisa.

    Estudando o livro “The PreContest Bible”, de quase 500 páginas, que traz todos os detalhes da preparação de 32 atletas IFBB Pro como plano de dieta, aerobios, trenos com pesos, protocolos de desidratação etc…  pude fazer uma pequena estatística – 79% dos atletas não consome Carbos nas últimas refeições do dia.

    Quando consideramos atletas profissionais, precisamos pensar que eles consomem alguns “suplementos” que ajudam em alguns ascpectos. Portanto, eles têm um suporte hormonal muito maior do que aqueles que são naturais.

    Por isso, aqueles que treinam sem o uso destes recursos, precisam de muito mais atenção aos pequenos detalhes da dieta e recuperação para que consigam o melhor físico possível.

    Referências:

    Spina LCD, Soares DV, et al. Glucose metabolism and visceral fat in GH deficient adults: 1 year of GH replacement. Growth Hormone & IGF-1 Research, 2004;14:45-51.

    Veldhuis JD, Iranmanesh A. Physiological regulation of the human growth hormone (GH)-insulin-like growth factor type I (IGF-1) axis: predominant impact of age, obesity, gonadal function, and sleep. Sleep 1996 Dec;19(10 Suppl):S221-4.

    Kim KR, Nam SY, et al. Low-dose growth hormone treatment with diet restriction accelerates body fat loss, exerts anabolic effect and improves growth hormone secretory dysfunction in obese adults. Horm Res1999;51(2):78-84.

    Nam SY, Marcus C. Growth hormone and adipocyte function in obesity. Horm Res 2000;53 Suppl 1:87-97.

    Malmlof K, Johansen T. Growth hormone-mediated breakdown of body fat: Insulin and leptin responses to GH are modulated by diet composition and caloric intake in old rats. Horm Metab Res 2003 Apr;35(4):236-42.

  • Jacksonville Pro 202 – Resultados

    Há alguns anos Dexter Jackson  vem promovendo um show de bodybuilding em sua cidade – Jacksonville. Ele dá a oportunidade aos novatos da região competirem. É o Dexter Jackson Classic.  Este ano a coisa foi mais longe o atual Mr Olympia adicionou um show de bodybuilding profissional aos eventos.

    Nasceu então o Jacksonville Pro 202, onde apenas atletas da classe 202 ( até 91kgs) podem participar. Como quase todas as estrelas da categoria já estão com sua vaga garantida ( à excessão de James Flex Lewis ), o show foi recheado de estréias e de atletas de menor expressão.

    Não pensem que a lineup foi ruim, pelo contrário, tivemos estréias de peso, com nomes consagrados há anos nos rankings amadores como Stan McQuay e Peter Putnan. Também tivemos Charles Dixon, o jovemem ascenssão Daryl Gee e Steve Namat.

    Um dos favoritos era Peter Putnan, que recebe grande publicidade de revistas nos EUA. Outro era Stan McQuay, atleta/modelo que sempre teve um ótimo físico, mas nunca pensava em competir entre os profissionais pois sua estrutura e volume muscular não permitiriam.Chega à cena a classe 202 e estes atletas, outrora desacreditados, têm a chance de competir entre os profissionais e mostrar seus excelentes físicos.

    Putnan não correspondeu, chegou liso e acabou ficando em sexto lugar. O recém promovido ( pegou o pro Card uma semana antes ) a profissional Daryl Gee superou dois fortes candidatos Charlso Dixon e Tricky Jackson. Stan McQuay foi o vencedor e mostrou um físico proporcional e com belas linhas. Veremos como ele se comportará frente a adversários com maior volume e densidade muscular como Eduardo Correa, Kevin English e Dave Henry.
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    San McQuay e Daryl Gee

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    Chales Dixon e Peter Putnam

    Resultados Finais:

    1. Stan McQuay
    2. Daryl Gee
    3. Tricky Jackson
    4. Charles Dixon
    5. Steve Namat
    6. Peter Putnam