
Hoje saiu a notícia bombástica e um tanto sensacionalista sobre o Mr Olympia estar novamente na TV aberta americana.
A última vez que o Bodybuilding havia recebido tanta atenção da TV aberta nos EUA foi em 1984, durante a primeira conquista de Lee Haney.
Mas quem lê a notícia rapidamente por meio das compactas postagens das midias sociais pode ter a impressão que teremos a competição do Mr Olympia transmitida. Não é isso.
Vamos começar pelo começo
Esta tarde, a AMI (Grupo que organiza e é dono do Olympia) anunciou uma parceria firmada com a rede de TV NBC para a transmissão de dois “filmes” de 90 minutos sobre o Olympia 2014. Esse será o Olympia de número 50 e a organização planeja muitas surpresas e uma festa muito grande.
Os dois filmes serão exibidos um mês depois do Olympia, dias 18 e 25 de Outubro. O primeiro deles apresentará os principais competidores de 2014 como Dennis Wolf, Kai Greene, Phill Heath, Branch Warren entre outros. Como é o aniversário de 50 anos da competição, deveremos ter vários dos antigos campeões como Arnold, Dorian, Coleman, Jay, Sammir Bannout.
Algumas partes da competição de 2014 em si deverão ser adicionadas ao filme, mas não teremos a competição completa.
No segundo filme, outra espécie de documentário, teremos a evolução do Olympia como competição e a evolução das várias categorias adicionadas ao evento ao longo desses cinquenta anos. Nesse segmento posso imaginar e ter a esperança de que façam pelo menos uma parte com a nossa dupla de guerreiras Anne Freitas e Simone de Oliveira.
Ainda haverá a transmissão ao vivo dos eventos via bodybuilding.com.
Esse é um outro passo para o bodybuilding chegar ao grande público. Mas a grande pergunta que fica é: Precisamos realmente disso?
No final dos anos 80 havia essa exposição na TV americana. A ESPN tinha um show semanal sobre bodybuilding muito bem produzido. Na época, o grande público não teve tanto interesse mas mesmo assim a indústria apresentou um crescimento exponencial de lá para cá.
Podemos dizer que o, de certa forma, fracasso do bodybuilding na TV não decretou a morte da indústria. Muito pelo contrário. A indústria cresceu, e muito. O bodybuilding é um esporte underground, com fãs apaixonados e que não depende da exposição maciça para se manter vivo. A história nos mostra isso.
Aquilo foi a prova de que os fãs verdadeiros do esporte são suficientes para fazer a roda girar. E que provavelmente não precisemos vender nossa alma, nossos princípios e nossa convicção para conseguir o dinheiro de pessoas que estão ali somente por que está na moda.

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