Author: Miguel

  • Campeonato Brasileiro 2015 IFBB – Resultados

    resiltbrasleiro2915

     

    46º CAMPEONATO BRASILEIRO DE FISICULTURISMO E FITNESS – IFBB BRASIL

     

    1º ETAPA – 10 e 11 de JULHO de 2015 – Cuiabá/MT

     

    Fitness Coreográfico Feminino Única

    Rosana Passamani

     

    Vanessa Claus Glowacki

     

    Carolina Grechi

     

    Suelen Alves Cerutti

     

     

     

    Fisiculturismo Máster III (acima de 60 anos)

    Roberto Abrahão de Carvalho

     

     

     

    Fisiculturismo Máster II (50 – 59 anos) – até e incluindo 80 Kg

    Carlos Henrique Colidiano

     

    Geraldo Magelo

     

     

    Fisiculturismo Máster II (50 – 59 anos) – acima de 80 Kg

    Rene Canto

    Carlos Alberto de Campos Lautert

    Herculano José Caldeira

     

     

    Fisiculturismo Máster I (40 – 49 anos) – até e incluindo 70 Kg

    Rildo Jorge Nobre de Souza

     

    Agimar Ferreira da Silva

     

    Alexandre Cabral

     

    José Luiz Baiense de Paula

     

     

     

    Fisiculturismo Máster I (40 – 49 anos) – até e incluindo 80 Kg

    Marcelo Nobuo Yoshino

     

    Alderino Alves dos Santos Filho

     

    Edson Castilho de Moura

     

    Djalma Batista de Oliveira

     

    Odelio Joaquim da Costa

     

     

     

     

    Fisiculturismo Máster I (40 – 49 anos) – até e incluindo 90 Kg

    Marilândio Oliveira Ponchet

     

    Joel Gonçalves

     

    Gerson Nunes

     

    Ricardo Alexandre Manfrini Montanholi

     

    Eros de Souza Mello

     

    José Francisco Cajaiba Rodrigues

     

     

     

    Fisiculturismo Máster I (40 – 49 anos) – acima de 90 Kg

    Rodrigo Posses

    Aguinaldo Donizete Moreira

    Fernando Lellis de Oliveira Ferreira

    Márcio Flávio Vago

     

     

    Fisiculturismo Juvenil Masculino (até 23 anos) até e incluindo 75 Kg

    Otto Baeta

    Douglas Marques da Silva

    Moises de Moraes Silva

    Bruno Albérico Vital de A. Melo Gomes

    Thiago Macedo Pinho

    Matheus D´Avila

    Luann Gelcy Gollin

    Rafael Godoi Mantovani

     

     

    Fisiculturismo Juvenil Masculino (até 23 anos) acima de 75 Kg

    Rafael Brandão

    William Celso Alves dos Santos

    Carlos Henrique Damato Silva

    Alan Carlos Silva Sousa

    Dereck Pereira Bastos

    Bruno Oliveira Magnino

    Mateus Eduardo de Castro Silva

    Felipe Figueiredo de Oliveira Beu

    Eusebio Alves de Souza Neto

    Ricardo Nolasco dos Santos

    10º

    Douglas da Silva Soares Lima

    11º

     

     

    Bodyfitness Máster Única (acima de 35 anos)

    Alesandra Piu

    Cynthia Netto

    Patricia Sberze Flexa

    Monica Oliveira de Faria

    Rita de Cássica Ballico

    Glauce Hidelmir Rodrigues

    Ana Cristina Barrozo de Souza

    Luciana Maria Damasceno

    Cylene Pereira de Souza

    Iara Cardoso Souto

    10º

     

     

    Bodyfitness até e incluindo 158 cm

    Rafaela Rabi

     

    Simei Pimentel de Jesus

     

    Maria Catharina Mendes Fenuchi

     

    Tatiane Barros Breda

     

    Raquel Soares da Silva

     

    Karina Germano Andrade

     

    Mayara Kreva

     

    Tamires Luana Andrade Marques

     

    Mayara Talita Cátaro de Moura

     

    Caroline Liana Surdi Sbalqueiro

     

    10º

    Thaysa Fernanda Gonçalves

     

    11º

     

    Bodyfitness até e incluindo 163 cm

    Bianca Pimentel Cardoso

     

    Ludmila Marcil Bonfim

     

    Joana Dark dos Santos Silva Prudente

     

    Clebia de Oliveira Lopes

     

    Simone Nasareth Machado

     

    Ingrid Cristina dos Santos Marcato

     

    Marina Almeida Torres

     

     

     

    Bodyfitness até e incluindo 168 cm

    Marissol Amaral Rios Bisquolo

    Carolina Crozeta Hay

    Juliana Loureiro de Vasconcelos Figueiredo

    Andrea Prado

    Elaine Cristina da Silva

    Michele Roberta Ferreira

    Mônica Oliveira de Faria

     

     

    Bodyfitness acima de 168 cm

    Carolina de Almeida

     

    Ana Carolina Pedro Felipe

     

    Paula de Almeida Faria

     

    Wanessa Kelly Camilo de Oliveira

     

    Cecilia Odriozola Martins

     

    Pollyanna de Oliveira Rocha

     

    Grazielle Tolos Búfalos Cayani

     

    Paula Pierezan dos Santos

     

     

     

     2º ETAPA – 01 e 02 de AGOSTO de 2015 – Brasília/DF

     

     

    Fisiculturismo Clássico até e incluindo 168 cm

    Luis Fernando da Silva

    Juscelino Santos do Nascimento

    Filipe Rocha de Aquino

    Nilton Galhoti

    Bruno da Costa Correa

    Vinicius Scarabelli de Oliveira

    Denis Correa de Almeida Aguiar

     

    Fisiculturismo Clássico até e incluindo 171 cm

    Edivan Antunes Porfirio

    Fabio Anderson Alves dos Santos

    Arthur Machado Portugal

    Tiago Xavier Moreira

    Marcos Antonio Souza Ferreira

     

     

    Fisiculturismo Clássico até e incluindo 175 cm

    Eduardo Dejacy Oliveira da Conceição

    Giovani Dutra

    Bruno Alves Rodrigues

    Adrian Silva do Ramos Henriques

    Alessandro Belissimo Flores

    Willmer de Oliveira Lemos

    Vagner da Silva Santos

    Marcos Roberto dos Santos

    Guilherme Juliani Costa

    James Christopher Helmfelt Garcete

    10º

    Elison Andrade Veiga

    11º

    Josué da Silva Mendes

    12º

    Carlos Andre de Oliveira Melo

    13º

    Marcio Jose de Medeiros Lino

    14º

    Lucas Amaral Correa Simões

    15º

     

     

    Fisiculturismo Clássico até e incluindo 180 cm

    Renan dos Santos Esposto

    Ricardo Rancan Junior

    Davi José Chagas do Rosario

    João Fernando da Silva Paiva

    Ezequiel Lovato Corte Real

    Alexandre Augusto Miranda da Silva

    Leonardo Barroso Monteiro da Silva

    Alan Pinto Mendes

    Fabiano A. Zen

    Fábio de Oliveira Silva

    10º

    Diego Burigo Pisante

    11º

    Frank Miguel Teixeira

    12º

    Mariano Pereira dos Santos Neto

    13º

    Antonio José Melo Franco

    14º

    Humberto Trugillo Filho

    15º

     

     

    Fisiculturismo Clássico acim de 180 cm

    Carlos Alberto de Jesus Júnior

    Dihogo Osmar de Jesus Rodrigues

    Rafael da Silva Aveiro

    Davidson Junior Borges

    Alexsander do Nascimento Cordeiro

    Jeferson Luiz Sangalli

    Sergio Villanova de Camillo

    Kenny Roger Souza Moreira

    Marcos Vinicius de Souza Santos

    Alexsandro Rocha Lobo de Freitas

    10º

    Anderson Benites

    11º

    Ronaldo Oliveira Souza Junior

    12º

    Leandro Silva Fernandes

    13º

    Jandir Luiz Pereira dos Santos

    14º

    Diego Fernando Avanci

    15º

     

    Fisiculturismo Clássico Master

    Demetrios de Macedo Leadebal

     

    Djalma Batista de Oliveira

     

    Geovane Alves Carneiro

     

    Geraldo Luiz Angelo

     

     

     

    Wellness Fitness até e incluindo 158 cm

    Luciana de Almeida Fernandes

    Tatiany Vaillant Gonçalves

    Luana Maron

    Thays Aliny Vanderlei

    Mariane Andrade Reis Geraldeli

    Fernanda Karina Silvestro

    Flavia Baraky Tavares

     

    Wellness Fitness até e incluindo 163 cm

    Aline Machado Galvão Freitas

    Thaisa Alexandra Costa Taguatinga

    Raissa Rafaelli

    Cristina Spilere

    Ieda Machado do Nascimento

    Daniella Bertulucci Terra Branco

    Kirley Suênia Gomes de Miranda

    Joice Adriana Meira de Sá

    Camila Proença de Lima

    Thays Mara de Oliveira

    10º

    Carina Costa

    11º

    Maria Ediane de Oliveira

    12º

    Milena Pereira Viana

    13º

    Natalia Silva

    14º

    Graciane Robles

    15º

     

     

    Wellness Fitness até e incluindo 168 cm

    Angela Borges

     

    Tabata Rossini Couri

     

    Andressa Pedroni

     

    Andressa Bueno Godoy

     

    Dalila Kindermann

     

    Samira Le Coassin

     

    Priscila Duarte

     

    Priscila Vieira Prado

     

    Viviane Oliveira Alves

     

    Pamela Propst

     

    10º

    Aline Daiane Greuel

     

    11º

    Márcia Rodrigues Henriqson

     

    12º

    Eliene Rodrigues da Paiva

     

    13º

    Tânia Patricia Dias

     

    14º

     

    Wellness Fitness acima de 168 cm

    Ursulla Fernandes

     

    Jhey Endringer

     

    Ariana Cristina A. Guia

     

    Julia Chitarra de Mello

     

    Valeria Correa Tigre

     

    Talita Malheiros Fassarela

     

    Roberta Silveira de Souza

     

    Adriana Lelems dos Santos Melo

     

    Anne Carolinne Marques de Almeida

     

    Camila Campos Vieira

     

    10º

    Isamara dos Santos

     

    11º

    Thais Desiree Barros Padilha

     

    12º

    Janaina da Silva Simões

     

    13º

    Luara Loren Arcenio

     

    14º

    Pamela Cristina Santin de Araujo

     

    15º

     

     

    Wellness Fitness Máster

    Iane Lira dos Santos

     

    Patricia Bagno da Silva

     

    Silvana Alves de Souza

     

    Valeria Correa Tigre

     

    Adriana Pires

     

    Alessandra Trindade Dinali

     

    Graciana Fiod da Silveira

     

    Carina Blasczkievscki Feijo

     

    Aline Soares de Oliveira Hirth

     

    Silvia Quadros de Oliveira

     

    10º

    Daniela Martinez Z. Pavan

     

    11º

    Michella Rubia Marques Ramos

     

    12º

    Gilsilene Vaz

     

    13º

    Katia Shirley Maciel da Silva

     

    14º

    Luciana da Costa Martins

     

    15º

     

     

    Woman´s Physique até e incluindo de 163 cm

    Fernanda Gutilla Sierra

    Evelaine Rocha

    Camila Rodrigues

    Andreia Santos

    Rosane Gomes Braga

    Débora Cristina Soares

    Luciana Cardoso

    Valdirene Santana de Oliveira

    Lais Souza

    Ingrid Dias Pereira

    10º

    Paloma Aragão

    11º

    Alda Maria Reis

    12º

    Gleycelilia Souza Silva

    13º

    Gleice Antunes

    14º

    Leyvina Rodrigues Barros

    15º

     

    Woman´s Physique acima de 163 cm

    Daniely de Souza Castilho

     

    Ruslana Lucio Mendes

     

    Marjorie Beck

     

    Simone Cristina Gandolpho Dorigan

     

    Priscila Gonçalves Lobato

     

    Auren Elissa Malvestiti

     

    Alessandra Grimaldi

     

    Camila Lyra

     

     

    Fisiculturismo Sênior até e incluindo 65 Kg

    John Kennedy da Costa Leão

    Fernando José de Oliveira

    Gilceles Vitorino de Oliveira

    Rangel Silva Almeida

    Aldecir Dias da Silva

    Rodrigo Gomes da Silva

    Diogo Dalton Guedes Grande

    Vinicius Barbosa da Silva

    Danilo Pereira da Silva

    Ricardo dos Santos Pinheiro

    10º

    Hubert Fagundes Paul Turrini

    11º

    Alexandre Pereira Neto

    12º

    Bruno Alex Figueiredo Picanço

    13º

    Matheus Xavier Palla

    14º

     

     

    Fisiculturismo Sênior até e incluindo 70 Kg

    Jean de Amorim Machado

    Fabio Goussain Labat

    Thener Lucio Carmo

    Alderino Alves dos Santos Filho

    André Simas

    Soair José Koifman Machado

    Carlos Eduardo da Silva

    Edmar José Vieira

    Josival Costa Alves

    Thiago Bordin Correa Leite

    10º

    Rodrigo de Melo Costa

    11º

    João Paulo Silva Monnazzi

    12º

    Canuto da Mota Filho

    13º

    Thiago Moreira de Aguiar

    14º

     

     

    Fisiculturismo Sênior até e incluindo 75 Kg

    Luciano Karim

     

    José Carlos de Oliveira Júnior

     

    Márcio Vieira de Souza

     

    Maxwell da Costa Barroso

     

    Cleiton da Silva Oliveira

     

    Anderson Renck Locatell

     

     

     

    Fisiculturismo Sênior até e incluindo 80 Kg

    Wilson Max Almeida Monteiro de Moraes

    Felipe Moraes

    Paulo Vitor dos Santos Pinto

    Juventino Rodrigues Junior

    Ivanilson Cavalcante pontes

    Jackson Barros

    João Carlos Feitoza de Magalhães Peres

    Rodrigo Binhara

    Francisco Henrique Mendes Vieira

    Flávio de Sá Ribeiro

    10º

    Diego Viegas Pinheiro

    11º

    Rodrigo Costa de Oliveira

    12º

    Marcos Antônio Paris Scheid

    13º

    Anderson Xavier

    14º

     

     

    Fisiculturismo Sênior até e incluindo 85 Kg

    Adilio Veloso de Lima

    Marciel Cristiano Mendes

    Francisco Pereira da Silva

    Carlos Frederico de Lima

    Carlos Henrique de Souza Pereira

    Marino Santos da Silva Junior

    Robson Paiva Nabas

    Luis Gustavo Vaucher Souto

    Diego Nonato Vieira dos Santos

    Ivan Douglas Rodrighero

    10º

    Denis dos Santos Lopes

    11º

    Vitor Lima

    12º

    Yan Machado Fernandes de Sousa

    13º

    Bruno Oliveira Magnino

    14º

    Diogo Barros dos Santos

    15º

     

     

    Fisiculturismo Sênior até e incluindo 90 Kg

    Leandro Gomes Tavares

    Leonardo de Novaes Gomes

    Leandro Bessa da Silva

    Daniel Coelho do Nascimento

    Daniel

    Edson Nogueira

    Alexnaldo Moreira de Oliveira

    Rafael Braga Poggi

    Flávio Rocha Borges

    Jefferson Ferreira Cuaglio

    10º

    Darllon Cabral Agostinho

    11º

    Anderson Luiz Devit

    12º

    Gerson Nunes

    13º

    José Francisco Cajaiba Rodrigues

    14º

    Marcus Vinicius Machado

    15º

     

     

    Fisiculturismo Sênior até e incluindo 100 Kg

    Italo Ridney José de Barros Rodrigues

    Luciano Marçal Junior

    Helizhandro Soares de Matos

    Weldrin Lopes de Alcantara

    José Antônio da Silva

    Márcio Flávio Vago

     

     

    Fisiculturismo Sênior acima de 100 Kg

    Cleber Reis da Silva

     

    Bernardo Cesarino

     

    Fabricio Pacholok

     

    Roberto Ortega Chimello

     

    Fabio Moura Veras

     

    Isaque Porto Chaves

     

     

    Categoria Cadeirantes Única

    Carlos Alberto Moreira de Freitas Junior

     

    Helison Rosa

     

    Rafael Silva

     

     

     

    OVERALL

     

    Fernanda Gutilla

     

    Woman´s Physique

    Leandro Gomes Tavares

     

    Fisiculturismo Sênior

    Renan Esposto dos Santos

     

    Fisiculturismo Clássico

    Angela Borges

     

    Wellness Fitness

  • Livro “Memórias de um Bodybuilder improvável” – Parte 1

    muscle

     

    Poucos dias atrás eu pude finalmente assistir o filme “Pain and Gain” com Mark Wahlberg e Dwayne Johnson. O filme fala de três bodybuilders atrapalhados que planejam um sequestro e se dão muito mal no final.

    Mas o ponto principal naquele filme, para mim e muitos outros, foi  poder ver a cultura do Fisiculturismo sendo retratada no cinema. A luta pelo “Pump”, a irmandade e companheirismo, os shakes Hipercalóricos.  

    Tudo isso faz parte da cultura de nosso esporte, mas todo esse aspecto cultural, underground, vem sendo perdido à medida que o esporte se massifica – ou melhor, à medida que dirigentes e empresas de suplementos tentam transformar tal cultura em algo aceitável pela massa, algo menos radical, menos freakshow.

    E isso é tudo o que não queremos. Os verdadeiros amantes do bodybuidling, que têm o esporte e todas as suas características enraizados em nas suas mentes e corpos, realmente querem ficar nas sombras, no underground. Treinando em suas academias onde o som pode ser alto e os halteres devem ser jogados no chão.

    Isso está se perdendo um pouco, mas creio que seja uma fase e que tudo deve voltar ao normal quando o pessoal que está aqui apenas por moda se canse e procure o próximo passatempo.

    Mas para ajudar a agilizar esse processo, pessoas formadoras de opinião e que vivem o esporte há anos podem mostrar um bom material relativo ao bodybuilding e trazê-lo de volta às suas raízes.

    Enquanto eu me revirava na cama esta noite, lembrei de um livro que eu havia lido muito tempo atrás, provavelmente em 2006. O livro se chama  “Muscle: Confessions of an unlikely Bodybuilder” (“Músculo: Confissões de um fisiculturista improvável”, em tradução livre)  de Samuel Fussel, publicado originalmente em 1992.

    Sam Fussel era filho de professores de Universitários de Literatura Inglesa. Ele próprio é professor universitário de Literatura. Esse livro é uma espécie de autobiografia de Sam Fussel, onde ele conta com detalhes os 4 anos em que ele viveu, comeu, respirou e dormiu como um bodybuilder.

    É um livro fantástico, ambientado nos anos 80, com muitas histórias interessantes sobre esse universo em uma das décadas mais ricas e mágicas culturalmente. Ao longo das próximas semanas, vou reler o livro e contar a história, sob o meu ponto de vista, para vocês.

     

    Capítulo I – Genesis

     

    Sam começa a livro falando sobre os bodybuilders, descrevendo-os como “os doentes” (The diceased) e como a maioria deles pegava essa doença durante a adolescência. Não era o caso de Sam, que até os 26 anos passara a vida entre livros, estudando, estudando, estudando.

    Após se formar em Oxford, Sam mudou-se para Nova Iorque, alugou uma kitnet e arrumou um emprego no ramo de publicações.

    Foram meses difíceis para ele, com 1,90 m de altura e 70kgs, ele parecia frágil. Na verdade, ele era frágil, viva doente, pneumonia, febres, tonturas. Apesar de todos os medicamentos, ele nunca melhorava e tinha um aspecto cadavérico.

    Na verdade, o que causava isso tudo nele era Nova Iorque, ou melhor, morar em Nova Iorque. Ele convivia com as notícias de assaltos, estupros, espancamentos. Ele se sentia vivendo constantemente em um estado de sítio.

    Para quem não se lembra, houve uma tremenda onda de violência em NY no fim dos anos 70 até o início dos anos 90 causada principalmente pelo aumento do tráfico de drogas.

    Mas não era apenas isso que perturbava Sam, ele se sentia preso pela multidão, pelos arranha-céus e sufocado pela poluição. Ele passava os dias de olhos bem abertos e as noites todo trancafiado em seu pequeno apartamento.

    Ele tentou arrumar uma namorada, passava trades agradáveis com ela, mas a despedida era sempre doída, na hora em que ela tinha que correr de volta para casa e seu marido.

    Com tanta coisa ruim sob a sua visão, Sam chegou a considerar o suicídio. Em uma tarde, após testemunhar um espancamento na estação de metrô, Sam avista um cara com uma barra de ferro vindo em sua direção. Ele entra em uma livraria para se esconder e evitar o assalto.

    Foi um dos corredores dessa livraria que Sam pegou a “doença”. Ele avistou o livro “The Education of a Bodybuilder” de Arnold Schwarzenegger.

    Com todos aqueles músculos, ninguém poderia ser uma vítima. Seria como uma armadura dos tempos modernos, uma fortaleza humana.

    Sam relata que sentia que com todos aqueles músculos, ninguém nunca iria se meter com ele. E ele, por sua vez, nunca teria que mostrar o covarde que era. O plano era simples, ele só teria que se tornar gigantesco. Seria o sistema perfeito de auto-defesa. O que ele ainda não sabia, é que 36 kgs de músculos depois, aquilo se tornaria seu sistema de ataque.

    E é isso que o livro irá nos mostrar, como um cara magrelo e frágil, com baixa auto-estima e auto-confiança ( alguém se enxerga nessa descrição? Aposto que muitos, inclusive eu.) encontra no bodybuilding uma maneira de superar seus medos e se tornar mais auto-confiante.

    Alguns conseguem realmente crescer pro dentro e usar essas mudanças de forma construtiva, transferir a recém-conquistada confiança em outros aspectos da vida como o trabalho e vida amorosa.

     Outros, tornam-se perfeitos idiotas, egocêntricos, obsessivos com o espelho e seu físico, deixando de lado as necessidades básicas suas e de suas famílias.

    Eu escrevo este texto e usarei a história desse livro para ressaltar a cultura do bodybuilding e uma fase, de certa forma romântica, do esporte na costa oeste dos EUA nos anos 80. Mas também irei ilustrar o lado ruim do bodybuilding e como comportamentos ruins podem ser exacerbados com isso tudo.

    No Próximo capítulo, Sam entra na academia e começa realmente a treinar e conhecer o mundo do fisiculturismo.

  • A arte do treinamento

    DSC01845aaaadd

    Em algum ponto no meio da preparação para o Paulista IFBB de Culturismo Clássico. Não me lembro de quando é a foto, mas faltava algum tempo para a competição, já que as pernas ainda estavam sem tantos cortes profundos.

    Sem esteróides, sem médicos/endócrino/nutricionistas me dizendo o que fazer. Toda a preparação foi feita por mim mesmo – treinos, dieta, poses. Não fiquei gigante, nem fui campeão Brasileiro. Mas o objetivo foi alcançado.

    Hoje em dia muitos competem de bermudão, tomando gramas de esteróides, GH e outros peptideos. São guiados e feitos de marionetes por médicos, que ditam suas dietas e protocolos de drogas. E depois se vendem como treinadores e “fisiculturistas”.

    Cuidado com os treinadores que contratam e entregam seu bem estar e saúde.

  • NPC USA 2015 – Cody Montgomery leva o Overall

    cody main

     

    Nos dias 24 e 25 de Julho foi disputado o NPC USA, um dos shows que dá PRO Cards aos atletas Americanos.  Além do USA, os nativos dos EUA podem conseguir seus Pro cards no NPC Nationals, NPC Team Universe (esse conta com teste anti-doping) e o North American (Campeonato continental, similar ao nosso Sul-Americano que engloba EUA, Canadá e México). Uma opção mais recente é competir em um dos múltiplos eventos “Arnold Festival” realizados, mas estes só garantem um Pro Card – apenas para o Overall.

    Os americanos também podem conseguir seus Pro Cards no Mundial Amador IFBB, mas geralmente seus melhores talentos não participam desta competição. Um dos motivos é que o Mundial Amador quase sempre é realizado em data muito próximo do NPC Nationals, o outro é que o Mundial tem testes anti-doping severos. Por isso, os melhores amadores Americanos preferem competir no Nationals e USAs.

    O anti-doping dos Mundiais amadores IFBB foi a razão da criação do NPC Team Universe. 
    Entre 1959 e 1977, o Mundial IFBB se chamava  “IFBB Mr Universe”. De 1978 em diante, a competição passou a se chamar “IFBB World Amateur Championship”.

    Como era um show testado, a NPC realizava o “Team Universe” com a intenção de selecionar atletas com condições de competir nos Mundiais IFBB e “passar” nos testes anti-doping. Mas essa é história para outra ocasião.

    NPC USA 2015

    O NPC USA é realizado desde 1982 e já teve brilhantes Campeões Overall.  Praticamente todos os Overall foram astros do Bodybuidling, vejam a lista de campeões:

    1982   Dale Ruplinger       

     1983   Ernie Santiago        

    1984   Phil Williams          

    1985   Dave Hawk            

    1986   J.J. Marsh              

    1987   Mike Quinn            

    1988   John DeFendis       

    1989   Eddie Robinson     

    1990   Aaron Baker          

    1991   Mike Matarazzo     

    1992   Flex Wheeler         

    1993   Chris Cormier        

    1994   Dennis Newman

    1995   Phil Hernon            

    1996   Craig Titus             

    1997   Ken Brown            

    1998   Dennis James         

    1999   Melvin Anthony     

    2000   Bob Cicherillo       

    2001   Quincy Taylor       

    2002   Idrise Ward-El       

    2003   Richard Jones       

    2004   Mark Dugdale       24407-cody-montgomery-71_final

    2005   Phil Heath

    2006   Omar Deckard      

    2007   Ben White             

    2008   Brandon Curry      

    2009   Mark Alvisi           

    2010   Jason Huh             

    2011   Steve Kuclo           

    2012   Darron Glenn         

    2013   Max Charles     

    2014   Nick Trigili

    2015   Cody Montgomery

     

    O mais ilustre Campeão da Lista é Phill Heath, o atual Mr Olympia. Outra curiosidade é que mesmo tendo uma lista fenomenal de Campeões Overall, apenas Phill foi Mr Olympia.  Jay levou seu Pro Card ao vencer sua classe no NPC Nationals de 1996 – ele perdeu o Overall para Willie Stallings. Dexter Jackson conquistou seu Pro Card vencendo o North Americans de 1998, Dorian Yates conseguiu o seu vencendo o Overall Britânico em 1988; Coleman e Hanney conquistaram  os seus ao vencer o Mundial Amador IFBB, em 1982 e 1991 respectivamente.

    Mas tivemos nomes que, apesar de não se tornarem Mr Olympia, deixaram seus nomes na história.  Foram eles – Flex WHeeler com 17 vitórias na IFBB Pro, Chris Cormier com 11 vitórias Pro, Dennis James com 3 títulos Pro.

     

    Com essa lista enorme de estrelas, fica dificil pensar que Cody não será uma estral no futuro. Ainda mais se considerarmos mais alguns feitos deste garoto de apenas 20 anos.

    cody 

     

    Com 20 anos, Cody foi o atleta mais jovem a vencer um USA ou National. Além disso ele venceu o Overall NPC Teen Nationals três anos seguidos (2012, 2013 e 2014). Nenhum outro atleta venceu esse show três vezes, nem duas, na verdade.
    Em 2014 ele venceu o  Overall do Teen National e o Overall do NPC Collegiates (no qual atletas com até 25 anos podem competir). Mais uma vez, nunca ninguém havia vencido esses dois shows no mesmo ano.

     

    E sob a tutela de Chris Aceto, Montgomery venceu o Overall do USA – se tornando o mais jovem atleta a vencer esse Título e o segundo mais jovem americano a conquistar um Pro Card. O Americano mais jovem a conquistar um Pro Card foi Shane DiMora, que venceu a classe até 80kgs com 19 anos no NPC Nationals de 1986, não levou o Overall mas levou o Pro Card. Gary Stridon levou o Overall naquele ano.

     

    A última competição de Cody havia sido o Colegiate Nationals em Julho de 2014, onde ele pesou 94kgs. Neste NPC USA ele subiu no palco com 102 kgs e melhorias que não deixaram dúvidas nos árbitros e lhe garantiram o Overall.

     

    Cody tem um belo shape e um ótimo físico, mas ainda precisa melhorar muito suas costas e volume geral para poder encarar os Profissionais com certo sucesso. Mas ele tem o tempo ao seu lado e com Chris Aceto no seu corner, tenho certeza de que ele se desenvolverá e chegará em um excelente físico na hora certa.

  • Quem está Classificado para o Olympia 2015

    Quem está Classificado para o Olympia 2015

    Atualizado dia 26/07/2015

    Regras de classificação para o Olympia 2015

    2015 MR. OLYMPIA

    Phil Heath (EUA)
    Kai Greene (EUA)
    Shawn Rhoden (EUA)
    Dennis Wolf (Alemanha)
    Dexter Jackson (EUA)
    Roelly Winklaar (Curacao)
    Essa Obaid (Emirados Árabes Unidos)
    Mohamed Ali Bannout (Líbano)
    Willian Bonac (Holanda)
    Roni Rockel (Alemanha)
    Abdelazis Jellali (Marrocos)
    Fouad Abiad (Canada)
    Juan Morel (EUA)
    Dallas McCarver (EUA)
    Mamdouh Elssbiay (Kuwait)
    Brandon Curry (EUA)
    Fred Smalls (EUA)
    Jonathan Delarosa (EUA)

     

    Victor Martinez (Rep. Dominicana), 14
    Branch Warren (EUA), 13
    Steve Kuclo (EUA), 11
    Justin Compton (EUA), 11
    Cedric McMillan (EUA), 11
    Johnnie Jackson (EUA), 11
    Brad Rowe (EUA), 11
    Evan Centopani (EUA), 8
    Michael Lockett (EUA), 8
    Renaldo Gairy (Canada), 8
    Robert Piotrkowicz (Polonia), 7
    Akim Williams (EUA), 7
    Maxx Charles (EUA), 5
    Dalibor Hajek (Republica Tcheca), 5
    Grigori Atoyan (EUA), 5

     

    2015 OLYMPIA 212 

     

    Flex Lewis (País de Gales)
    Eduardo Correa (Brasil)
    Jose Raymond (EUA)
    Hidetada Yamagishi (Japão)
    Baito Abbaspour (Irã)
    David Henry (EUA) [Tem vaga por já ter vencido o Olympia]
    Charles Dixon (EUA)
    Marian Cambal (Eslovaquia)
    Guy Cisternino (EUA)
    Kim, Jun Ho (Coreia do Sul)
    Dobromir Delev (Bulgaria)
    Marco Rivera (EUA)
    Zane Watson (Canada)
    Kyung, Won Kang (Coreia do Sul)
    Craig Richardson (EUA)
    Shaun Clarida (EUA)

     

    Tricky Jackson (EUA), 12
    Ahmad Ahmad (Suécia), 9
    Oliver Adzievski (Suécia), 9
    Khalid Almohsinawi (Kuwait), 7
    Aaron Clark (EUA), 6
    Sami Al Haddad (Bahrein), 6
    Thomas Anderson (EUA), 5
    Derik Farnsworth (EUA), 5
    Mark Dugdale (EUA), 4
    Jose Raul Sanchez Reyes (Mexico), 4
    Shaun Joseph Tavernier (Inglaterra), 4
    Manuel Manchado (Espanha), 4

     

     

    2015 OLYMPIA WOMEN’S PHYSIQUE 

    Juliana Malacarne (Brasil)
    Dana Linn Bailey (EUA)
    Tycie Coppett (EUA)
    Karina Nascimento (EUA)
    Sabrina Taylor (EUA)
    Tamee Marie (EUA)
    Teresita Morales (EUA)
    Heather Grace (EUA)
    Jamie Postill (Canada)
    Autumn Swansen (EUA)
    Ayanna Carroll (EUA)
    Candrea Judd Adams (EUA)
    Dianne Brown (EUA)
    Michelle Cummings (EUA)
    Leila Thompson (EUA)
    Jacklyn Abrams (EUA)
    Gloria Faulls (EUA)
    CeaAnna Kerr (Canada)
    Danielle Reardon (EUA)
    Yasha (EUA)
    La’Drissa Bonivel (EUA)
    Kira Neuman (EUA)
    Leah Johnson (Canada)

    Leonie Rose (EUA), 13
    Erica Blockman (EUA), 11
    Jennifer Hernandez (EUA), 8
    Sheronica Henton (EUA), 8
    Silvia Alves Fraga (Brasil), 7
    Kristina Dybdahl-Farnsworth (EUA), 7
    Loana Paula Muttoni (Brasil), 5
    Rachel Baker (EUA), 5
    Katerina Kyptova (Republica Tcheca), 4
    Lise Thexton (Canada), 4
    Pamela Slemmons (EUA), 4
    Antoinette Downie (Barbados), 4
    Venus Nguyen (EUA), 4
    Nathalie Foreau (França), 4
    Eva Pogacnik (Eslovenia), 4
    Jodi Boam (Canada), 4

     

     

  • Regras para classificação no Olympia

    -Os cinco primeiros do Olympia do ano anterior

    -Apenas o vencedor de cada um dos Shows Pro da temporada vigente.

    – O vencedor Overall do Olympia amador.

     Fora isso, temos ainda cinco vagas decididas em sistema de pontos que são dados aos atletas que ficam de segunda à quinta posição em cada show Pro.

     Temos grupos de shows com pesos diferentes na pontuação, consequentemente, pontuações diferentes.

     

    Divisão 1 – Arnold Ohio

     2° – 8 pontos

    3° – 7 pontos

    4°- 6 pontos

    5° – 5 pontos

     

    Divisão 2 – Arnold Espanha, NY Pro e GP de Praga

     2° – 6 pontos

    3° – 5 pontos

    4° – 4 pontos

    5° – 3 pontos

     

    Divisão 3 Arnold Brasil e Australia, Pittsburgh Pro e China Pro

     2° – 5 pontos

    3° – 4 pontos

    4° – 3 pontos

    5° – 2 pontos

     

    Divisão 4 – Todas as outras competições

     2° – 4 pontos

    3° – 3 pontos

    4° – 2 pontos

    5° – 1 ponto

     

     Os cinco atletas que não venceram nenhum show na temporada, que somarem mais pontos, ganham a vaga no Olympia.

    Um fato que poucos conhecem é que todos os antigos Campeões do Olympia tem vaga assegurada, caso resolvam competir.

     

  • O uso Correntes e elásticos na musculação – parte 2 –  Resistência acomodativa no Bodybuilding

    O uso Correntes e elásticos na musculação – parte 2 – Resistência acomodativa no Bodybuilding

     

     slide correntes22

     Resistência acomodativa no Bodybuilding  

    Como podemos usar tudo isso e transferir esses princípios para o treino dos bodybuilders? Qual a melhor maneira de fazer? No bodybuilding a quantidade de peso levantado não importa muito. O objetivo principal é colocar “stress” no músculo para que ele se adapte e cresça.  Quais alterações fazer para que as correntes e elásticos nos ajudem a ganhar músculos maiores?

    Usando o agachamento como exemplo, pensem sobre isso: Quantos quilos você consegue usar no agachamento livre completo?   Talvez 100kgs, 140kgs?  Imagine agora com quantos quilos você seria capaz de agachar caso fizesse apenas um terço do movimento?  Bem mais, não é mesmo?

    Hipotéticamente falando, um indivíduo que consiga fazer agachamento completo com 140kgs, conseguiria utilizar 200kgs caso fizesse apenas o terço superior do movimento. Acontece que a resistência que a barra gera é invariável, constante o tempo todo.

    (Nota – Há mais de 40 anos, Arthur Jones lançou a linha de aparelhos Nautilus. Esses aparelhos vinham com dispositivos em forma de concha – por isso o nome Nautilus – que faziam com que a resistência variasse ao longo do arco de movimento. Até hoje esse recurso é utilizado. Lembra daquela peça, geralmente localizada junto ao eixo de movimento da máquina, de formato meio ovalado  por onde os cabos passam os cabos? Aquele dispositivo varia a carga do movimento. Quanto mais longe o cabo ficar do eixo da máquina, maior a resistência gerada. O grande problema, principalmente no Brasil, é que a variação de carga da máquina tem que bater com a curva de força do movimento. E os caras quase nunca acertam isso.)

    Voltando ao agachamento! É nessa hora que as correntes ou elásticos entram. Prendemos as correntes nas extremidades da barra. A idéia é prender as correntes de uma forma na qual apenas dois ou três elos estejam no chão na parte final do agachamento e onde todos os elos estejam no chão na parte mais baixa do movimento.

    Utilizamos correntes com 10kgs e cerca de 1,4m de comprimento.  Se prendermos duas correntes de 10kgs em cada lado da barra (e considerando o exemplo de 140kgs no conjunto barra/anilhas) teremos 140kgs kgs na parte mais baixa do agachamento, com toda a corrente descansando no chão.

    À medida que vamos subindo, os elos da corrente vão saindo do chão e aumentando a carga total do conjunto progressivamente até que estejamos com o movimento completo e um total de 180kgs ( 140kgs de barra/anilhas + 4 correntes de 10kgs) . Quando vamos agachando de volta, o inverso acontece, os elos vão se depositando no chão e a resistência do conjunto vai diminuindo.

    A idéia do elástico é a mesma, mas com algumas diferenças- Na fase negativa, apenas a força da gravidade puxa o conjunto barra/correntes para baixo. Quando utilizamos elásticos, temos a força elástica atuando juntamente com a gravidade. A sensação é que a barra está sendo puxada para baixo com uma aceleração bem maior. Os elásticos causam um stress neuro-muscular bem maior.

    O uso dessa técnica em exercícios como agachamento, terra e stiff auxilia e facilita muito a contração de pico e ativação dos glúteos nesses movimentos.  Como seu corpo está sendo exposto a um estímulo totalmente novo, a coordenação intra (Capacidade de contrair mais fibras musculares de um mesmo músculo ao mesmo tempo) e inter-muscular (Capacidade de contrair com eficiência e sincronia perfeita dois ou mais grupos musculares envolvidos no movimento)  são levadas a um novo nível.

    Quando se usa elásticos fortes o suficiente pelas primeiras vezes, a extrema tremedeira durante a série denuncia que o sistema neuro-muscular está sendo exposto a um tipo de estímulo totalmente novo, fato que irá trazer novos ganhos.

    No supino, a idéia é exatamente a mesma. Ajustamos as correntes da mesma maneira. Quando a barra estiver tocando o peito, todos os elos devem estar no chão, dessa forma, teremos apenas o peso da barra nesse momento. Conforme vamos empurrando a barra para cima (ou o banco para baixo, mas isso é assunto para outro artigo), os elos vão saindo  do chão e adicionando cada vez mais peso ao conjunto.

    Gosto muito de usar os elásticos no leg-press e no hack. Dessa forma podemos descer bem fundo, realizar o exercício com uma boa amplitude e ainda sim evitar stress e sobrecarga articular desnecessários.  Farei mais artigos mostrando como isso pode ser feito.

    Algumas vantagens ou benefícios da resistência acomodativa podem ser listados:

    -Estimulação totalmente diferente do sistema neuro-muscular, obrigando seu corpo a recrutar fibras que não precisavam trabalhar antes.

    -Uso de velocidades mais altas nas contrações com segurança ( mais uma vez, apenas as pessoas com nível intermediário/avançado se beneficiarão com isso. Os iniciantes não têm a conexão mente-músculo bem estabelecida e não conseguem contrair conscientemente os músculos, por isso, deveriam realizar suas repetições de maneira mais lenta e concentrada, para que possam estabelecer um maior controle consciente sobre suas contrações musculares.)

    -Como as repetições tendem a ser realizadas com maior velocidade, existe a possibilidade de que haja uma conversão de fibras de lenta para fibras de contração rápida; fato que aumentaria sensivelmente as condições de se gerar hipertrofia muscular.

    -Contração de pico acentuada – em exercícios como levantamento terra, stiff e leg-press, tríceps pulley, rosca direta a resistência acomodativa gera mais tensão que o normal no final do movimento, o que potencializa o efeito das contrações de pico.

    -Menor stress articular – Mais uma vez, usando o leg-press como exemplo, podemos descer mais fundo, permitindo maior flexão de quadril e joelhos sem tanto stress, já que nesse momento teremos apenas a carga de peso da máquina+ anilhas e conforme vamos empurrando, o elástico vai se esticando a gerando cada mais tensão.

    – Uma das poucas ressalvas a se fazer é que essa técnica acaba inibindo a musculatura antagonista. Por exemplo, quando vamos fazer um supino, a musculatura das costas ( grande dorsal, supra-espinhoso, redondos etc) freiam o movimento no final. Quando usamos a resistência acomodativa, a frenagem do movimento acaba sendo feita pelo próprio elástico. Isso pode ser perigoso caso não se saiba calcular o volume certo de séries e treinos com esse tipo de técnica.

    Por isso, mais uma vez, sempre procure um profissional capacitado para ajudar a preparar seus treinos.

     

    Correntes ou elásticos?

    Basicamente as correntes permitem uma recuperação mais rápida do sistema nervoso. Os elásticos funcionam muito bem, mas o componente elástico, que nos puxa para baixo na parte excêntrica do movimento, é bem desgastante.

    Nenhum dos dois materiais é barato. As Correntes utilizadas são as 5/8  e são vendidas por quilo e provavelmente você precisará comprar isso direto da fábrica. É preciso usar mosquetões bem grandes e um suporte de tecido bem forte para prender tudo isso à barra.

    Os elásticos são importados, precisam ter uma boa durabilidade e resistência, as vezes usamos elásticos que geram uma carga de 120 kgs quando totalmente esticados. Tudo pode ser adaptado, mas quando o assunto é treino com pesos e resultados, cada detalhe importa. É preciso utilizar e saber as cargas exatas geradas e levantadas.

    Se você está começando, com menos de dois anos de treino sólido, não sei se esse tipo de técnica deve ser utilizado. Caso já tenha alguma força e experiência, melhor começar com correntes e depois partir para os elásticos.

    Esse tipo de técnica ainda é pouco utilizado no Brasil. E quando vejo fotos das pessoas utilizando, percebo quase sempre que as correntes ou elásticos estão montados de maneira equivocada e ineficiente na barra. Mas em pouco tempo, cada vez mais essa será uma ferramenta bastante utilizada pelos bodybuilders.

    Sempre tento aprender e trazer o que há de mais novo sobre treinamento e nutrição. Em 2007 eu fui um dos primeiros, senão o primeiro no Brasil a falar e escrever sobre a nutrição Intra-treino. Agora, trago a resistência variável. O futuro é agora.

  • Arnold Classic 2015 – Lista de Competidores

    Arnold Classic 2015 – Lista de Competidores

    arnold lista

     

    A lista de competidores do Arnold Classic 2015 foi finalmente liberada. Na categoria Open, muitos nomes de peso e fica dificil apostar ou tentar prever algum resultado. Na categoria 212, também temos um lineup cheio de estrelas, mas Eduardo Correa se destaca como favorito ao título. 

    Bodybuilding Open

    Mohamad Ali Bannout 
    Lionel Beyeke 
    Evan Centopani 
    Justin Compton 
    Brandon Curry 
    Marius Dohne 
    Vitaley Fateev 
    Toney Freeman 
    Dexter Jackson 
    Michael Kefalianos 
    Cedric McMillan 
    Ben Pakulski 
    Branch Warren 
    Roelly Winklaar 

     

    A grande notícia foi a ausência do atual campeão do Arnold Ohio, Dennis Wolf. O alemão decidiu se focar em um offseason mais longo para poder chegar com todo o seu potencial no Olympia 2015 e lutar de igual para igual com Heath pelo título.  Em 2015, caso ele chegue nas prévias e finais tão cheio e denso quanto ele chegou nas finais de 2014, ele dará trabalho a Phil.

    Sem Wolf, o grande destaque é Dexter Jackson. Dexter tem quatro títulos do Arnold Ohio, um record que só é igualado por Flex Wheeler. Caso vença, Jackson será o primeiro bodybuilder a vencer cinco título do Arnold Ohio, uma marca que talvez nunca seja superada. Isso é um incentivo e tanto para que ele treine muito.

    Também podemos apontar outros favoritos ao título. Branch Warrren já venceu o Arnold duas vezes e é um veterano em Ohio. Ben Pakulski já chegou perto de vencer, e com todo o seu volume e densidade pode surpreender. Cedric Macmilan é sempre uma incógnita, mas não podemos nunca deixá-lo de fora.

    Evan Centopani era uma promessa e não vem se firmando nem mostrando muita evolução nos últimos anos, mas seu shape e belas linhas, além de esmagador volume sempre o tornam um dos favoritos. Lionel Beyeke é outra incógnita. Caso ele chegue seco e cheio, será dificil que alguém o segure, mas o passado nos sugere que isso pode não acontecer.

    Justin Compton, uma espécie de irmão mais novo de Wolf, vem com tudo e tem muito potencial. O Arnold 2015 pode ser o palco para o início de sua caminhada ao topo do esporte.

    Na minha opinião, esses serão os sete primeiros. Dificil dizer qual será a colocação exata. Freeman, Winklaar, Dohne e Curry devem lutar pelos três lugares restantes no Top 10.

     

    Bodybuilding 212

    Aaron Clark 
    Eduardo Correa 
    Charles Dixon 
    Eduard Duque 
    Shawn Joseph-Tavernier 
    Cory Mathews 
    Jose Raymond 
    Marco Rivera 
    Angel Manuel Rangel Vargas 
    Hidetada Yamagishi 

     

    Na 212, Correa é o franco favorito, mas precisará chegar extremamente seco, como de costume, para superar monstros como Charles Dixon, Jose Raimond e Hide Yamaguishi.

     

    Women´s Physique

    Dana Linn Bailey 
    LaDrissa Bonivel 
    Tycie Coppett 
    Heather Grace 
    Juliana Malacarne 
    Karina Nascimento 
    Mindi O’Brien 
    Jillian Reville 
    Jennifer Robinson 
    Sabrina Taylor

    Esse ano não teremos o bodybuilding feminino, mas em compensação, teremos o Women´s Physique com a reedição da batalha entre Juliana Malacarne e Dana Lin Bailey pelo título.

     

     

  • O uso de Correntes e elásticos na Musculação

    O uso de Correntes e elásticos na Musculação

     slide correntes

     

    Quando falamos em musculação, ou treino com pesos, a primeira coisa que nos vem à cabeça é a musculação tradicional, usada principalmente para a estética. Os treinos de musculação tradicional com o objetivo estético ( Bodybuilding ) promovem tanto o ganho de massa muscular quanto a redução de gordura.

    Outra vertente do treino com pesos é o Powerlifting. Os powerlifters são conhecidos pela sua extrema força. Eles passam anos treinando para que suas cargas no Agachamento, Supino e Terra sejam cada vez maiores. Para que isso aconteça é preciso que eles treinem de forma inteligente e estruturada.

    Sempre existiu uma espécie de rivalidade entre os adeptos do fisiculturismo e os de Powerlifting. Na verdade, praticantes powerlifting podem se beneficiar utilizando métodos e técnicas de treinamento do fisiculturismo e vice-versa.

    Um dos métodos muito utilizados pelos powerlifters americanos é o treino com correntes e elásticos. Louie Simmons vem usando correntes e elásticos no seu clube privado de Powerlifting, o “WestSide Barbell Club”, há anos.

    As correntes e elásticos são chamados de “Resistencia Acomodativa” e são muito usados em exercícios básicos como supinos, agachamentos, Lev. Terra, Remada Curvada, mas o conceito funciona em praticamente todos os exercícios.

    Como tudo na musculação, existem exercícios onde o uso desse artificio é mais indicado e existem outros onde não deveríamos usar.

    Para entender como correntes e elásticos podem beneficiar seu treino, é preciso entender como funcionam as curvas de força.

    Curvas de Força

    Basicamente, quando falamos em curvas de força, estamos nos referindo a um gráfico que ilustra a variação de força em cada grau da amplitude de movimento de um exercício.

    Existem exercícios cujas curvas de força são ascendentes, ou seja, quanto mais se chega próximo do contração máxima do músculo alvo, maior é a capacidade do indivíduo gerar força. Dois excelentes exemplos disso são o supino reto e o agachamento.

    No supino, quando a barra está encostada no peito, é bem difícil fazer o peso subir. À medida que a barra vai subindo, o movimento vai ficando mais fácil. Reparem que praticamente todo mundo “trava” o movimento nas partes mais baixas e depois que o spotter dá uma pequena ajuda, consegue-se terminar o movimento sozinho.

    No agachamento é a mesma coisa. O movmento é bem difícil quando se está agachado, lá embaixo; e vai ficando mais à medida que vamos subindo. E a grande prova disso é a quantidade de pessoas que fazem esses exercícios com amplitude de movimento insuficiente para poder  utilizar mais carga. Force curve

    Quantos caras você já não viu fazendo supino com muito peso e parando a barra a um palmo do peito antes de começar a empurrá-la para cima? Quantos agachamentos e leg-presses com uma amplitude de cinco centímetros?

    Os exercícios com curva de força descendente são aqueles que são relativamente fáceis na porção do movimento onde a musculatura está mais alongada e vão ficando bem difíceis conforme se chega perto do ponto de contração máxima. Remadas e puxadores verticais são bons exemplos disso.

    Ainda há um terceiro grupo, onde a curva de força é em forma de sino. Onde é bem fácil gerar força no início e no fim do movimento, mas é bem difícil gerar força no meio do movimento. Um grande exemplo aqui é a rosca direta.

    Notem que quando falamos em curvas de força do movimento, não estamos dizendo propriamente que a variação de força é fruto apenas da capacidade do músculo de gerar força contrátil. A variação na capacidade de gerar força é devida também a alguns outros fatores, como mudanças principalmente nos braços de alavanca.

    Resistência Acomodativa

    A grande questão é como aplicar isso tudo em nossos treinos?  Como isso funciona na vida real?

    No Powerlifitng, usamos a Resistência Acomodativa basicamente para alcançar dois objetivos: Ganhar força máxima em alguns pontos específicos do movimento e ficar mais rápidos.

    Sempre que vamos realizar uma repetição máxima de agachamento, ou Terra, ou supino, o esforço é enorme e a necessidade de contrair todos os músculos envolvidos da maneira mais intensa e mais veloz possível é imprescindível. Os powerlifters ( assim como atletas de futebol, basquete, atletismo, rugby etc etc )  precisam força máxima e velocidade máxima.

    Uma estratégia muito usada para desenvolver a força máxima em alguns períodos específicos da preparação é o uso de correntes ou elásticos. Seguindo o conceito de linhas de força, quando tentamos levantar uma carga muito alta, chegamos em um ponto do amplitude do movimento do exercício onde travamos, onde a nossa força não é suficiente.  O uso de resistência acomodativa nos permite adequar a curva de força daquele movimento para que possamos usar mais resistência onde é necessário com o objetivo de ganhar a força necessária naquela porção do movimento.

    Quando falamos em velocidade, no powerlifting, isso pode soar estranho para quem não está familiarizado com o esporte. Os movimentos do powerlifting não parecem ser tão velozes quanto os do Levantamento Olímpico, por exemplo. Mas a velocidade de contração muscular é um fator primordial. new

    A fórmula da potência na física é força vezes velocidade. Se aumentarmos a força, aumentamos a potência, se aumentarmos a velocidade, também. É claro que um cara que tem a força para levantar 60kgs no agachamento não vai se beneficiar enormemente com treinos de velocidade.  Os treinos de velocidade começam a funcionar muito bem e trazer frutos depois que o atleta já conquistou certa força.

    Mas quando temos um atleta relativamente avançado, os treinos de velocidade têm muito a ajudar.

    Teremos um próximo artigo, especialmente voltado para os treinos de velocidade no powerlifting, mas só para ilustrar, nesse treino utiliza-se geralmente carga relativamente baixa (algo entre 50 e 65% da carga máxima) e volume relativamente alto. A grosso modo, o objetivo aqui é realizar o movimento com a maior velocidade possível.  E tanto as correntes quanto os elásticos permitem que a aceleração do movimento aconteça praticamente durante todo a amplitude do movimento. Mas isso realmente é assunto para outro artigo, pois tudo o que eu disse sobre treino de velocidade foi sintetizado ao máximo.

    Clique aqui para ler a segunda parte do artigo:  “Resistência acomodativa no Bodybuilding”    

  • Prévias do Olympia 2014 – Comparações – Revisão completa

    Vamos aos callouts

    Logo após as apresentações individuais das poses compulsórias, os atletas são comparados, seis a seis, pela ordem numérica antes dos callouts propriamente ditos.   Isso fez com a última linha de comparação tivesse Phil, Kai, Wolf, Morel e Rammy.  Phil e kai ficaram lado a lado.

    Ao longo das poses, Phil ( que estava na ponta)  apertava o espaço de  Kai. Eles  se tocaram na pose de duplo bíceps de costas. Depois Kai jogou suas tranças em Phil, em um gesto de provocação. Durante uma outra transição, Kai esbarrou o braço nas costas de Phil. Em uma pose de lado, os dois jogaram os pés para trás.  A essa altura o Juiz chefe gritou para que eles se espalhassem. Phil não obedecia.

    Finalmente, na pose most muscular, os dois ficaram bem perto um do outro e Phil tentou passar seu cotovelo a frente de Kai, encostando nele, obvio. Kai se irritou e perdeu a classe mais mais uma vez. Ele saiu de sua posição e foi encarar Phil no maior estilo MMA. O árbitro  de palco teve que entrar no meio dos dois para evitar uma briga de verdade. 

    O Árbitro chefe esbravejava para que eles se separassem. Eu nunca ouvi um árbitro ter que gritar daquele jeito. Era claro que a tensão tomava conta do ar e de todos os envolvidos.

    Os árbitros ordenaram que Kai trocasse de lugar com Wolf para evitar mais problemas.

    Quase vimos uma briga de verdade ali no palco. Isso seria péssimo para a imagem do esporte e péssimo para o Mr Olympia em si.
    Essa atitude anti desportiva dos dois deveria ser punida de alguma forma.  Claro que as provocações e cotoveladas existem no palco. E claro que Phil puxou os limites ao não dar espaço para kai, mas Kai perdeu a cabeça e foi para cima de Phil.

    Heath fez o jogo, provocou o adversário, fez Kai parecer o Edmundo e ficar mal perante os árbitros eo público.   Mas não acho que Phil tenha agido certo também.

    Isso é desnecessário e um péssimo exemplo para as pessoas. Isso não é esporte e vai contra toda a filosofia do bodybuilding.

    Falando sobre os físicos, se é que isso é possível ainda, Rammy deixa todos parecendo anões, mas não tem o detalhe e maturidade suficiente ainda.  Kai está bem maior e tem melhor shape que Phil, mas não está seco. E não sei como esta atitude que ele teve vai ser vista pelos árbitros.

    Entre  Kai, Phil e Wolf, o Alemão tem a melhor estrutura de todos e pode ser o campeão um dia.

    Primeiro call outo foi entre Phil, Kai e Rhoden. 

    Kai tem mais volume, claramente. Isso é especialmente visível nas poses de lado, onde as pernas de Kai superam de longe as de Phil. Mas, nas mesmas poses de lado, os braços de Phil matam os de Kai.

    Nas poses de costas, O detalhe e separação nas costas de Kai são excelentes, mas Phil não fica muito atrás.  Nas poses de frente, Heath domina.

    Rhoden tem um shape muito bom, a cintura bem fina contrasta com os outros dois competidores maiores. Ele pode até arrancar um segundo lugar, caso Kai não melhore sua condição e não chegue bem seco no Sábado.

    No segundo Callout tivemos algumas boas supresas – Victor Martinez, Branch Warren, Dexter Jackson, Big Rammy  e Dennis Wolf.  Esses caras devem formar o top 8 junto com Kai, Phil e Shawn.

    Dexter, Wolf e Branch ficam no centro e têm a vantagem. Branch e rammy ficam  lado a lado e fica aparente que Big Rammy tem ainda menos separação muscular e detalhes que Branch. Isos mostra o quanto ele tem que melhorar ainda.  O lado bom da história é que no caso de rammy, nós vemos a grande possibilidade de que isso acontecça.

    No próximo callout tivemos DELarosa, Kuclo, Smalls, Johnnie, Roelly e Morel. Dois destes devem fechar o top 10. Uma pena que Bonac ficou de fora.

    O último callout foi entre Phil, Kai, Shawn e Dennis.

    Por segurança, eles colocaram Phil e Kai bem longe um do outro.  A essa altura, Kai está bem mais seco e com muito mais detalhe muscular. Ele melhorou muito e agora pode começar a ameaçar realmente Phil Heath.  Para mim, logo no inicio das prévias, Phil era o franco favorito. Agora, já posso dizer que vamos ter uma dura batalha entre os dois.

     

     

     

    Veja a parte 1 do texto, falando sobre as poses individuais:

    http://www.diariodoculturismo.com.br/home/previas-do-olympia-2014-parte-1-poses-compulsorias/