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  • Nova Batalha entre Ronnie e Jay

    Logo após Dorian Yates anunciar sua aposentadoria, ninguém poderia imaginar que Ronnie Coleman assumiria seu reinado e comandasse o Bodybuilding de forma tão dominante e marcante.  Coleman levou oito títulos Mr Olympia para casa e se consagrou como talvez o maior nome no esporte em todos os tempos.
    Era inconcebível para qualquer um de nós que Ronnie pudesse ser vencido no palco. Como os dois Olympia anteriores, Haney e Yates, ele se aposentaria e deixaria a coroa a espera donovo dono. Ninguém acreditava que qualquer ser humano vivo pudesse vencer Ronnie e lhe tirar das mãos o Sandow. Ninguém exceto Jay Cutler.
    Cutler vinha se confrontando com Ronnie ( e sempre perdendo ) desde 2001. Algumas vezes ele fora esmagado por Ronnie, outras, ele chegara bem perto da vitória. Ele sempre acreditou que seu dia chegaria. E com dez a menos de idade do que Coleman, para ele era uma questão de tempo que isso acontecesse.
    Em 2006 finalmente o reinado de Coleman foi interrompido. Jay vencia o Mr Olympia sob o olhar atônito de todo o Orleans Arena.  Ronnie ainda voltou em 2007 mas suas lesões acabaram levando-o ao quarto lugar. A platéia o aplaudiu de pé, em uma manifestação de respeito e admiração emocionantes. Depois disso, Ronnie deixou as competições. Nunca iríamos presenciar um embate entre Ronnie e Jay.

    Felizmente a revista Flex promoveu um encontro entre os dois. Um treino em Las Vegas foi marcado. A dupla novamente iria se encontrar e se confrontar. Vou lhes passar a minha visão do treino, tudo o que pude ver no vídeo e nas páginas da revista.

    O vídeo:

    O video é embeded direto do site da Flex. Eles usam um player não muito bom para embed. Para rodar o video, aperte o botão PLAY No canto direito.

    O Encontro-

    O treino aconteceu no dia 28 de Fevereiro de 2009, a hora marcada – Meio-Dia.  Coleman se atrasou um pouco. O treino ocorreu na Gold’s Gym Sahara, uma das três Gold’s em Las Vegas. Conicidentemente, foi a única das três na qual eu treinei enquanto estive por lá. Na platéia, assistindo ao treino, estavam ainda Phill Heath e Rany Rambod.

    O video me entristeceu um pouco. Pude ver um Ronnie Coleman não tão grande quanto antes, visivelmente inquieto e incomodado com a situação. Jay, por sua vez, está maior do que nunca, e fala com Ronnie em um tom meio grosseiro, arrogante.  Depois, pude ler o texto publicado nas páginas da Flex e entender melhor a situação. Saberemos mais sobre isso abaixo.

    O treino começa com uma hora de atraso. Após uma pequena conversa, decidem fazer desenvolvimento pela frente sentado. Jay quase nunca faz este exercício, preferindo  a versão em pé.  Eles usam um banco Icarian, onde podem guardar e pegar a barra pela frente.  Mais uma coincidência, quando estive nesta academia, treinei ombros e usei este mesmo banco para fazer desenvolvimento. O peso que usei? Bem, digamos que fui um “pouco” menos que eles. Jay diz que não conseguiria pegar a barra por trás do pescoço. Coleman concorda dizendo que nem tentaria fazer isso atualmente.

    A segunda série foi feita com mais ou menos 80 kgs na barra. Coleman solta os primeiros gritos :  “Yup, Yup. Light Weight!”

    Agora, a primeira série com peso para valer – 100 kgs. Jay faz 14 repetições. No final ele diz: “Esse foi para você Coleman!”

    “Thank you! “ Responde brevemente o Oito Vezes Mr Olympia. Antes de pegar a barra e completar dez reps com o mesmo peso, porém com uma velocidade mais rápida.

    Agora, temos 120 kgs na barra.

    “Light Weight!” Preciso falar quem foi o autor desta frase?

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    Como não achei nenhuma foto na internet, peguei a revista e tirei fotos dela. Por isso a qualidade está ruim.

    Jay se prepara, faz 11 reps. Ele diz que tem feito os movimentos com mais cautela e exatidão nos últimos meses. Não quer arriscar uma lesão a esta altura da carreira. Ronnie se senta no banco. Jay e Phill Heath o ajudam a levantar a barra e posicionar para a primeira repetição. Coleman consegue nove reps.

    Cutler olha para o lado e diz: “Mais uma série ok?”.

    Coleman: “Ain’t nothing but a peanut.” E Sorri.

    Cutler termina a série, fez apenas dez repetições. Coleman pergunta retóricamente – “Não está ficando mais leve, ou está?”  Certamente não Mr Coleman.

    O próximo exercício escolhido pelos dois foi elevação lateral.  Só que Ronnie queria fazer uma série ascendente – 25 reps com 10 kgs, 15 reps com 14 kgs, 10 reps com 18 kgs e oito reps com 22 kgs.  Jay discorda dizendo:  “Isso é coisa de Velho!”

    Coleman, dez anos mais velho que Jayc e com 45 anos hoje, rebate: “Se é coisa de velho, você deveria experimentar.”

    “Faça do seu jeito, Big Ron.” Cutler disse ao parceiro. Me parece um pouco grosseira a forma como Jay se dirige a Coleman. Coleman dava risada e respondia aos comentários de Jay, tentando amenizar o clima. Sou fã dos dois mas fiquei com essa impressão e fiquei meio chateado com isso. Jay faz três séries – uma com 28 kgs e duas com 32 kgs. Ronnie faz apenas duas de suas séries ascendentes.

    O próximo exercício foi escolhido pro Jay. Elevação frontal com barra. Jay pegou uma barra montada de 36 kgs. Ela estava muito torta. Hany Rambod, treinador de Jay pergunta quem havia entortado a barra.

    Jay fuzila, brincando mais uma vez: “Coleman!”  Logo após, faz doze reps.  Antes de Ronnie começar sua série, Jay pergunta:  “Me mostre quem está de volta (às competições )” se referindo ao possivel retorno ( na época ainda havia a chance de Ronnie competir no  Olympia 09 ) de Coleman.

    “Mas eu nunca fui a lugar nenhum. “  Sorri Coleman.

    “Bem, ano passado você me deixou lá ( no palco do Olympia ) sozinho com aqueles caras pequenos e eu perdi!” Cutler reclama.

    As última duas séries do exercício foram com uma barra de 45 kgs. Jay termina a sua série e diz para Ronnie que fez 15 reps. Ronie discorda e diz que só contou 11. Termina brincando que eles deveriam contar as repetições em voz alta.

    Na sequencia, eles fizeram crucifixo invertido. Desta vez, a forma de execução dos dois era diferente. Ronnie prefere trazer os braços mais próximos ao tronco, como podemos perceber em seus últimos DVDs. Jay prefere o modo mais tradicional. Eles ainda fizeram outro exercício para posterior de ombro, desta vez na máquina.

    Erra hora de começar o treino de biceps. Ronnie adora hipo hop e só ouve isso enquanto treina.  Nesta hora, o sistema de som da academia começa a tocar heavy Metal. Jay pergunta a Ronnie:  “Este é o seu tipo preferido de música, não é?” E antes mesmo do Big Ron responder, Jay solta um berro “Coleman adora ouvir esta Merd*#!!”

    Coleman concorda, enquanto vira as costas e vai se sentar um pouco. Nesse momento,  percebia que Coleman  já não estava mais levando as repetidas brincadeiras na esportiva.

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    Mais uma vez, foto tirada da revista. Olha a cara dos dois na hora de medir o braço!

    O próximo exercício era rosca direta com halteres. Os dois fizeram com os dois braços simultaneamente. No vídeo, podemos ver que eles se balançam bastante durante as séries para manter os halteres em movimento. São feitas duas séries com halteres de 18 kgs e uma com halteres de 22 kgs. Não se assustem, não errei na conversão dos pesos, é isso mesmo.

    O próximo exercício foi rosca scott unilateral com halter. Foram três séries também terminando com 22 kgs. O último exercício foi rosca 21. Ronnie disse que adora este exercício pois ele dá um pump incrível no final.

    Entre uma série e outra, Jay pergunta para Coleman; “Ei Ronnie, lembra de quando você disse para eu nascer de novo, para ter  uma genética melhor?”

    Coleman dá uma boa risada e responde: “Sim! Assim você não teria perdido para o cara pequeno (Dexter jackson).  Jay balança a cabeça inconformado dizendo: “Você me abandonou lá com aqueles carinhas pequenos.”

    “Calma lá!” Se exalta Phill Heath. Phill também estava no Olympia e não queria ser considerado parte do time dos  “Carinhas pequenos” ao qual os dois ex-Mr Olympias se referiam.

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    Após Ronnie terminar a última série de rosca 21 e do treino, Jay mais uma vez brinca com Coleman  –  “Essa série aí foi para o Dexter. Não! Foi para o Gunter ( Gunter venceu Ronnie no GNC Pro em 2002). Gunter diz que o Olympia 2002 é dele!”

    Coleman ironiza: “O de 2001 também, não é mesmo?

    Cutler rebate:  “Não O de 2001 é meu!”

    Ronnie termina a discussão. “Está certo. Todos eles são de alguém. Engraçado que estão todos lá na prateleira de casa.” E sorri.

    Ao guardar os pesos, Jay mai suma vez testa a paciencia de Ronnie: “Ronnie, guarde seus pesos.”

    Ronnie brinca: “Vou deixar o Duas vezes Mr Olympia fazer isso para mim.” Tod mundo ri.

    Jay tenta mais uma vez: “eu te venci.”

    Ronnie sorri e diz: “Verdade. Mas eu te venci mais vezes.”

    Pelo video e fotos, ficou claro que Ronnie já não é mais o mesmo. Muito menor e menso denso do que antes. Logo depois do treino, os dois foram medir os braços, a pedido da revista.  Ainda desta vez, Coleman venceu. O braço de Ronnie mediu 57,5 cm enquanto o de Jay 56,5 cm.



    Coleman disse que vem treinando leve apenas duas ou três vezes pro semana. “Não tenho motivo para fazer mais do que isso por enquanto. Enquanto não decido se vou ou não competir, apenas quero me manter em forma. Só para não parecer que eu não treino mais” Completa. Por outro lado, Jay vem treinando intensamente para tentar reconquistar o Olympia em Setembro.

    Não sabemos ao certo ainda se Ronnie voltará a competir. A notícia mais recente no sdá conta que ele volta ao Olympia em 2010. Mas até lá temos muito tempo e nada é certo. Jay sempre disse que queria ter três Olympias. Só tem dois. Caso vença este ano, deve abandonar as competições.

    Por isso, esse foi provavelmente o último grande momento de dois caras que escreveram seus nomes na história e fizeram história nos 9 anos e 15 shows onde competiram um contra o outro.  E dificilmente veremos novamente um treino entre dois atletas que juntos, são donos de dez Olympias.


    Fonte:  Flex Magazine – July 2009

  • Último post antes da cirurgia

    Creio que  a maioria de vocês se surpreeendeu com o título deste post e estão se perguntando oque está havendo. Vamos esclarecer e deixar todos tranquilos.  Nesta Quarta-Feira vou me submeter a uma pequena e simples cirurgia no joelho para reparar um problema no menisco.

    Na última semana andei avisando e contando a algumas pessoas sobre o procedimento. Explicando a clientes sobre a minha ausência. A maioria das pessoas, quando me ouvia dizer “problema no joelho” já logo disparava: “Também, fica erguendo 500 kgs no leg-press” ou então:  “Problema no joelho? Forçou demais na academia , não é?”

    Gostaria de saber porque todos assumem logo de cara que todo problema ortopédico é causado pela academia.  E que quando um cara ( ou menina ) que treinam musculação sériamente têm um problema de saúde ( qualquer que seja), as pessoas sempre assumem que ele foi causado diretamente pelo treino?

    Meu pequeno porblema no joelho foi causado durante uma partida “inocente” de futebol.  Pois é. Se joga futebol e machuca o joelho, tudo bem. So faz musculação e machuca o joelho, é o fim do mundo.  Se o cara bebe demais, toma todas e acaba tendo um problema no fígado, todos se comovem e solidarizam. Se o cara é grande ( mesmo que não use esteróides ) e tem um problema no fígado ( causado por qualquer motivo ) o grande culpado vai ser a musculação e as supostas dorgas que ele use. Engraçado.

    blog treino costas

    Bem, mas no final das contas, vou me submeter à cirurgia, vai ser rápido. A recuperação também é rápida e vou poder voltar aos treinos de pernas em poucoas semanas.  Machuquei o joelho há 15 meses. Neste período pude treinar pernas; com mais cautela, menos carga, mas pude treinar. As vezes tinha crises de dor e ficava uma semana sem trienar. Tudo bem. Mas nos últimos 3 meses só treinei pernas 3 vezes. E todos os treinos foram levísimos. O joelho tem doído frequentemente. Como querio continuar treinando pelo menos nos próximos trinta anos, vou passar pela cirurgia agora. Sempre há um risco, mas hoje a medicina está avançada e o meu cirurgião é ótimo. Sem preocupaçÕes.

    A cirurgia deve ocorrer na Quarta-Feira, dia 8 as 14 horas.  Talvez, esta semana não tenha uma edição do DC por este motivo. MAs mesmo assim vou tentar postar algo. Espero que me desejem boa sorte!!  🙂

    Vou falar um pouco de um treino de costas que fiz esta semana.  Foi um treino simples e básico. Comecei com Remada cavalinho. Adoro este exercício e o coloco como um dos melhores para dorsais. Naquele mesmo dia, me perguntaram porque eu fazia tanto remada cavalinho e quase nunca remada curvada. Eu também gosto da remada curvada, mas sinto mais na cavalinho. Também, fiquei muito sem fazer a remada unilateral com halteres, que tem sido valiosíssima. Potrnato, não dá pra fazer tudo no mesmo treino.

    O segundo exercício foi puxador alto pela frente. Adoro este exercício, pois ele trabalha e foca as fibras mais laterias do dorsal e aumenta muito a largura das costas. Procuro fazer as repetições de costas de maneira bem estrita e perfeita. É preciso ter uma consciencia grande para conseguir contrair perfeitamente os músculos das costas. Não adianta encher a barra de peso e simplesmente tentar levantá-la.

    Em seguida, fomos para a remada unilateral com halteres. Neste dia, treinei com um companheiro e amigo. O Nick. Apesar do nome de paquito, o cara treina bem pesado e não foge da raia. Fizemos tr6es séries pesadas lá. Quando digo pesadas, nõa me refiro ao peso propriamente dito, mas sim à forma de execução. Contrações fortes e seguradas por 2 segundos, repetiçÕes negativas lentas e controladas. Difícil levantar muito peso assim.

    blog dc treino costas terra

    O quarto exercício foi remada aberta no cabo, exercício adorado por Dorian Yates e outro que voltei a fazer poucos meses atrás. Nunca fui muito fã deste exercício, o achava fácil e ineficaz. Mas voltei a fazer e estou sentindo a diferença.

    Fechamos o treino com levantamento terra. Este é outro dos meus preferidos. Existem carros e motos que foram feitos para correr.  Ninguém compra uma motocicleta 900 cilindradas para andar a 80 km/h.  Da mesma maneira, existem exercícios que parecem ter sido criados para que se sempre erga a maior cargha possível. O levantamento terra é um desses.  Foram três séries, terminando com 180kgs. Bem pesado para mim, ainda mais com meu joelho gritando.

    Bem, fico por aqui esta semana. Só queria avisar que criei um aárea de fotos no fórum. Lá podemos postar e comentar fotos dos nossos culturistas preferidos. Já comecei a postar algumas de Kevin levrone. Confiram! Aguardo vocês na semana que vem com mais uma edição do DC!!

  • DC USA TOUR 2008 – Treinando na Gold’s Gym

    DC USA TOUR 2008 – Treinando na Gold’s Gym

    Era apenas nosso terceiro dia nos EUA, três noites praticamente sem dormir. Mas eu estava na Gold’s Venice, ao lado de Silvio Samuel, Charles Glass, Bob Cicherillo, Will Haris e cia.  Como eu poderia não treinar???

    Era dia vez de treinar peitorais e biceps. Se treinar na Metroflex havia sido mágico, pisar e tocar nos pesos da Gold’s foi indescritivel.  À medida que eu ia fazendo minhas séries de aquecimento, passavam pelos meus olhos imagens de vários profissionais treinando aqui, Dennis James, Chris Cormier, Flex Wheeler, Jay Cutler; Eu havia assistido aos seus DVDs centenas de vezes podia me lembrar dos halteres e das máquinas que eles usavam. Eu lembrava de um treino de peito do Chris Cormier, onde ele usava uma máquina muito interessante que era uma mistura de supino com crucifixo. Os braços articulados da máquina se movimentavam para cima, durante o movimento de pressão, e depois eles se movimentavam um ao encontro do outro, como no movimento de crucifixo.

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    Silvio Samuel e Miguel Chain

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    Bob Cicherillo e Miguel Chain

    O que eu faria? Comecei com supino inclinado com halteres. Reservei um dos inúmeros bancos inclinados disponíveis e fui procurar os halteres. Comecei com um par de 70 libras, mais ou menos 31 kgs. Fiz uma boa série de 12 repetições. Os halteres daquela sala da Gold’s são maciços e emborrachados; o chão também é totalmente coberto por um carpete de borracha muito espesso, tão espesso que dá para sentir nossos pés afundando um pouco a cada passo. No final da primeira série, joguei os halteres ao chão Um deles pulou e foi parar  uns dois metros longe.

    Descansei um pouco. A adrenalina corria por minhas veias. Olhava aqueles quadros com fotos dos melhores atletas do mundo. Comecei a próxima série com os mesmos halteres de 70 libras. Desta vez somente dez repetições foram realizadas.

    A última série daquele exercício seria feita com um par de halteres de 80 libras ( 36 kgs aproximadamente). Seria uma série muito dificil devido às circunstâncias. Poscionei o peso sobre minhas coxas e o levantei até a posição inicial.  Meus braços tremiam antes mesmo da série começar.  Comecei a série e percebi que seria dureza. Fiz oito repetições, tentei a nona, mas não consegui. Muito bom.  Desta vez me esforcei para colocar os halteres no chão com mais cuidado.

    Segundo meus planos, o próximo exercício a ser feito seria o supino inclinado com barra. Comecei a procurar pelos bancos de supino com barra. A academia tem grandes salas, unidas por grandes portais, amplos e largos.  Estava na primeira sala, aquela onde todos os equipamentos são vermelhos. Me dirigi à segunda sala, procurei pelos bancos e nada.  Me aprofundei mais pela academia e acabei chegando na terceira sala. Nesta sala, mais da metade da área era ocupada por equipamentos de cardio – esteiras, bicicletas, steps, stairclimbers – eram filas e filas de aparelhos.  O restante da sala era ocupado por halteres, algumas gaiolas e bancos de supino.

    peito gold's gym

    peito gold's gym

    peito gold's gym

    Me dirigi a um dos bancos, coloquei o peso na barra. Total de sessenta quilos. A primeira série foi bem tranquila, 15 repetições fáceis. Na barra havia uma anilha de 45 libras de cada lado. Cada uma das anilhas equivale a 20,4 kgs. Se eu colocasse mais uma daquelas de cada lado, ficaria com mais ou menos 100 kgs na barra. Seria peso demais para mim.  Mas esperem. Eu estava em Venice Beach. Naqueles bancos, Flex Wheeler, Cormier, Lou Ferrigno haviam feito supino. Havia uma certa magia no ar.  Resolvi colocar as anilhas e tentar a série com 100 kgs.

    Nada mal, me surpreendi. Consegui fazer sete repetições. Talvez os espíritos da Gold’s estivessem me ajudando.  Mas era claro que se eu tentasse continuar com aquele peso, a terceira série acabaria sendo muito curta.  Decidi diminuir a carga. Deixei pouco mais de oitenta quilos na barra. Foi o suficiente para que eu quase me matasse para conseguir fazer dez repetições.

    Sempre que assisitia qualquer um dos DVDs da série “The Battle for The Olympia” e via alguém treinando peitorais na Gold’s havia uma máquina em especial que chamava muito minha atenção. A tal máquina era uma mistura de supino com crucifixo. Meio difícil de explicar. Imaginem uma máquina articulada de supino reto normal. Em geral, o braço dessas máquinas permite somente que você o movimente para cima e para baixo. Eles são fixados de uma maneira que, quando o braço está abaixado ( na posição onde o peitoral está alongado) as mãos fiquem longe uma da outra. À medida que vamos empurrando o peso para cima, obrigatoriamente os dois braços vão se aproximando um do outro até que, quando estivermos na posição final do exercício ( peitorais totalmente contraídos) as mãos estão próximas uma da outra.

    Sem problemas em relação a isso. Mas aquela máquina era diferente. Uma diferença básica. Os braços, além de se moverem na vertical ( movimento de subir e descer), também podem se mover na horizontal. Ou seja, a qualquer momento durante a série eu posso juntar ou separar meus braços.

    Sei que vocês devem estar aí coçando a cabeça e tentando imaginar a máquina, por isso vou colocar uma foto que tirei na Koloseum Gym ( Milos Sarcev ) de uma máquina identica.   O grande lance dessa máquina é que eu posso começar a fazer o movimento do supino com os braços em uma posição relativamente aberta e juntar as mãos no final. Se estivesse usando a barra livre, ao chegar na parte de cima do movimento, minhas mãos não poderiam se aproximar uma da outra. Se estivesse usando halteres, o movimento seria um arco, enquento sobe-se o peso, fecha-se os braços, e no final da repetição as mãos estão bem próximas uma da outra. Isso favorece uma contração mais forte na região central do peitoral, na inserção do músculo com o (osso ) esterno.

    koloseum gym

    Essa é a máquina. Foto tirada na Koloseum Gym.

    Mas essa máquina é diferente até nisso. Com ela, também podemos começar o movimento com uma pegada relativamente aberta. A principal característica é que, ao chegar no topo do movimento, é necessário fazer mais força ainda para que as mãos se aproximem uma da outra. Por isso digo que ela é uma mistura de supino com crucifixo – é preciso fazer força para cima, na hora de empurrar o peso ( assim como no supino ), e no final do movimento, é preciso fazer força para trazer uma mão próxima a outra. Fiz três séries com mais ou menos sessenta quilos nesta belezinha.

    O último exercício de peitoral foi o cross-over. Usei uma estação de cross-over que também só havia visto em DVDs de treino. Bem interessante. Fechei o treino de peitoral com três séries de cross-over.

    Mesmo estando esgotado, ainda fui treinar biceps. Já pensava na visita que ia fazer à MaxMuscle logo após o treino. O treino de biceps foi curto. Três séries de rosca alternada e três séries de rosca direta na barra W. Fim de treino. Percebi que Charles Glass e Aiman também havia terminado sua jornada. Fui lá falar com eles.

    Após o treino, enquanto conversava um pouco com Charles Glass e Aiman, Silvio Samuel, Bob Cicherillo, Dave Bourlet ( sócio de Jay Cutler na Max Muscle Venice) e Will Harris se juntaram a nós. Todos já haviam terminado seus treinos. Eu disse que era do Brasil. Eles confessaram não se lembrar de nenhum culturista brasileiro. Charles ficou meio de lado e não falou nada. Bob Cicherillo e Will Harris foram muito simpáticos e perguntaram da viagem, se estava dando tudo certo e tudo mais. Inevitavelmente, a conversa mudou de rumo. Mr Olympia era o assunto. Bob perguntou a Silvio se ele iria ficar entre os cinco primeiros. Silvio, cansado do treino só concordou com a cabeça. Dave, sócio e amigo de Jay disse que ele conseguiria o terceiro título, que estava no melhor de sua forma.  Em mais alguns minutos de conversa, mais algumas fofocas ( bondosas e maldosas) sobre outros competidores acabaram saindo.

    Minutos depois Charles Glass foi treinar outro cliente, Bob Cicherillo e Dave foram almoçar e Will Harris me convidou para ir conversar um pouco fora da academia enquanto ele esperava uma cliente chegar. Claro que sim Will!

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    Assim que chegamos no lado de fora da academia, nos dirigimos até um dos bancos situados no estacionamento, debaixo de uma árvore que nos presenteava com uma generosa sombra.  De cara, perguntei porque Will não estava classificado para o Olympia. Só para refrescar nossa memória, estávamos a menos de uma semana da realização do Olympia naquele dia. E Will Harris havia ficado em quarto lugar ( de forma totalmente injusta) no Europa Super Show, atrás do então desconhecido Fouad Abiad, apenas quatro semanas antes. Caso Will tivesse ficado em terceiro lugar, a frente de Fouad, ele teria uma vaga no Olympia 08. Eu ainda disse a ele que estava chateado com aquilo, pois eu esperava vê-lo no palco do Olympia. Sempre achei o fisico de Will muito bom, não é um top, mas deveria estar todo ano no Olympia.

    Ele me respondeu com um sorriso, dizendo que o maior título que ele podia conquistar é a admiração dos fãs. Ele disse que quando um fã de outro continente como eu, chega para ele e diz aquelas palavras, era como se ele tivesse sido campeão. Ainda, Will disse que sabe que o fato de ele sempre dizer o que pensa a respeito das decisões da IFBB, árbitros e dirigentes o atrapalha muito nos campeonatos. “Tenho certeza que sou marcado e os árbitros não me dão as colocações que mereço por isso.” Reporta o simpático Gigante. Ele disse ainda que eu não poderia deixar Venice sem experimentar as panquecas integrais no FireHouse Cafe.

    VEJA TODOS OS POSTS DO DC USA TOUR 08 – CLIQUE AQUI

  • Primeira edição do novo blog!

    Esta é a primeira ediçao do blog DC depois de muito tempo.  Depois de uma reformulação no visual, o novo site DC volta com tudo e vamos manter o alto padrão de qualidade anterior.

    Voltamos a atualizar o site semanalmente, a Radio DC terá vida nova com entrevistas muito mais frequentes, os artigos continuam com a força de sempre. Agora temos uma área de video, para facilitar a localização.  Outra área com mudanças será o forum, teremos uma seção onde serão postadas centenas de fotos de atletas da atualidade e do passado. Além das perguntas e respostas.

    Faz muito tempo que não posto nada sobre meu treino. Muita gente me pede que volte a postar meus treinos com mais frequencia, como fazia bem no começo, quando o DC era ainda um simples  blog. Vou mesmo fazer. Começaremos por hoje.

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    Esta semana fiz um ótimo treino de peitoral e biceps com um amigo, o Fabião. O Fabião é um exemplo de determinação para todos. Ele chegou na academia alguns meses atrás bem acima do peso. Treinou, aprendeu, se esforçou, comeu direito e perdeu 17 kgs de gordura. Ainda falta um pouco, mas ele tem em mente que a nossa caminhada na  musculação é longa. Não vamos conseguir o físico que desejamos em pouco meses. Esse é um fato que muitos se recusam a enxergar. Querem e exigem resultados imediatos.

    O Fabião tem treinado comigo algumas vezes. Ele definitivamente não tem medo e encara as séries com coragem. Sempre que é preciso fazer mais uma ou duas reps ele faz. Um bom parceiro de treinos não precisa ser gigante. Ele precisa conseguir te ajudar na hora certa e ter motivar na medida exata.

    Nosso treino começou com um breve aquecimento. Tivemos mais uma semana fria em São Carlos, interior de São Paulo. Não sei a temperatura no final da tarde, na hora de nossos treinos, mas pela manhã os termômetros chegaram a marcar 5 graus. Nesse caso, o aquecimento é muito mais importante. Com o frio, o fluxo sanguineo se dirige ao centro do corpo, para os órgãos, para que a temperatura corporal se mantenha inauterada.
    Durante o treino o fluxo sanguineo deve se dirigir para a periferia, para os músculos alvo do treino. Se não estivermos devidamente aquecidos, o sangue não seguirá para os músculos e as chances de lesão se tornam bem maiores.

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    Nos aquecemos na esteira, depois fizemos várias séries de elevação lateral e supino reto com um peso bem leve, só para mandar mais sangue ainda para a região dos ombros e cotovelos e proteger as articulações. Geralmente faço duas séries de elevação lateral, mais duas de supino com pouca carga, 2 kgs para laterais e só  a barra no supino ( 20 kgs). Nesse dia fizemos três séries de cada. Não é tempo perdido, acreditem. Isso pode impedir sérias lesões. E como a carga é pouca, não gastamos tanta energia assim.

    O primeiro exercício foi o supino inclinado com halteres. Começamos com halteres de 26 kgs. Uma série de 17 repetições foi feita sem problemas. A segunda série foi feita com um par de halteres de 34 kgs. Essa já teve um grau de dificuldade moderado. Fiz onze repetições com algum esforço. O Fabião me obrigou  a fazer a décima-segunda. Ele também fez doze. Não deixei barato.
    A terceira série foi a mais pesada. Peguei halteres de 38 kgs. Fiz sete repetições sozinho e o Fabio me ajudou com mais uma. Boa série.

    O próximo exercício, segundo em nossa série, foi o crucifixo inclinado. Geralmente, prefiro fazer exercícios básicos multiarticulares. Deixo os exercícios de isolamento como o crucifixo e cross-over para o final do treino. Quanto maior a sobrecarga exercida no músculo, maior a resposta anabólica. Os exercícios multiarticulares como supino, supino com halteres nos permitem usar muito mais carga. Por isso são mais úteis no início do treino, quando estamos mais descansados e com mais força. Mas desta vez resolvi mudar e fazer o crucifixo logo como segundo exercício.

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    Outra mudança foi a carga no crucifixo. Em geral, prefiro usar menos carga e deixar os braços quase que totalmente estendidos, para gerar um alongamento maior. Desta vez, utilizei mais carga maior e me permitia dobrar um pouco os cotovelos para ajustar o braço de alavanca. Alguns usam tanto peso no crucifixo, e dobram tanto o cotovelo que o movimento acaba se tornando uma espécie de supino com halteres. O objetivo não foi esse.

    Comecei com halteres de 18 kgs, doze repetições na primeira série. Relativamente fácil. Na segunda série, mantive a carga mas só consegui extrair dez repetições em uma série muito dificil. A essa altura o peitoral já estava bem inchado. Peguei o par de 22 kgs e fui para o banco. Me posicionei. Ao erguer os pesos na posição, já percebi que estavam bem pesados. A intenção dessa primeira metade do treino era usar cargas bem pesadas, mas nunca fazer séries com menos de oito repetições. Comecei a série, na terceira já sentia cada fibra do peitoral se alongando e contraindo.  Na sexta, o peso quase não subiu. O Fabião se posicionou atrás e ficou a postos. Consegui, de alguma maneira, fazer mais uma sozinho. Depois ele me ajudou a realizar a oitava repetição.

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    Fabião tentando separar minhas mãos enquanto eu resistia na sétima série de cross-over

    O próximo exercício era o supino vertical articulado. Realizado em uma máquina de supino articulada na qual ficamos na posição sentada. Neste exercício, o último básico do treino, faríamos três séries, duas até a falha de oito a dez repetições; depois, uma terceira série de dez reps completas e mais dez repetições parciais. A cada repetição, segurávamos o peso em cima por dois segundos, antes de voltar à posição inicial. Na posição de contração máxima, contraíamos conscientemente os peitorais, como se estivéssemos fazendo uma pose. A última série foi especialmente dolorosa, pois tivemos que fazer mais dez repetições parciais. Queimava tanto que não dava para perceber o que se passava ao redor.

    Depois de tudo isso, estávamos prontos para o último desafio do treino de peitorais – o Cross-Over – estilo FST-7. Para quem não sabe oque é, procure um artigo a respeito na área de artigos. Basicamente fazemos sete séries de cross-over, com reps entre 12 e 15 e intervalos entre série de 30 – 35 segundos. Como estávamos treinando em dupla, já nos posicionávamos de forma que logo que um acabava a série, o outro já entrava no cross-over e começava a sua série.

    Após a quarta série, o inferno começou. O stress muscular era tanto, o acúmulo de ácido lático era tanto que não conseguiamos  mover os braços enquanto descansávamos. A quinta e a sexta séries foram excruciantes e só conseguimos fazer 10 reps. A sétima foi  a pior, baixamos mais ainda a carga e fizemos 15 reps. Na última repetição, seguramos a contração por cinco segundos enquanto o parceiro tentava fazer força no sentido da contração negativa para separar as mãos.

    Com isso, estimulamos ao máximo nossos peitorais. Era hora de treinar biceps. Eu já estava muito cansado do treino de peitorais. Fiz três  exercícios. Treino rápido e simples.  O primeiro foi rosca direta com barra. Três séries. Depois fiz rosca scott na máquina. Fato raro. Quase nunca sinto uma boa contração quando faço scott. Desta vez, tentei e deu certo. Fechei o treino com rosca martelo.

    Esse foi o treino desta semana. Não tenho treinado muito pernas, mas por um bom ( ou mau ) motivo. Há cerca de um ano, lesionei o menisco do joelho direito jogando ( tentando ) futebol. Por todo esse tempo consegui treinar pernas com certo êxito. Mas venho sentindo muita dor nas últimas semanas e provavelmente vou me submeter a uma cirurgia para correção do problema.

    Espero que tenham gostado do novo site e que continuem nos acompanhando.  Até a próxima!!