DC USA TOUR 2008 – Metroflex Gym – Videos

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DC USA TOUR 2008 – Olympia WEEKEND


A VIAGEM

Todo fã de musculação, e conseqüentemente de culturismo, sabe que os EUA são a casa do esporte nos últimos 50 anos pelo menos. É lá que a história da competição mais tradicional e importante de nosso esporte – o Mr. Olympia – tem sido contada.

A evolução do nosso esporte em todos os aspectos nas últimas décadas ocorreu na América. É nos EUA que o Bodybuilding como esporte e como cultura se desenvolveu. Temos dezenas de campeonatos todos os meses, inúmeras federações – que vão desde as mais influentes do mundo como IFBB e NPC até pequenas, porém importantes federações drug tested – Lá são editadas as maiores publicações como revistas e livros.

Os EUA foram o palco do surgimento e desenvolvimento maciço da indústria da suplementação alimentar ( a partir dos anos 80 ) através de nomes como Bill Philips, Michael Zumpano e Scott Conelly. Nessa época a produção e consumo de suplementos se intensificou. Novas marcas surgiram, pesquisas mais profundas foram realizadas, substancias e seus benefícios à saúde foram descobertos.

Os melhores atletas e academias também estão nos EUA. Lá fica a elite do bodybuilding mundial e qualquer atleta não-americano que almeja sucesso tem que se mudar para lá. Em todos esses anos de Mr. Olympia – 42 para ser exato – só dois homens obtiveram sucesso e fama na IFBB morando fora dos EUA, Dorian Yates e Markus Ruhl.

Tudo fez com que a cultura Bodybuilding se desenvolvesse muito na América do Norte. Praticamente todos os nossos ídolos estão lá, as academias legendárias estão lá. Academias onde físicos espetaculares foram forjados ao longo das décadas; lugares sagrados onde se pode sentir o espírito do esporte incrustado nas paredes a halteres.

Existem lojas imensas de suplementos, uma variedade incrível de produtos e até restaurantes que servem exclusivamente comida para Bodybuilders.

Como amante do Bodybuilding, sempre tive o sonho de conhecer os EUA, as academias legendárias onde a história do esporte era escrita a cada dia, conhecer pessoalmente os atletas e lugares que só conhecia através de revistas e vídeos.

Tenho pilhas e pilhas de revistas americanas, dezenas de livros, milhares de fotos salvas no meu PC. Sou um fã incondicional e sempre sonhava em treinar na Gold´s Gym de Venice beach, na Metroflex Gym em Arlington; tomar um café da manhã no FireHouse Café e muitas outras coisas.

Após tantos escrevendo para revistas importantes no Brasil e para o meu próprio site, tive a oportunidade de conhecer muita gente e fazer muitos amigos Brasil afora que compartilhavam o mesmo sentimento sobre o bodybuilding. Em conversas com fãs por e-mail, ou pessoalmente nos diversos eventos dos quais presencio, percebi que esse não era um sonho exclusivamente meu. Todo aquele que treina seriamente e gosta de bodybuilding tem essa vontade de conhecer como são realmente as coisas nos EUA. Como são as academias, como são as lojas de suplementos, como são os atletas pessoalmente e como vive a comunidade bodybuilder e principalmente – como seria presenciar o Olympia Weekend.

A partir daí surgia o projeto do DC USA TOUR 08. Uma realização única no Brasil, que foi viabilizada pela Probiótica. A Probiótica é a empresa que mais investe na área cultural da musculação no Brasil. Vou explicar melhor; A Probiótica é a empresa que mais investe em revistas, apóia publicação de livros, patrocina campeonatos e atletas, promove eventos com seminários gratuitos em todo o Brasil e muito mais.

O que vocês verão a seguir é um retrato das academias legendárias, lugares praticamente exclusivos para bodybuilders como lojas e restaurantes e finalmente o Olympia Weekend 08 e todos os eventos envolvidos. Passamos por três estados, sete cidades e muitas aventuras. Espero que gostem!


Capitulo 1 – A Quente Arlington – TX

 

Tudo pronto! Eu tinha o projeto, o roteiro, o visto, as passagens. É hora de embarcar! Malas prontas. Nossa equipe consistia em duas pessoas – eu e a minha namorada Carolina. A primeira missão consistia em chegar ao Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Para isso contamos com uma ajuda extra – Meus pais nos deram uma pequena carona de São Carlos – SP até Guarulhos. Para aqueles que não são familiarizados com as distancias foram 240 km de um lugar ao outro.

Nosso vôo partiria à Meia Noite do dia 15 de Setembro. Para uma tranqüilidade e paz de espírito maior, chegamos ao aeroporto mais ou menos as 21 hrs. Nesse momento a ansiedade já era bem grande e não via a hora embarcar. Poucas horas me separavam do meu sonho.

Já dentro do avião, mais relaxado, morrendo de sono, pensava e imaginava como seria nosso primeiro nos EUA. O primeiro destino seria Arlington, no Texas.

Chegamos ao Texas pela manhã. Foram onze horas de vôo na classe econômica (bem apertado), mais duas horas e meia para sair do avião, pegar as malas nas esteiras e passar pela imigração no aeroporto. Depois de tudo isso estávamos liberados e felizes! Podíamos ficar em pé, esticar o corpo cansado e respirar ar puro.

Estávamos no Aeroporto Dallas / Fort Worth. Arlington ficava há algumas milhas de distância. Sem esperar muito, nos dirigimos até a locadora de carros e pegamos nosso veiculo. Em pouco tempo estaríamos em Arlington. A primeira coisa que fizemos foi procurar comida. Estávamos famintos. Paramos em um Shopping para comprar suprimentos e comida e seguimos em frente. Encontramos nosso hotel, deixamos as malas e já saímos!

O tempo era curto em Arlington, só tínhamos dois dias para conhecer e treinar na academia mais hardcore do mundo – A Metroflex Gym.

 

Metroflex Gym – A Academia mais Hardcore do Mundo

 

A Metroflex Gym se tornou famosa no inicio do século graças à Ronnie Coleman. Ronnie é considerado o maior culturista de todos os tempos e o cara que treina mais pesado também. Em 1997, Dorian venceu seu último Olympia. Pouco tempo depois, ele declarou que não voltaria a disputar o titulo em 1998. Isso deixou as portas abertas para grandes nomes que perseguiam o “Sandow” há anos – Kevin Levrone, Paul Dillet, Nasser – mas principalmente para o príncipe Flex Wheeler. Flex era o favorito disparado ao titulo. Finalmente ele alcançaria o que o seu potencial fantástico podia proporcionar – o titulo máximo no culturismo , o Mr. Olympia.

Para todos, só um desastre ou um fato inacreditável ( como o surgimento de um ET ) poderia tirar o Sandow das mãos de Flex em 98. Pois é, o Extra Terrestre apareceu mesmo. Seu nome era Ronnie Coleman. Em uma apresentação sem precedentes, Ronnie chegou ao palco com um físico impecável e conseguiu o impossível – superar Flex Wheeler. Ronnie era o mais novo Mr. Olympia.

Nos próximos meses, todos queriam saber quem era esse cara, onde ele vivia, onde treinava? As respostas a essas perguntas foram aparecendo pouco a pouco. Em 2000, já com alguns títulos na bagagem e firmado como superstar, Ronnie lança seu vídeo “The Unbelievable”, onde ele mostra com mais clareza suas origens, seu local de treino. Nesse vídeo podíamos testemunhar sessões de treinamento brutais em uma academia com um aspecto diferente do que estávamos acostumados a ver. O cenário mostrava halteres imensos, maquinas feitas sob medida, música em um volume ensurdecedor e muita teia de aranha e poeira. Esse ambiente hardcore, que simboliza o espírito de treino de quase todo bodybuilder fez uma legião de fãs. Todos queriam saber mais da Metroflex e queriam saber como seria treinar em um lugar desses. Durante anos este filme serviu de combustível para treinos intensos de pessoas de todo o mundo. Difícil encontrar alguém que treine sério e não conheça Ronnie ou a Metroflex Gym devido a esse vídeo. Eu também, vi esse filme centenas de vezes. Estudava, analisava cada centímetro da academia, cada detalhe. E imaginava se um dia poderia pisar naquele chão, usar aqueles halteres.

O lugar é uma academia situada na área industrial de Arlington. O prédio fica situado em uma viela perpendicular à Cooper Street, uma das principais vias da região. Na vizinhança temos oficinas mecânicas, principalmente de caminhões e maquinas pesadas, cemitérios de carros, caminhões e outras maquinas pesadas, depósitos de ferragens parecidos com desmanches de enormes maquinas industriais e revendas de automóveis. A academia tem como vizinho, uma oficina mecânica. Ao chegar à pequena ruazinha de acesso à academia, já podíamos ouvir a musica alta saindo do prédio. Chegamos lá pouco depois do almoço, o calor era grande – provavelmente entre 35 e 40 graus.

Parei o carro bem em frente à academia, podia ouvir claramente a musica que vinha de dentro do prédio. Era a trilha sonora de Rocky. Desci do carro, olhei para a fachada da academia. Lá pude ler “Metroflex Gym” , “House of Mr. Olympia”. Esperei alguns segundos até que a tremedeira das pernas passasse. Mais alguns segundos para me certificar realmente se estava no lugar certo, se não era sonho ou delírio. Não era. Eu estava lá mesmo!

 

Encontrando Brian Dobson – O Criador

 

Entrei pela famosa portinha de vidro que dá acesso ao “escritório” da academia. Na mesa da recepção estava ninguém menos que o dono da academia – Brian Dobson. “Ei Brian, sou um fã de sua academia. Vim do Brasil só para poder treinar aqui uns dias.” Brian sorriu e me estendeu a mão com uma alegria imensa. “Então seja bem vindo!” respondeu prontamente. A partir daí começamos a conversar, ele me falou sobre a academia, sobre ele, sobre Ronnie. Me perguntou do Brasil, como era a musculação por aqui.

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Brian Dobson é o dono da Metroflex Gym há muitos, muitos anos. Foi ele quem descobriu Coleman. Ele quem visualizou o potencial incomparável do ex-policial. Ao longo dos anos, Brian foi treinando e moldando o físico de Ronnie, rumo ao profissionalismo e ao topo do mundo. Dobson está no ramo há mais de 30 anos, treinando, competindo e organizando campeonatos de Bodybuilding, Powerlifting e Strongman. Para muitos, o fato de uma academia tão pequena, escondida nos arredores de uma cidade mediana no estado do Texas produzir tantos campeões em diferentes modalidades permanece um mistério. Como Brian conseguiu isso? O que tem de tão especial naquela academia?

Ele define a Metroflex como um local de formação de campeões e não uma academia comum de fitness. Treinar duro é regra por lá. E se você estiver a fim apenas de passar o tempo, ou de conversar, seu lugar certamente não é a Metroflex. Somente treinos hardcore são permitidos. Essa é a filosofia da academia – “Go hard or Go Home” se encaixa perfeitamente.

Sabemos que só é possível ultrapassar todos os limites do corpo em relação aos objetivos do bodybuilding treinando intensamente e insanamente toda vez que vai á academia. Não são permitidos dias leves. Perder um treino? Nem pensar.

O próprio rei da intensidade e regularidade, Dorian Yates, relata o motivo de seu sucesso – regularidade e intensidade, todo santo dia. Ele disse que às vezes Shawn Ray ou Flex Wheeler podiam querer descansar uma semana após o Olympia; ou que em determinado dia eles poderiam escolher passear no parque e não treinar. Pular uma ou duas refeições.

Dorian dizia que ele nunca perdia uma refeição, nem um treino. Tudo era levado ao máximo sempre. Yates, ainda, diz que é fácil ter consistência por algumas semanas. Mas o que vai te trazer o melhor físico possível é ter consistência por anos.

É nesse contexto que a Metroflex se transforma no maior celeiro de campeões da América. Lá, treinar intensamente é estimulado ao extremo. Brian tenta fazer com que tudo seja voltado para que se crie um ambiente favorável a isso. A música alta, o dia inteiro, as centenas de fotos coladas em todas as paredes (inclusive nos banheiros), a quantidade incalculável de peso – anilhas, halteres. A atitude das pessoas que treinam lá é essa. Treinar sempre no limite.

Já se passaram quase 90 minutos e ainda estava conversando com Brian Dobson no balcão da recepção. Ele falou muito sobre sua segunda paixão – caçar. Mostrou fotos e troféus de caça. Outro assunto interessante foi Miguel de Oliveira. Ele me mostrou uma foto do brasileiro colada na parede da recepção. Brian me disse que Miguel costumava treinar lá de vez em quando. Certa vez, decidiram treinar pernas juntos. “I kicked his ass that day!” Disse Brian com um sorriso estampado no rosto. Ele disse que deu pau em muito atleta profissional nos treinos.

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A essa altura o papo já estava se aprofundando sobre bodybuilding profissional. Branch havia saído minutos antes de nós chegarmos. Perguntei sobre Coleman. O rosto de Brian mudou de feição. Comentei com ele que Ronnie havia feito uma visita ao Brasil meses antes. Ele disse que Ronnie e suas atitudes não estavam sendo muito bem vistos pelos fãs americanos. Ele confessou que passou um tempo chateado com Ronnie.

Depois que ele perdeu (o Olympia 2006) para o Jay, ele foi até um programa de rádio e disse que não admitia perder para um “garoto Branco”. Esse episódio realmente foi polêmico na ocasião. Lembro que as criticas sobre Coleman foram pesadas e até insinuações de racismo foram feitas. Segundo Dobson, essa declaração ofendeu muita gente, inclusive a ele. “Ele ofendeu os brancos quando disse aquilo. Ofendeu a mim também; sou um ‘garoto branco’ e sempre o ajudei muito. Não foi justo o que ele disse.” Desabafou o dono da Metroflex.

Mas todo mundo comete seus erros, nem sempre perder é fácil. Segundo Brian, todo mundo faz besteira pelo menos uma vez na vida. “Ele se arrependeu e eu o perdoei.”

É claro que não fiquei me aprofundando muito e cutucando Brian, esses são problemas pessoais dele e ele contou somente o que achava ser cabível. Mas ao longo de nossa comprida conversa, pude perceber uma certa magoa dele em relação ao Ronnie. Ele até disse que Ronnie não deveria ter vencido em 2005. É difícil e complicado saber realmente o que houve entre eles. Mas quando perguntei ao Ronnie (em sua passagem pelo Brasil em Maio 08) como iam os treinos na Metroflex, ele respondeu só que treinava em sua academia particular em casa agora, nada mais. Seu mais recente DVD “Invincible” de 2007 teve todos os treinos filmados em sua casa.

O clima estava ficando meio pesado; Então rapidamente mudei o rumo do assunto. Vamos falar de treino! Eu disse ao Brian que a Metroflex (por intermédio de Ronie e seus vídeos) trouxe alguns exercícios esquecidos de volta à vida, como o avanço andando (walking Lunges) e a remada cavalinho (T-Bar Row). Novamente, o rosto de Brian se iluminou e um enorme sorriso se abriu. Nesse momento pude perceber o amor e o entusiasmo desse homem pelo esporte.

Ele me explicou que muitos acham que ele inventou o avanço andando. Isso não é verdade. A história por trás do avanço é a seguinte. Brian sempre adorou caçar. Ele viaja a várias partes do país para caçar. Já veio caçar na Argentina até. Anos atrás (muitos anos mesmo) eles iam caçar ursos nas montanhas geladas. Isso exigia fazer longas caminhadas em terrenos acidentados e altamente íngremes. Para chegar ao topo das montanhas, eram necessários passos largos e altos, para vencer o terreno inclinado demais. Um dia, na academia, ele se lembrou desse exercício e achou que poderia se beneficiar dele em suas caçadas. Eles tinham um espaço de 60 metros bem em frente à academia, onde poderiam realizar o exercício sem perigo de serem atropelados. O pessoal da academia o viu fazendo, começou a realizar o exercício e sentiu melhorias na região posterior das coxas. A partir daí todos os competidores e não competidores da Metroflex começaram a fazer o infame exercício.

Perguntei se foi esse exercício que havia dado aquela qualidade muscular, estriações e separação entre glúteos e flexores de joelhos em Ronnie. Brian disse que Ronnie sempre teve aquela qualidade muscular, mas tinha vergonha de mostrar. Sempre que Brian o aconselhava a puxar a sunga e mostrar os glúteos, suas estriações e separação extrema com os flexores, Ronnie dizia: “Eu não vou mostrar minha bunda para o publico!” Quando Ronnie resolveu ouví-lo, história foi feita.

Ainda sobre o avanço, perguntei quem era o mais impressionante naquele exercício. Dobson disse que Branch sempre usava uma boa carga e realizava uma boa execução. Coleman usava costumeiramente oitenta e poucos kgs andando 50 metros e voltando, totalizando 100 metros. Às vezes, em situações extraordinárias, Ronnie se supera. Nas filmagens de seus vídeos ele sempre usava carga maior do que de costume por exemplo. “Certa vez eu consegui fazer os 100 metros com 160 kgs nas costas. Claro que a execução não foi perfeita, mas consegui fazer.” Se gabava. Ronnie ficou sabendo e também fez com os mesmos 160 kgs.

Ao falar sobre a remada cavalinho, inevitavelmente o assunto Ronnie Coleman voltou à tona. Brian garante que este exercício é responsável por construir os melhores dorsais da América. Mas Brian disse que foi nesse exercício que Ronnie supostamente rompeu seu grande dorsal. Existem controvérsias sobre o estado de aparente atrofia do dorsal e tríceps direitos. Alguns dizem ser um pinçamento de nervos, mas Brian é incisivo afirmando que o dorsal foi rompido durante uma série pesada de remada cavalinho.

Brian disse que ele mesmo já rompeu seu dorsal durante uma série de barra fixa com peso pendurado na cintura. Interessado, descobri que músculos rompidos não são tão raros na Metroflex. Brian me contou alguns casos. Muitas vezes, uma lesão é o preço que se paga por tentar chegar (e na maioria das vezes ultrapassar) os limites do corpo.

A conversa foi se desenrolando, mas Brian precisava ir embora. Foram três horas de papo. Falamos de Culturismo, de comida, caça, sobre o Brasil, sobre o Texas e mais algumas coisas. Agradeci Brian pela imensa atenção. Ele, muito religioso, disse que foi um prazer e que se sente abençoado por Deus quando alguém de tão longe vem o visitar e conversar com ele. Brian é uma pessoa muito gentil, fez questão de dar a maior atenção possível. No outro dia, ele iria viajar e caçar, mas deixou Chris, seu braço direito à nossa disposição. Disse a ele que iria treinar lá por dois dias e perguntei o preço. Ele disse que a minha presença, representando o bodybuilding brasileiro, era uma honra e fez questão de não cobrar absolutamente nada.

 

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