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  • Dennis James vence o Tampa Pro Show 09

    Dennis James vence o Tampa Pro Show 09

    O atleta integrante da Equipe Probiótica se firma como favorito ao Top 6 no Olympia

    Mais um show IFBB Pro  foi realizado nesta semana. O já tradicional Tampa Pro Show trouxe nada mais nada menos do que trinta atletas .  Tivemos nomes já consagrados como Dennis Jame e Johnnie Jackson competindo junto com atletas que tentam se firmar nos rankings da IFBB como FouadAbiad, Ben White, FRank McGrath, Tarek Elsetouhi, Leo Ingran e Joel Stubbs.  Também tivemos novatos fazendo sua estréia entre os profissionais como o Freak canadense Ben Pakulski ( de quem eu já falo há anos ) e Grigori Atoyan.

    Com tantos competidores, fica fácil se perder. Os árbitros tiveram um trabalho árduo na noite deste Sábado. O show garantia três vagas ao Olympia, portanto os atletas fariam o que fosse preciso para ir bem. Muitos estiveream na melhor forma da carreira ou bem próximos disso, Dennis James, Ben Pakulski e Ben White são prova disso.

    Favoritos do público como FRank McGrath e Joel Stubbs não foram bem. McGrath estava fora de forma, com muita água sob a pele e o triceps direito rompido.Certamente não é o mesmo cara dos famosos filmes e fotos em Branco e preto. Stubbs, o piloto de Boeing das Bahamas,  apresentava seu costumerio volume muscular na parte superior do tronco. Suas pernas, com muito pouco volume para suportar seu tronco, o deixam em desvatagem.

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    Frank McGrathe seu triceps direito rompido. Ben Pakulski e suas pernas monstruosas.

    Em Quinto lugar tivemos um surpreendente Ben White. Ben, que se auto-intitula ” O Maior de Todos” , vinha conseguindo lugares decepcionantes nos últimos anos. Desta vez parece que ele acertou e conseguiu uma boa colocação. Muito seco, bela proporção e simetria. Seus quadricpes apresentavam estriações. Ainda acho que el tem a estrutra óssea dos ombros muito estreita e isso sempre irá o atrapalhar quando competir com caras maiores como Denis James, Ben Pakulski, Wolf etc.

    Na quarta colocação tivemos Bill Wilmore. Em seus quatro anos de carreira Profissional Bill já foi duas vezes ao Olympia (2006 e 2007) e perdeu a vaga por muito pouco neste final de semana. Seu físico está poderoso este ano, suas costas melhoraram e estão mais densas e com, uma separação muscular maior. Estava bem seco ( sem água sob a pele) pela frente. Mas sua parte posterior, especialmente glútoes e femorais devem melhorar caso ele pense em voltar a pisar no palco do Olympia.

    O Canadá enviou vários representantes para o Tampa Pro Show – Fouad ABiad, FRank McGrath e Ben Pakulski. Pakuslki, que conseguiu seu pro Card em 2008 no North Americans ( Versão Norte-Americana, similar ao nosso Sul-Americano IFBB ).  Já falo de Ben Pakulski desde 2007. O cara tem pernas gigantescas, quadriceps estriados, femorais com muita separação muscular, panturrilhas comparáveis às de Fankhouser. Ben chegou à Tampa como azarão, mas veio muito bem. Super seco, com muita definição pela frente. Suas pernas, eram as melhores do show ( e podem, brigar como as melhores do ano junto com Kai Greene e Branch). Não importa de onde olhassemos, por trás, de lado, pela frente, suas pernas têm um aspecto completo. Seu tronco é muito bom pela frente, com uma most muscular poderosa, mas suas costas ainda têm um longo caminho a percorrer e devem causar problemas a ele no Olympia. Mais um novo pro que vai dar trabalho nos próximos anos e se clasifica para o OLympia logo no seu primeiro show.

    Na segunda posição mais um canadense. Na verdade, libanês naturalizado canadense Fouad Abiad. Fouad melhoru seus braços e ombros. Sesu ombros estão parecendo bolas de basquete. Suas pernas apresentam boa separtação muscular em poses de lado e de costas. Ele estava muito bem , mas isso não foi o bastante para superar um Dennis James em ótima condição.

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    Fouad Abiad ficou em segundo.   Dennis James foi o grande vencedor.

    Dennis James foi grande vencedor da noite. Foi sua segunda vitória como profissional. Esse resultado dá força a James no Olympia. Ele já disse que pretende vencer novamente na semana que vem, no Europa SUper SHow. Este ano Dennis James é patrocinado pela Probiótica e tem sido treinado por George Farah.  James é um dos atletas que mais me impressionou quando vi pessoalmente. Ele é muito grande. Ombros e braços muito grandes.

    Dennis James era o atleta com maior volume muscuar da noite em Tampa. Ele não estava super seco, mas sua condição estava consideravelmente boa e o conjunto volume, proporção e condicionamento formaram o pacote vencedor.

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    Dennis James e Miguel Chain no Olympia 2008.

    James já havia ficado em segundo lugar no NY Pro, em Maio, perdendo apenas para o incrível Evan Centopani. Se James trouxer este volume no Olympia, e chegar super seco ( acredito que ele conseguirá, pois George Farah tem tido resultados ótimos com seus atletas) ele poderá brigar até pelo TOP 6.

    Em seu blog, na revista Flex, Denis fez uma postagem ainda na madrugada de Sábado:

    Finalmente!

    Eu gostaria de aproveitar para agradecer todos que estiveram comigo e acreditaram em mim. Minha esposa Rattikan e minha filha Anna Victoria que ficaram em casa esperando eu ligar para dizer como as coisas tinham ido.

    Para todos da Weider que sempre acreditaram e torceram por mim nestes últimos dez anos.

    Também gostaria de agradecer meu novo patrocinador a Probiótica pelo seu suporte e ótimos produtos, Pro Tan pro me dar aquela apar6encia no palco com seus novos produtos…

    …A ficha ainda não caiu, se passaram apenas algumas horas do show e eu estou aqui sentado no quarto do hotel. São 2:45 da manhã e como eu prometi que ia manter os leitores informados sobre o que está acontecendo e quais serão os próximos passos, aqui estou…

    Denis james ainda diz que vai sim disputar o Europa Super Show em Dallas na próxima semana no seu blog. Você pode ler os posts completos e ver as fotos do blog de Denis James na Flex  clicando aqui.


    O Olympia deste ano será o maior de todos os tempos. Temos de cara seis favoritos ao título – Jay Cutler, Dexter Jackson, Dennis Wolf, Kai Greene, Phill Heath e Victor Martinez. Fora eles, ainda temos Dennis James, Silvio Samuel, Evan Centopani, Melvin Anthony,  Branch Warren, Toney Freeman e Markus Ruhll.  Imagina!!!

    202 and Under – Dave Henry reina absoluto!

    Dave Henry chegou e mostrou que será muito dificil tirar o título do Olympia 202 dele este ano. Ele veio com montanhas de músculos e nos deu a impressão de pesar mais de 100 kgs ( e não os 91kgs reais). Em segundo lugar veioi a surpresa John Hodgson e em terceiro.

    No bodybuilding feminino Bety Pariso, de 53 anos foi a vencedora deixando Gale Frankie em segundo e Tina Chandler em terceiro.
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    Resultados Finais:

    1- Dennis James

    2 – Fouad Abiad

    3- Ben Pakulski

    4 – Bill Wilmore

    5 – Ben White

    6 – Tarek El Setouhi

    7 – Leo Ingram

    8 – Johnnie Jackson

    9 – Frank McGrath

    10 – Marcus Haley

    11- Craig Richardson

    12 – Joel Stbbus

  • Jacksonville Pro 202 – Resultados

    Há alguns anos Dexter Jackson  vem promovendo um show de bodybuilding em sua cidade – Jacksonville. Ele dá a oportunidade aos novatos da região competirem. É o Dexter Jackson Classic.  Este ano a coisa foi mais longe o atual Mr Olympia adicionou um show de bodybuilding profissional aos eventos.

    Nasceu então o Jacksonville Pro 202, onde apenas atletas da classe 202 ( até 91kgs) podem participar. Como quase todas as estrelas da categoria já estão com sua vaga garantida ( à excessão de James Flex Lewis ), o show foi recheado de estréias e de atletas de menor expressão.

    Não pensem que a lineup foi ruim, pelo contrário, tivemos estréias de peso, com nomes consagrados há anos nos rankings amadores como Stan McQuay e Peter Putnan. Também tivemos Charles Dixon, o jovemem ascenssão Daryl Gee e Steve Namat.

    Um dos favoritos era Peter Putnan, que recebe grande publicidade de revistas nos EUA. Outro era Stan McQuay, atleta/modelo que sempre teve um ótimo físico, mas nunca pensava em competir entre os profissionais pois sua estrutura e volume muscular não permitiriam.Chega à cena a classe 202 e estes atletas, outrora desacreditados, têm a chance de competir entre os profissionais e mostrar seus excelentes físicos.

    Putnan não correspondeu, chegou liso e acabou ficando em sexto lugar. O recém promovido ( pegou o pro Card uma semana antes ) a profissional Daryl Gee superou dois fortes candidatos Charlso Dixon e Tricky Jackson. Stan McQuay foi o vencedor e mostrou um físico proporcional e com belas linhas. Veremos como ele se comportará frente a adversários com maior volume e densidade muscular como Eduardo Correa, Kevin English e Dave Henry.
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    San McQuay e Daryl Gee

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    Chales Dixon e Peter Putnam

    Resultados Finais:

    1. Stan McQuay
    2. Daryl Gee
    3. Tricky Jackson
    4. Charles Dixon
    5. Steve Namat
    6. Peter Putnam

  • NPC USA 09 – Três novos IFBB Pros

    No final de Julho foi realizado em Las Vegas o campeonato NPC USA. ESte é um show que distribui 3 pro cards para os homens. Até ano passado este show só dava dois Pro Cards. Hoje, os três primeiros colocados na disputa Overall se tornam profissionais.

    Neste show tivemos a confirmação do que muita gente já esperava mas também tivemos algumas surpresas. Resultados controversos, óbvio que sim.

    Mark Alvisi, favorito ao título consolidou as expectativas e levou o Overall. Grigori Atoyan venceu a categria super pesada ( depois de ficar em segundo por cinco anos ), ficou em segundo na Overall e recebeu também seu pro card. O terceiro Pro card, bem vou voltar um pouco no tempo para explicar a importancia deste terceiro pro card.

    A categoria meio-pesada tinha como favorito disparado Branden Ray. Branden sai em revistas e sites com frequencia e sua carreira como Profissional deve ser promissora. Mas algo inesperado estragou a festa de Branden. Um cara chamado Tamer el Guindy. O Tamer havia ficado em quarto ano passado. As revistas diziam que ele não tinha chances contra Ray e que ano que vem ele venceria sua classe, pois com Branden Ray se tornando profissional, ele não teria adversários.

    Bem, Tamer, que é brasileiro, nascido no interior de São Paulo, e naturalizado americano, chegou muito bem e venceu facilmente a classe Meio-pesada, desbancando o favorito Branden Ray.

    Tamer foi disputar o overall contra Mark ALvisi, Grigori Atoyan e Daril Gee. Alvisi e Atoyan levaram seus pro cards. Tamer ou Gee levariam um. Para nossa alegria, Tamer, o Brasileiro, poderia ter ficado até em segundo, pois estava muito bem. Mas os juízes o deixaram em quarto, sem o Pro Card, que ficou com Daril Gee.

    Por sinal, esse Daril Gee fez em um mês o que muitos não farão em uma vida. Ele foi desacreditado ao Los Angeles Classic, um campeonato amador ( mas com muito prestígio ). Acabou levando o Overall. Uma semana depois foi para o NPC USA, venceu sua classe e conquistou um inesperado Pro Card. Na semana consecutiva, já resolveu fazer sua estréia entre os profissionais disputando Dexter Jackson 202. Ficou em segundo desbancando nomes fortes na categoria como Tricky Jackson, Peter Putnan e Charles Dixon. Com isso, ele conquistoy uma vaga no Olympia 202. Impressionante.

    Mas esses fatos todos me forçam a pensar e a especular como seria se o Brasileiro naturalizado americano Tamer El Guindy ( que realmente estava melhor que Gee ) tivesse conquistado seu pro card e disputado o DJ 202. Teríamos não um, mas dois brasileiros juntos, no mesmo palco, disputando o Olympia 202. Seria incrível, mas não foi desta vez.

    Tamer já disse que vai competir no Nationals em Novembro. O Nationals é o outro show que distribui Pro Cards. Mas este dá um Pro card para o vencedor de cada categoria. Portanto, se o tamer vencer sua categria, ele se torna Pro. Mas teremos o problema que será Branden Ray. Branden disse que errou na sua cor, veio escuro demais e por isso parecia off. Tamer e Ray travarão um abela batalha em Novembro. Mas desta creio que será mais difícil para Tamer. Mas se ele fez uma vez, pode fazer duas.

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    Mark Alvisi e Grigori Atoyan

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    Daril Gee e Tamer El Guindy

    Resultados Finais das principais categorias:

    Meio-Média
    1. Daryl Gee
    2. Neko Roberson
    3. Shavis Higa
    4. Malachi Walker
    5. Alaxander Dunn

    Meio-Pesada
    1. Tamer El-Guindy
    2. Branden Ray
    3. Matthew Lowden
    4. Shaun Crump
    5. Peter Ciccone

    Pesada
    1. Mark Alvisi
    2. Lee Banks
    3. Fred Smalls
    4. Vladimir Sizov
    5. Zinjun Croon

    Super-Pesada
    1. Grigori Atoyan
    2. Keith Williams
    3. Robert Burneika
    4. Chad LaCount
    5. Jason Huh

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  • Nova Batalha entre Ronnie e Jay

    Logo após Dorian Yates anunciar sua aposentadoria, ninguém poderia imaginar que Ronnie Coleman assumiria seu reinado e comandasse o Bodybuilding de forma tão dominante e marcante.  Coleman levou oito títulos Mr Olympia para casa e se consagrou como talvez o maior nome no esporte em todos os tempos.
    Era inconcebível para qualquer um de nós que Ronnie pudesse ser vencido no palco. Como os dois Olympia anteriores, Haney e Yates, ele se aposentaria e deixaria a coroa a espera donovo dono. Ninguém acreditava que qualquer ser humano vivo pudesse vencer Ronnie e lhe tirar das mãos o Sandow. Ninguém exceto Jay Cutler.
    Cutler vinha se confrontando com Ronnie ( e sempre perdendo ) desde 2001. Algumas vezes ele fora esmagado por Ronnie, outras, ele chegara bem perto da vitória. Ele sempre acreditou que seu dia chegaria. E com dez a menos de idade do que Coleman, para ele era uma questão de tempo que isso acontecesse.
    Em 2006 finalmente o reinado de Coleman foi interrompido. Jay vencia o Mr Olympia sob o olhar atônito de todo o Orleans Arena.  Ronnie ainda voltou em 2007 mas suas lesões acabaram levando-o ao quarto lugar. A platéia o aplaudiu de pé, em uma manifestação de respeito e admiração emocionantes. Depois disso, Ronnie deixou as competições. Nunca iríamos presenciar um embate entre Ronnie e Jay.

    Felizmente a revista Flex promoveu um encontro entre os dois. Um treino em Las Vegas foi marcado. A dupla novamente iria se encontrar e se confrontar. Vou lhes passar a minha visão do treino, tudo o que pude ver no vídeo e nas páginas da revista.

    O vídeo:

    O video é embeded direto do site da Flex. Eles usam um player não muito bom para embed. Para rodar o video, aperte o botão PLAY No canto direito.

    O Encontro-

    O treino aconteceu no dia 28 de Fevereiro de 2009, a hora marcada – Meio-Dia.  Coleman se atrasou um pouco. O treino ocorreu na Gold’s Gym Sahara, uma das três Gold’s em Las Vegas. Conicidentemente, foi a única das três na qual eu treinei enquanto estive por lá. Na platéia, assistindo ao treino, estavam ainda Phill Heath e Rany Rambod.

    O video me entristeceu um pouco. Pude ver um Ronnie Coleman não tão grande quanto antes, visivelmente inquieto e incomodado com a situação. Jay, por sua vez, está maior do que nunca, e fala com Ronnie em um tom meio grosseiro, arrogante.  Depois, pude ler o texto publicado nas páginas da Flex e entender melhor a situação. Saberemos mais sobre isso abaixo.

    O treino começa com uma hora de atraso. Após uma pequena conversa, decidem fazer desenvolvimento pela frente sentado. Jay quase nunca faz este exercício, preferindo  a versão em pé.  Eles usam um banco Icarian, onde podem guardar e pegar a barra pela frente.  Mais uma coincidência, quando estive nesta academia, treinei ombros e usei este mesmo banco para fazer desenvolvimento. O peso que usei? Bem, digamos que fui um “pouco” menos que eles. Jay diz que não conseguiria pegar a barra por trás do pescoço. Coleman concorda dizendo que nem tentaria fazer isso atualmente.

    A segunda série foi feita com mais ou menos 80 kgs na barra. Coleman solta os primeiros gritos :  “Yup, Yup. Light Weight!”

    Agora, a primeira série com peso para valer – 100 kgs. Jay faz 14 repetições. No final ele diz: “Esse foi para você Coleman!”

    “Thank you! “ Responde brevemente o Oito Vezes Mr Olympia. Antes de pegar a barra e completar dez reps com o mesmo peso, porém com uma velocidade mais rápida.

    Agora, temos 120 kgs na barra.

    “Light Weight!” Preciso falar quem foi o autor desta frase?

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    Como não achei nenhuma foto na internet, peguei a revista e tirei fotos dela. Por isso a qualidade está ruim.

    Jay se prepara, faz 11 reps. Ele diz que tem feito os movimentos com mais cautela e exatidão nos últimos meses. Não quer arriscar uma lesão a esta altura da carreira. Ronnie se senta no banco. Jay e Phill Heath o ajudam a levantar a barra e posicionar para a primeira repetição. Coleman consegue nove reps.

    Cutler olha para o lado e diz: “Mais uma série ok?”.

    Coleman: “Ain’t nothing but a peanut.” E Sorri.

    Cutler termina a série, fez apenas dez repetições. Coleman pergunta retóricamente – “Não está ficando mais leve, ou está?”  Certamente não Mr Coleman.

    O próximo exercício escolhido pelos dois foi elevação lateral.  Só que Ronnie queria fazer uma série ascendente – 25 reps com 10 kgs, 15 reps com 14 kgs, 10 reps com 18 kgs e oito reps com 22 kgs.  Jay discorda dizendo:  “Isso é coisa de Velho!”

    Coleman, dez anos mais velho que Jayc e com 45 anos hoje, rebate: “Se é coisa de velho, você deveria experimentar.”

    “Faça do seu jeito, Big Ron.” Cutler disse ao parceiro. Me parece um pouco grosseira a forma como Jay se dirige a Coleman. Coleman dava risada e respondia aos comentários de Jay, tentando amenizar o clima. Sou fã dos dois mas fiquei com essa impressão e fiquei meio chateado com isso. Jay faz três séries – uma com 28 kgs e duas com 32 kgs. Ronnie faz apenas duas de suas séries ascendentes.

    O próximo exercício foi escolhido pro Jay. Elevação frontal com barra. Jay pegou uma barra montada de 36 kgs. Ela estava muito torta. Hany Rambod, treinador de Jay pergunta quem havia entortado a barra.

    Jay fuzila, brincando mais uma vez: “Coleman!”  Logo após, faz doze reps.  Antes de Ronnie começar sua série, Jay pergunta:  “Me mostre quem está de volta (às competições )” se referindo ao possivel retorno ( na época ainda havia a chance de Ronnie competir no  Olympia 09 ) de Coleman.

    “Mas eu nunca fui a lugar nenhum. “  Sorri Coleman.

    “Bem, ano passado você me deixou lá ( no palco do Olympia ) sozinho com aqueles caras pequenos e eu perdi!” Cutler reclama.

    As última duas séries do exercício foram com uma barra de 45 kgs. Jay termina a sua série e diz para Ronnie que fez 15 reps. Ronie discorda e diz que só contou 11. Termina brincando que eles deveriam contar as repetições em voz alta.

    Na sequencia, eles fizeram crucifixo invertido. Desta vez, a forma de execução dos dois era diferente. Ronnie prefere trazer os braços mais próximos ao tronco, como podemos perceber em seus últimos DVDs. Jay prefere o modo mais tradicional. Eles ainda fizeram outro exercício para posterior de ombro, desta vez na máquina.

    Erra hora de começar o treino de biceps. Ronnie adora hipo hop e só ouve isso enquanto treina.  Nesta hora, o sistema de som da academia começa a tocar heavy Metal. Jay pergunta a Ronnie:  “Este é o seu tipo preferido de música, não é?” E antes mesmo do Big Ron responder, Jay solta um berro “Coleman adora ouvir esta Merd*#!!”

    Coleman concorda, enquanto vira as costas e vai se sentar um pouco. Nesse momento,  percebia que Coleman  já não estava mais levando as repetidas brincadeiras na esportiva.

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    Mais uma vez, foto tirada da revista. Olha a cara dos dois na hora de medir o braço!

    O próximo exercício era rosca direta com halteres. Os dois fizeram com os dois braços simultaneamente. No vídeo, podemos ver que eles se balançam bastante durante as séries para manter os halteres em movimento. São feitas duas séries com halteres de 18 kgs e uma com halteres de 22 kgs. Não se assustem, não errei na conversão dos pesos, é isso mesmo.

    O próximo exercício foi rosca scott unilateral com halter. Foram três séries também terminando com 22 kgs. O último exercício foi rosca 21. Ronnie disse que adora este exercício pois ele dá um pump incrível no final.

    Entre uma série e outra, Jay pergunta para Coleman; “Ei Ronnie, lembra de quando você disse para eu nascer de novo, para ter  uma genética melhor?”

    Coleman dá uma boa risada e responde: “Sim! Assim você não teria perdido para o cara pequeno (Dexter jackson).  Jay balança a cabeça inconformado dizendo: “Você me abandonou lá com aqueles carinhas pequenos.”

    “Calma lá!” Se exalta Phill Heath. Phill também estava no Olympia e não queria ser considerado parte do time dos  “Carinhas pequenos” ao qual os dois ex-Mr Olympias se referiam.

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    Após Ronnie terminar a última série de rosca 21 e do treino, Jay mais uma vez brinca com Coleman  –  “Essa série aí foi para o Dexter. Não! Foi para o Gunter ( Gunter venceu Ronnie no GNC Pro em 2002). Gunter diz que o Olympia 2002 é dele!”

    Coleman ironiza: “O de 2001 também, não é mesmo?

    Cutler rebate:  “Não O de 2001 é meu!”

    Ronnie termina a discussão. “Está certo. Todos eles são de alguém. Engraçado que estão todos lá na prateleira de casa.” E sorri.

    Ao guardar os pesos, Jay mai suma vez testa a paciencia de Ronnie: “Ronnie, guarde seus pesos.”

    Ronnie brinca: “Vou deixar o Duas vezes Mr Olympia fazer isso para mim.” Tod mundo ri.

    Jay tenta mais uma vez: “eu te venci.”

    Ronnie sorri e diz: “Verdade. Mas eu te venci mais vezes.”

    Pelo video e fotos, ficou claro que Ronnie já não é mais o mesmo. Muito menor e menso denso do que antes. Logo depois do treino, os dois foram medir os braços, a pedido da revista.  Ainda desta vez, Coleman venceu. O braço de Ronnie mediu 57,5 cm enquanto o de Jay 56,5 cm.



    Coleman disse que vem treinando leve apenas duas ou três vezes pro semana. “Não tenho motivo para fazer mais do que isso por enquanto. Enquanto não decido se vou ou não competir, apenas quero me manter em forma. Só para não parecer que eu não treino mais” Completa. Por outro lado, Jay vem treinando intensamente para tentar reconquistar o Olympia em Setembro.

    Não sabemos ao certo ainda se Ronnie voltará a competir. A notícia mais recente no sdá conta que ele volta ao Olympia em 2010. Mas até lá temos muito tempo e nada é certo. Jay sempre disse que queria ter três Olympias. Só tem dois. Caso vença este ano, deve abandonar as competições.

    Por isso, esse foi provavelmente o último grande momento de dois caras que escreveram seus nomes na história e fizeram história nos 9 anos e 15 shows onde competiram um contra o outro.  E dificilmente veremos novamente um treino entre dois atletas que juntos, são donos de dez Olympias.


    Fonte:  Flex Magazine – July 2009

  • DC USA TOUR 2008 – Treinando na Gold’s Gym

    DC USA TOUR 2008 – Treinando na Gold’s Gym

    Era apenas nosso terceiro dia nos EUA, três noites praticamente sem dormir. Mas eu estava na Gold’s Venice, ao lado de Silvio Samuel, Charles Glass, Bob Cicherillo, Will Haris e cia.  Como eu poderia não treinar???

    Era dia vez de treinar peitorais e biceps. Se treinar na Metroflex havia sido mágico, pisar e tocar nos pesos da Gold’s foi indescritivel.  À medida que eu ia fazendo minhas séries de aquecimento, passavam pelos meus olhos imagens de vários profissionais treinando aqui, Dennis James, Chris Cormier, Flex Wheeler, Jay Cutler; Eu havia assistido aos seus DVDs centenas de vezes podia me lembrar dos halteres e das máquinas que eles usavam. Eu lembrava de um treino de peito do Chris Cormier, onde ele usava uma máquina muito interessante que era uma mistura de supino com crucifixo. Os braços articulados da máquina se movimentavam para cima, durante o movimento de pressão, e depois eles se movimentavam um ao encontro do outro, como no movimento de crucifixo.

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    Silvio Samuel e Miguel Chain

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    Bob Cicherillo e Miguel Chain

    O que eu faria? Comecei com supino inclinado com halteres. Reservei um dos inúmeros bancos inclinados disponíveis e fui procurar os halteres. Comecei com um par de 70 libras, mais ou menos 31 kgs. Fiz uma boa série de 12 repetições. Os halteres daquela sala da Gold’s são maciços e emborrachados; o chão também é totalmente coberto por um carpete de borracha muito espesso, tão espesso que dá para sentir nossos pés afundando um pouco a cada passo. No final da primeira série, joguei os halteres ao chão Um deles pulou e foi parar  uns dois metros longe.

    Descansei um pouco. A adrenalina corria por minhas veias. Olhava aqueles quadros com fotos dos melhores atletas do mundo. Comecei a próxima série com os mesmos halteres de 70 libras. Desta vez somente dez repetições foram realizadas.

    A última série daquele exercício seria feita com um par de halteres de 80 libras ( 36 kgs aproximadamente). Seria uma série muito dificil devido às circunstâncias. Poscionei o peso sobre minhas coxas e o levantei até a posição inicial.  Meus braços tremiam antes mesmo da série começar.  Comecei a série e percebi que seria dureza. Fiz oito repetições, tentei a nona, mas não consegui. Muito bom.  Desta vez me esforcei para colocar os halteres no chão com mais cuidado.

    Segundo meus planos, o próximo exercício a ser feito seria o supino inclinado com barra. Comecei a procurar pelos bancos de supino com barra. A academia tem grandes salas, unidas por grandes portais, amplos e largos.  Estava na primeira sala, aquela onde todos os equipamentos são vermelhos. Me dirigi à segunda sala, procurei pelos bancos e nada.  Me aprofundei mais pela academia e acabei chegando na terceira sala. Nesta sala, mais da metade da área era ocupada por equipamentos de cardio – esteiras, bicicletas, steps, stairclimbers – eram filas e filas de aparelhos.  O restante da sala era ocupado por halteres, algumas gaiolas e bancos de supino.

    peito gold's gym

    peito gold's gym

    peito gold's gym

    Me dirigi a um dos bancos, coloquei o peso na barra. Total de sessenta quilos. A primeira série foi bem tranquila, 15 repetições fáceis. Na barra havia uma anilha de 45 libras de cada lado. Cada uma das anilhas equivale a 20,4 kgs. Se eu colocasse mais uma daquelas de cada lado, ficaria com mais ou menos 100 kgs na barra. Seria peso demais para mim.  Mas esperem. Eu estava em Venice Beach. Naqueles bancos, Flex Wheeler, Cormier, Lou Ferrigno haviam feito supino. Havia uma certa magia no ar.  Resolvi colocar as anilhas e tentar a série com 100 kgs.

    Nada mal, me surpreendi. Consegui fazer sete repetições. Talvez os espíritos da Gold’s estivessem me ajudando.  Mas era claro que se eu tentasse continuar com aquele peso, a terceira série acabaria sendo muito curta.  Decidi diminuir a carga. Deixei pouco mais de oitenta quilos na barra. Foi o suficiente para que eu quase me matasse para conseguir fazer dez repetições.

    Sempre que assisitia qualquer um dos DVDs da série “The Battle for The Olympia” e via alguém treinando peitorais na Gold’s havia uma máquina em especial que chamava muito minha atenção. A tal máquina era uma mistura de supino com crucifixo. Meio difícil de explicar. Imaginem uma máquina articulada de supino reto normal. Em geral, o braço dessas máquinas permite somente que você o movimente para cima e para baixo. Eles são fixados de uma maneira que, quando o braço está abaixado ( na posição onde o peitoral está alongado) as mãos fiquem longe uma da outra. À medida que vamos empurrando o peso para cima, obrigatoriamente os dois braços vão se aproximando um do outro até que, quando estivermos na posição final do exercício ( peitorais totalmente contraídos) as mãos estão próximas uma da outra.

    Sem problemas em relação a isso. Mas aquela máquina era diferente. Uma diferença básica. Os braços, além de se moverem na vertical ( movimento de subir e descer), também podem se mover na horizontal. Ou seja, a qualquer momento durante a série eu posso juntar ou separar meus braços.

    Sei que vocês devem estar aí coçando a cabeça e tentando imaginar a máquina, por isso vou colocar uma foto que tirei na Koloseum Gym ( Milos Sarcev ) de uma máquina identica.   O grande lance dessa máquina é que eu posso começar a fazer o movimento do supino com os braços em uma posição relativamente aberta e juntar as mãos no final. Se estivesse usando a barra livre, ao chegar na parte de cima do movimento, minhas mãos não poderiam se aproximar uma da outra. Se estivesse usando halteres, o movimento seria um arco, enquento sobe-se o peso, fecha-se os braços, e no final da repetição as mãos estão bem próximas uma da outra. Isso favorece uma contração mais forte na região central do peitoral, na inserção do músculo com o (osso ) esterno.

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    Essa é a máquina. Foto tirada na Koloseum Gym.

    Mas essa máquina é diferente até nisso. Com ela, também podemos começar o movimento com uma pegada relativamente aberta. A principal característica é que, ao chegar no topo do movimento, é necessário fazer mais força ainda para que as mãos se aproximem uma da outra. Por isso digo que ela é uma mistura de supino com crucifixo – é preciso fazer força para cima, na hora de empurrar o peso ( assim como no supino ), e no final do movimento, é preciso fazer força para trazer uma mão próxima a outra. Fiz três séries com mais ou menos sessenta quilos nesta belezinha.

    O último exercício de peitoral foi o cross-over. Usei uma estação de cross-over que também só havia visto em DVDs de treino. Bem interessante. Fechei o treino de peitoral com três séries de cross-over.

    Mesmo estando esgotado, ainda fui treinar biceps. Já pensava na visita que ia fazer à MaxMuscle logo após o treino. O treino de biceps foi curto. Três séries de rosca alternada e três séries de rosca direta na barra W. Fim de treino. Percebi que Charles Glass e Aiman também havia terminado sua jornada. Fui lá falar com eles.

    Após o treino, enquanto conversava um pouco com Charles Glass e Aiman, Silvio Samuel, Bob Cicherillo, Dave Bourlet ( sócio de Jay Cutler na Max Muscle Venice) e Will Harris se juntaram a nós. Todos já haviam terminado seus treinos. Eu disse que era do Brasil. Eles confessaram não se lembrar de nenhum culturista brasileiro. Charles ficou meio de lado e não falou nada. Bob Cicherillo e Will Harris foram muito simpáticos e perguntaram da viagem, se estava dando tudo certo e tudo mais. Inevitavelmente, a conversa mudou de rumo. Mr Olympia era o assunto. Bob perguntou a Silvio se ele iria ficar entre os cinco primeiros. Silvio, cansado do treino só concordou com a cabeça. Dave, sócio e amigo de Jay disse que ele conseguiria o terceiro título, que estava no melhor de sua forma.  Em mais alguns minutos de conversa, mais algumas fofocas ( bondosas e maldosas) sobre outros competidores acabaram saindo.

    Minutos depois Charles Glass foi treinar outro cliente, Bob Cicherillo e Dave foram almoçar e Will Harris me convidou para ir conversar um pouco fora da academia enquanto ele esperava uma cliente chegar. Claro que sim Will!

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    Assim que chegamos no lado de fora da academia, nos dirigimos até um dos bancos situados no estacionamento, debaixo de uma árvore que nos presenteava com uma generosa sombra.  De cara, perguntei porque Will não estava classificado para o Olympia. Só para refrescar nossa memória, estávamos a menos de uma semana da realização do Olympia naquele dia. E Will Harris havia ficado em quarto lugar ( de forma totalmente injusta) no Europa Super Show, atrás do então desconhecido Fouad Abiad, apenas quatro semanas antes. Caso Will tivesse ficado em terceiro lugar, a frente de Fouad, ele teria uma vaga no Olympia 08. Eu ainda disse a ele que estava chateado com aquilo, pois eu esperava vê-lo no palco do Olympia. Sempre achei o fisico de Will muito bom, não é um top, mas deveria estar todo ano no Olympia.

    Ele me respondeu com um sorriso, dizendo que o maior título que ele podia conquistar é a admiração dos fãs. Ele disse que quando um fã de outro continente como eu, chega para ele e diz aquelas palavras, era como se ele tivesse sido campeão. Ainda, Will disse que sabe que o fato de ele sempre dizer o que pensa a respeito das decisões da IFBB, árbitros e dirigentes o atrapalha muito nos campeonatos. “Tenho certeza que sou marcado e os árbitros não me dão as colocações que mereço por isso.” Reporta o simpático Gigante. Ele disse ainda que eu não poderia deixar Venice sem experimentar as panquecas integrais no FireHouse Cafe.

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  • Anatomia de uma Repetição – Foco Mental

    A cena é clássica – É dia de costas. Você se sente muito bem e muito forte naquele dia em especial. Faz a primeira série no puxador com facilidade. Aumenta a carga, mais uma série pesada. Na próxima série você se supera e coloca mais carga ainda.
    Em seguida, muda de exercício. É a vez de remada baixa. Novamente, você puxa, puxa, rema e conduz o peso da posição de alongamento até o seu abdomem. Doze repetições.Vamos mais. O treino continua.
    No final você está suado, roupas ensopadas, esgotado. Foi um ótimo treino de costas, certo?  Errado. Você olha para os seus braços. Veias estão saltando por todos os lados nos antebraços, biceps e braquioradial tão inchados que parecem feitos de pedra. Fazer rosca direta agora, só se for com halteres de 2 kgs.  Mas os dorsais, por incrível que pareça, nem estão muito inchados ( pense quantas vezes sentiu seus dorsais realmente inchados), também não estão muito fadigados. Na verdade, nem vão doer nos próximos dias.
    Acabamos de perceber que seu ótimo treino de costas foi na verdade um belo treino de braços. E talvez, seu treino de peitorais seja quase sempre um bom treino para os ombros e assim por diante. Hoje não vou falar sobre treino de costas especificamente, mas sim sobre como a mente, a concentração, o foco mental é decisivo nos seus resultados. Vamso ver o quão inportante é se concentrar no músculo treinado para forçá-lo a crescer o máximo possível.

    Pense positivo!

    Em todos os meus anos de convívio na academia e de convívio com atletas de ponta nacionais e internacionais pude perceber que todo cara que fica muito grande tem uma preparação psicológica diferenciada. Eles encaram o treino sem medo.  Em especial, sempre que pude conversar de forma mais aprofundada com atletas profissionais de ponta como Ronnie Coleman, Cormier, Jay Cutler, Will Harris, Flex Lewis entre outros, pude perceber como eles priorizam a contração muscular. Simplificando eles pensam no músculo treinado o tempo todo durante a série.  Eles não levam o peso da posição A para a posição B simplesmente.
    Na maioria das vezes, nos é ensinado levar o peso da posição A para a posição B. Por consequencia desse movimento, o músculo acaba se contraindo.  Na verdade, deveríamos fazer exatamente o oposto. Pensar em contrair o músculo. Por consequencia da contração, o peso vai se mover da posição A para a B.
    Para isso, é preciso ter um controle neuromuscular muito grande. É preciso saber dar o comando nervoso para que o músculo se contraia.
    Em um rosca direta, por exemplo, se pensarmos em erguer a barra até a altura dos ombros, o nosso sistema nervoso vai realizar exatamente esta tarefa – erguer a barra da posição A ( lá embaixo, na altura das coxas) para a posição B ( lá em cima, na altura dos ombros). Porém, como pedimos ao sistema nervoso que erguesse a barra, ele vai obedecer à risca. No meio da série, quando seus biceps começarem a se fadigar, seu sistema nervoso tem que cumprir a tarefa ( erguer a barra). Como o biceps está começando a se cansar, ele vai recrutar os deltóides ( nesse momento, os cotovelos começam a se projetar para a frente)  e a coluna lombar ( você começa a se curvar para trás).
    No final de cada repetição, um observador atento perceberá que a tarefa foi cumprida, a barra chegou até a altura dos ombros. Mas para que isso acontecesse, o sistema nervoso poupou os biceps e utilizou outros músculos ( para fazer força junto com o biceps) e movimentos  que modificariam as alavancas e aumentariam a vantagem mecânica nas articulações envolvidas.  Dessa maneira, você fez a série de rosca direta, mas praticamente não estimulou seus biceps. A série foi inútil.
    No entanto, durante uma série de rosca direta, você deveria se concentrar e pensar no biceps. No início de cada repetição, você deveria mandar o comando para o músculo se contrair, se encurtar. Como o músculos vai se encurtar, a barra obrigatoriamente começará o movimento e chegará ao final da repetição.  No meio da série, o biceps começa a se cansar, o sistema nervoso vai tentar te pregar uma pegadinha e seus cotovelos começaram a se mover para a frente. Conscientemente resista, pense mais ainda no biceps se contraindo, lembre-se, seu objetivo não é levantar a barra, mas sim contrair o biceps o mais forte possível a cada repetição.  Mantenha-se na posição, lute com o peso, contraia o biceps enquanto mantém o tronco reto e os cotovelos alinhados. Quando não for mais possível fazer isso, a série acabou.  Agora sim você estimulou seus biceps.

    É óbvio que essa não é uma tarefa fácil. Muitos treinam há anos e nunca pensaram nisso. Mudar agora significa reduzir drásticamente a carga e reaprender o movimento. Mas isso vale a pena.
    O ato de pensar no músculo e ordenas que ele se contraia isoladamente contra a carga sem que nenhum outro músculo entre na jogada é chamado de conexão mente-músculo. Algumas pessoas têm essa conexão mais forte do que outras.
    De um modo geral, pela minha experiencia, as pessoas normais tem uma conexão mente-músculo forte em um grupo muscular. Você sempre tem aquele músculo que cresce mais fácil, que você sempre sente doer, mesmo quando o treino foi ruim. Por outro lado, as pessoas normais sempre tem pelo um grupo muscular onde a conexão mente-músculo é extremamente fraca. É aquele músculo que você treina, treina e nunca sente nada.
    Existem músculos onde é mais difícil conseguirmos estabelecer uma forte conexão mente-músculo. Os dorsais são um exemplo. Flexores de coxa são outro exemplo. Peitorais e quadriceps, no entanto, parecem ser músculos onde muitos conseguer uma boa conexão.
    Isso acontece porque quanto mais ligações sensoriais tivermos com o músculo, mais fácil fica a conexão.  Se tivermos um contato visual com o músculo, fica mais fácil. Se tivermos o contato com o tato ( tente contrair o biceps, aí na frente do computador – faça uma série de dez contrações. Agora, faça mais dez contrações, mas desta vez, coloque a palma da mão contrária sobre seu biceps – perceberá que as contrações serão um pouco mais fortes ) fica mais fácil ainda. Muitas vezes, quando treino junto com algum parceiro, coloco as minhas mãos sobre áreas específicas de seus dorsais para enfatizar a contração naquele ponto. O mesmo é feito nas últimas repetições nas séries de peito para me assegurar que ele realmente erguerá os halteres ou barra enquanto contrai o peitoral, não os deltóides.
    Outro fato interessante e que pode ilustrar bem esse ponto de vista é o AVC. O termo significa Acidente Vascular Cerebral – o famoso derrame. Pacientes com esse tipo de caso perdem a consciencia de um dos lados do corpo. Não vou me aprofundar na descrição do quadro clínico, mas de um modo geral pessoas que sofrem um AVC são obrigados a reaprender praticamente todos os movimentos no lado afetado.  O primeiro movimento a ser reaprendido durante a fisioterapia é levantar a ponta do pé.  Para isso, o paciente é colocado sentado em uma maca, de frente para um espelho. O fisioterapeuta o instrui a olhar para o pé e tentar fazer o movimento. Claro que a evolução vai depender de cada caso.
    O que quero mostrar nesse caso é: o paciente perdeu toda a conexão mente-músculo de um dos lados do corpo ( já que seu córtex cerebral foi lesionado). Ele precisa reaprender o movimento do zero, criar novos caminhos neurológicos até os músculos. E a primeira coisa que é pedida a ele é que olhe no espelho.Isso demonstra a importancia na concentração e das sensações como visão e tato durante o aprendizado de um movimento.

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    Branch Warren – Repetições explosivas, e relativamente soltas.

    Conexão Genética

    Atletas profissionais, ou competidores amadores TOP no mundo geralmente têm uma conexão mente-músculo muito forte em todos ( ou quase ) os grupos musculares.
    Como veremos nos artigos subsequentes, essa capacidade – conexão mente-músculo – é treinável até certo ponto mas certamente é determinada por fatores genéticos assim como outras habilidades neuromusculares como fazer embaixadinhas, ou acertar uma tacada no beisebol. Você até pode treinar embaixadinhas e fazer 500 sem deixar a bola cair, treinar dribles, mas nunca terá a conquistará a habilidade nata do Ronaldinho Gaúcho, Robinho, Zico.

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    Dorian Yates – Repetições perfeitas, mesmo quanda a carga era enorme.

    Os culturistas de ponta têm uma conexão mente-músculo muito forte. Muitas vezes assistimos vídeos de treino, ou clipes no youtube e vemos atletas usando uma forma de execução aparentemente ruim. Nomes como Ronnie , Jay, Branch vêm à nossa cabeça. Mas a conexão mente-músculo deles é tão forte, que mesmo realizando repetições daquela maneira, eles ainda conseguem ótimas contrações musculares e acabam estimulando muito seus músculos.
    Outros atletas como Dorian, Kai Greene, Milos Sarcev, prezam pela repetição perfeita, forma de execução impecável, pois dizem que desta forma fica muito mais fácil se conectar com o músculo.
    Mesmo acreditando que Ronnie, Jay e Branch, que realizam suas repetições de forma mais solta, consigam bons resultados assim, prefiro usar e recomendar a tática utilizada por Dorian, Milos, Charles Glass e companhia. Repetições perfeitas, controladas, sem impulso e nem ajuda externa. Dessa forma criamos uma forte conexão mente-músculo, estimulamos nossos músculos usando cargas menores, evitamos lesões e poderemos treinar pesado por décadas e décadas.

  • Calendário IFBB Pro 09

    JacksonVille 202 01 de Agosto Jacksonville-FL
    Tampa Pro e Tampa 202 07,08 de Agosto Tampa-FL
    Europa Super Show e Europa 202 14,15 de Agosto Dallas-TX
    Atlantic City Pro e Atlantic City 202 11,12 de Setembro Atlantic City-NJ
    Mr Olympia 25,26 de Setembro Las Vegas-NV
    GP da Romênia 03 de Outubro Timisoara,Romênia
    GP de Dubai 08,09 de Outubro Dubai,EAU

    fonte: IFBB Pro

  • Calendário FEPAM NABBA-Brasil 09

    46º Campeonato Paulista – 1ª divisão (Paulistinha) (ex-Estreantes) 11 de Julho São Paulo-SP
    43º Campeonato Paulista – Etapa Interior 08 de Agosto Taubaté-SP
    46º Campeonato Paulista “Paulistão 2009” – Divisão Especial 30 de Agosto Sta B. D’Oeste-SP
    Brasileiro NABBA 05 de Setembro Campinas-SP
    61º Universe NABBA 24 de Outubro Inglaterra
    III Copa Sul Sudeste de Musculação NABBA – Aberto Nacional 28 de Novembro Curitiba-PR
    III Troféu Biodelta de Musculação – Aberto Nacional 05 de Dezembro São Paulo-SP

    Fonte: NABBA BRASIL

  • Como se Tornar um Culturista – Episódio XII

    Como se Tornar um Culturista – Episódio XII

    No outro dia, pela manhã, me levantei da cama já pensando no treino que faria com o Gustavo e o Teles.  Eu gosto de ir visualizando o treino, imaginando e calculando todos os movimentos, as cargas, as possíveis reações deles.  Me perguntava se aqueles dois realmente iriam cumprir os treinso, as regras. Sabia que Gustavo iria treinar bem e comer direito, mas temia que na hora H, na hora do campeonato, ele fosse sair pela tangente.

    Minha maior preocupação mesmo era o Teles. Não tinha certeza se ele estava realmente pronto para fazer tudo o que deveria ser feito. Percebi que se ficasse pensando muito naquilo, eu não chegaria a lugar algum, muito menos teria tempo de tomar meu café da manhã.  Fui para a cozinha preparar a minha primeira refeição.

    Como as manhãs são geralmente cheias de compromissos e a gente sempre acaba ficando aqueles cinco minutos a mais na cama, a minha primeira refeição do dia costuma ser um shake.  Mas não se iludam pensando que este é um shake normal. É uma refeição bem reforçada.

    O café da manhã é a primeira refeição do dia e uma das mais importantes.  Todos sabemos da importancia de realizarmos pelo menso seis refeições, distribuidas de maneira uniforme ao longo do dia. Para reforçar este hábito, costumamos exclamar que todas as refeições têm igual importancia e nenhuma deve ser menosprezada.  Sabemos que determinadas  refeições,   que pela sua posição na agenda diária, assumem papel fundamental na construção e recuperação muscular.  Essas são o café da manhã e a refeição logo após o treino.

    Nesses dois momentos do dia, consumir uma boa quantidade de proteína ( qualquer que seja. Se for de absorção rápida, melhor ainda. ) é vital para suprir a demanda de nosso organismo altamente estressado nesses momentos.  Citamos esses horários pois logo ao acordar, percebemso que ficamos pelo menos 6 ou 7 horas sem ingerir nenhum tipo de alimento. Precisamos reestabelecer o fluxo de aminoácidos no sangue rapidamente.  Logo após ao treino, todos já devem estar cansados de saber, é preciso consumir proteína para amplificar e acelerar a recuperação muscular e sintese proteíca.

    Bem, deixando a nutrição de lado e voltando à minha manhã, fui até a cozinha e preparei meu tradicional shake matinal.

    250 ml água
    50 grs whey chocolate
    60 grs aveia
    2 colheres de sopa de crème de amendoim sem áçucar
    2 colheres de chá bem cheias de pó de café.

    Junto tudo isso no liquidificador e bato tudo até que fique uma mistura homogênea. Para aqueles que estão se perguntando do café, é isso mesmo. Coloco pó de café no shake. O mesmo pó que usa com água fervente.

    Com tudo pronto, fui para a academia me encontrar com os dois. No som do carro tocava ACDC – Thunderstruck com o volume bem alto.  Bom som para acordar e criar um “mindset” apropriado para um treino.

    Este seria um treino memorável. A situação toda cria uma motivação enorme nos dois. E é bom treinar pessoas extremamente motivadas. Com certeza, por toda a situação que foi criada, eles devem estar se preparando para uma guerra nesta manhã.  Isto é bom, pois eles realmente teriam uma verdadeira guerra pela frente.

    Já estávamos nos aproximando do meio do ano. Em nossa cidade, fundada no meio de algumas serras, com altitude elevada, o clima é bem frio nesta época.  Muitas vezes, o vento gelado da manhã corta a pele como uma navalha. Não adianta blusa, jaqueta, gorro nada. O vento passa através de tudo.

    Desci do carro, em frente à academia e senti o vento gelado. As portas de vidro da entrada, que sempre ficam escancaradas para que todos entrem com facilidade, naquela manhã estavam fechadas. Pelo vidro trasparente das portas, podia ver os dois novos pupilos sentados na sala de espera, tentando se aquecer nos ainda fracos e escassos raios de sol do amanhecer.

    Entrei na academia e saudei os dois com um bom dia. O Gustavo deu um sorriso e estendeu a mão para me cumprimentar. O Teles, que olhava fixamente para o lado de fora, só desviou levemente o olhar para a minha direção e acenou com a cabeça. O primeiro treino, primeiro teste iria começar. Pedi para que os dois fizessem um aquecimento leve na esteira, para fazer o sangue circular e aquecer um pouco seus corpos. Enquanto isso fui até a sala do Ricardo para ver se ele estava pronto para me ajudar caso fosse necessário.

    “A máquina de choques está pronta e carregada.  Se quiser, a arma de paintball automática também está a postos. Você não achou que eu ia te diexar na mão, não é mesmo?”  Disse alegremente com sua voz naturalmente alta o dono da academia.

    Era bem cedo ainda. O som que estava tocando na sala de musculação era uma seleção de hits dos anos setenta. Sabia que essa não era a trilha sonora adequada para uma sessão de treinos daquelas. Também sabia que se mudasse o som, os alunos regulares da academia não iriam achar muito bom. Mas, algo era precisava ser feito. Peguei um CD na bolsa e pedi que o Teles o colocasse no som. Dessa forma, se alguém fosse reclamar, reclamaria com ele.  O título do CD era “Som Treino III” , dentro dele, haviam 10 músicas que durariam exatos 45 minutos. Tempo suficiente para um ótimo treino de ombros. As músicas foram escolhidas a dedo para que induzissem os pupilos a um estado de atenção e agressividade aos pesos maior. Eram cinco músicas do ACDC e cinco do Iron.

    Thunderstruck
    Back in Black
    HighWay to Hell
    Hard as a Rock
    Hells Bells
    Run to the Hills
    Fear of the Dark
    The Phanton of the Opera
    Number of the Beast
    Hallowed by The Time

    Com tudo pronto, começamos o aquecimento. Teles estava todo animado e fazia algumas brincadeiras e piadas. O Gustavão era “All Business” só estava interessado no treino.

    “Então Miguel, qual vai ser o primeiro? Hoje estou muito disposto, tomei um ótimo café da manhã!”  Dizia Teles como peito estufado.

    O treino iria começar com elevações laterais. Seriam três séries de dez ou doze repetições.  Teles começou. Eu o deixei escolher o peso. Ele foi e pegou um par de halteres de 14 kgs.

    “Você está louco? Vai começar com 14 kgs? Vai conseguir fazer isso certo?

    “Miguel, sempre usei este peso, é leve, você vai ver!” Sorriu Teles.

    Antes de ele começar a série eu já imaginava como seria. Ele iria fazer tudo com uma forma de execução horrivel, levantando as mãos e deixando os cotovelos baixos e jogando o corpo para a frente e para trás.

    Começa a série de Teles.  A essa altura eu já me sentia um vidente, visto que ele realmente estava fazendo tudo o que eu havia imaginado.  Após quatro repetições gritei:

    “Para!!”  Se ele pensava que ia começar o treino com aquela forma horrível de execução, ele estava redondamente enganado.  Expliquei para os dois que treinar epsado não era simplesmente levantar os pesos. É preciso criar uma conexão entre a mente e o músculo. É vital sentir o músculo contraindo a cada repetição. Caso contrário todo esforço é em vão.

    Peguei um par de halteres de 10 kgs e os dei ao Teles. “Vamos recomeçar a série.”

    Fiquei posicionado atrás dele, e enquanto ele fazia o movimento, eu ia guiando as mãos dele para cima e para os lados do tronco. É muito comum, ao fazermos elevação lateral, levarmos as mãos à frente do tronco. Na verdade, para manter tensão total nos deltóides mediais, as mão devem estar sempre no mesmo plano do tronco.

    A primeira série, mesmo com os problemas em acertar a posição correta, foi fácil tanto para o Teles quanto para o Gustavo.

    Os dois também fizeram a segunda séria com relativa facilidade. A terceira e útlima seria a pior. Peguei o par de halteres de 14 kgs para o Teles.

    “Mas Miguel, você disse que eu não deveria usar este peso, lembra?”

    “Agora você aprendeu como se faz. Espero que faça pelo menos seis repetições sozinho.”  Já fui me posicionando atrás do Teles.  Ele fez três repetições muito bem feitas. As duas próximas já foram mais ou menos.  Ajudei a fazer mais duas. Fim da série. Teles senta no chão tentando encontrar o ar. O Gustavão já pega halteres de 18 kgs. Peço para que ele pegue os de 20 kgs.  Vamos fazer uma série curta. Sete repetições perfeitas.

    O próximo exercício seria desenvolvimento com halteres. Apenas uma série com rest-pause e pronto. Pedi para o Teles ir arrumando o banco enquanto eu ia pegar os halteres. Peguei um par de 22 kgs para o Teles e um par de 30 kgs para o Gustavo.

    Pedi para que ele se sentasse no banco e pegasse os halteres. “Pronto? Vamso começar a série. Concentre-se!”

    Até a sexta repetição estava tudo bem. Na sétima ele começou a dar sinais de fadiga. Comecei a berrar:

    “Vai Teles, firme.  Mais três!” Disse enfaticamente.

    Teles completa mais três com muita dificuldade. “Mais uma, deixa de ser mole!” Com mais um berro direcionado bem na sua orelha, Teles reage e completa a última repetição. Onze por enquanto.

    “Descanse dez segundos e vamos continuar a série” Marquei o tempo no relógio e dei o comando para que começasse. Enquanto observava Teles fazer apenas mais duas repetições, acenei com a cabeça e pedi para que o Gustavo me trouxesse um par de halteres de 16 kgs.

    Teles solta os halteres. Peço que ele aguarde mais dez segundos e passo os halteres de 16 kgs nas mãos dele.

    “Você quer me matar Miguel! Eu não consigo.”

    “Eu diminui o peso nesta. Quero mais duas boas repetições.” Teles começa a parte negativa da primeira das duas repetições. A essa altura seus braços tremem e a experessão em seu rosto é de dor.

    “Menos peso agora! Mostre algum esforço para mim!” Teles termina a segunda repetição e joga os pesos ao chão. Ao bater no tapete emborrachado, um dos halteres “pula” e quase bate no espelho.

    A série do Gustavão foi tão árdua quanto à do Teles, com uma diferença. Ele é muito forte. Ele fez 16 repetições com 30 kgs,descansou 10 segundos, fez mais 4 repetiçoes, descansou mais dez segundos ( na verdade foram apenas 7 segundos, pois ele estava fazendo muitas repetições e eu queria dificultar as coisas para ele) e fez mais três repetições com uma execução impecável.

    Fomos para o próximo exercício. Lembrem-se de que esta treino era um teste de fogo para os dois. Eu queria submetê-los a um stress altíssimo para saber como eles respondiam nessa situação.

    Agora, pedi ao Teles que pegasse um par de halteres de 3 kgs. Ele olhou para mim e deu risada. Disse que finalmente iria fazer algo tranquilo naquele treino.

    “Se você pensa que vai ser fácil, deve estar enganado. Se eu conheço um pouco do Miguel, quanto menos peso ele pede para você pegar, mais difícil será o exercício.” Disse o sorridente Gustavão, já se divertindo com a idéia de que o Teles iria se ferrar.

    “Teles, pode se sentar no banco. Faça elevação lateral. “ Eu nem havia acabado de completar meu pensamento e o Teles já respondeu.

    “Só três quilos?  Dá para fazer umas vinte com esse peso.”

    Sorri alegremente e olhei para o Gustavo, parecia que ele já previa o que eu ia dizer.

    “Isso mesmo Teles, só que agora, a série é de 40 repetições. Sem jogar o peso, sem fazer rápido. Quero tudo controlado.”

    Teles fechou a cara e olhou para a frente, como quem encara o desafio. Ele começou a fazer a série, após a vigésima ele já se contorcia de dor e desepero.

    “Vinte e cinco! Deixa eu parar por favor!” Implorava meu novo pupilo.

    Só faltavam mais quinze. Então resolvi dar um apoio moral a ele.  “Deixa de ser Mocinha e ergue esse peso! Só mais quinze! E contrai esse ombro.”

    A medida que Teles prosseguia na série, o suor escorria pelo seu rosto já desfigurado de dor. As três últimas repetições foram jogadas, mas tudo bem. A série valeu.

    Logo após a o Gustavo completar a sua série já ordenei que Teles se posicionasse.

    “Mais uma série de quarenta repetições?”

    “Não! Agora são cinquenta!”

    Nesse momento o Ricardo chega ao nosso lado, com a máquina de choques carregada e começa a apertar o gatilho. O barulho das faíscas liberadas pela máquina já abala o psicológico de muita gente.

    “Comece a série!” Disse com a voz bem alta. O Gustavo começou a se animar e gritou: “Vamos Teles!”

    O pessoal da academia percebeu a movimentação perto do Teles e uma roda se formou em volta dele para ver o que ia acontecer.

    Após a vigésima quinta repetição, ele já estava quase chorando. Um berro de dor e de alívio sinalizava cada repetição.  Na trigésima ele parou. Balançou a cabeça negativamente e disse que não ia dar.  Imediatamente acertei um tapa na nuca e gritei:  “Termine a série!”

    Começamos a contar junto com ele.  Um coro de vozes o incentivando.

    “Trinta  e três, trinta e quatro, trinta e cinco…”

    Ajudei levemente nas três últimas repetições. Ao ouvir as vozes dizendo cinquenta ele soltou os pesos no chão e deitou para trás no banco.  Ele estava pálido. Se levantoum tentou levar as mãos ao rosto. O esforço era inútil. Ele não tinha mais forças.

    De repente ele saiu andando rapidamente para o banheiro. Pedi para que o Gustavão fizesse a série dele e fui atrás do Teles.

    Quando cheguei ao banheiro ele estava vomitando na privada, deitado no chão. Quando ele terminou, o ajudei a se levantar e a lavar o rosto.  Ele se sentou no chão e disse que não ia voltar.

    Olhei pela porta, vi o Gustavão fazendo a sua série, o cara é uma  máquina, parece que nada poderia pará-lo. Voltei minha atenção ao Teles.

    “Então você não vai continuar o treino. Beleza. Já vi como serão as coisas.”

    “Miguel, você sabe que quase ninguém conseguiria fazer este treino até o final. Tem que me dar uma chance.”

    “Eu sei que quase ninguém conseguiria terminar. Só algumas poucas pessoas com a alama de guerreiro e a vontade necessária.  Estou vendo que o Gustavo vai continuar.  E esperava que você também continuasse.”

    Depois disso, me levantei, virei as costas me dirigindo para a porta de saída do banheiro e disse:

    “Essa atitude eu só esperava do Leo, não de você. Se quiser continuar treinando sob meus cuidados e ter minha ajuda, se levante agora e saia daí. Caso contrário, esquece.”

    Saí do banheiro, perguntei ao Gustava se estava tudo bem e olhei para trás. Olhei para a porta do banheiro. Enquanto me virava, torcia para que Teles estivesse ali fora, de pé.”

     VEJA TODOS OS 12 EPISÓDIOS DA SÉRIE – CLIQUE AQUI –

  • O balanço ácido-base de nossa dieta

    Sempre que pensamos em treinar com pesos com o objetivo de ganhar músculos ou perder gordura, não podemos nos esquecer de levar em conta a dieta. Nenhum programa de treinamento funcionaria perfeitamente caso a dieta não correspondesse aos objetivos almejados. Se tivermos um treino ótimo e uma dieta ruim, não atingiremos o objetivo. Por outro lado, se tivermos um treino ruim, mas uma dieta ótima, até poderemos ver resultados medianos.

    Para que cheguemos aos melhores resultados, no menor intervalo de tempo possível, é preciso calcular com precisão milimétrica tanto o programa de treinamento quanto a dieta. Se você está na frente do seu PC ou Smartphone lendo este artigo agora, as chances de que você treine musculação sériamente são grandes. Por isso, imagino que queira obter sempre o melhor reultado possível em seus treinos.

    Quando falamos sobre dietas, muitas coisas básicas e óbvias nos vêm à cabeça. Alguns tópicos saltam à nossa frente, impedindo que os deixemos passar desapercebidos. Balanço calórico. Precisamos ingerir mais calorias do que gastamos para ganhar massa muscular; ingerimos menos calorias para perder gordura. Partição dos macronutrientes; precisamos ingerir muito menos carboidratos quando quisermos perder gordura corporal. Ingerir fontes de gorduras boas como azeite extra-virgem, amendoas e castanhas adiciona calorias importantes na hora de ganhar massa muscular ( sem o grande risco de acumular gordura ). Vitaminas e minerais também não podem ser desconsiderados.

    Diante de tudo isso e de muitos outros fatores, será que nunca nos esqeucemso de nada? Será que mais nada poderia ser adicionado ao nosso arsenal?

    Eu sinceramente pensava que não. Praticamente tudo estava na mesa. Todos os fatos estavam ali. Eu estava equivocado. Havia ainda, mais um elo perdido que nos ajudará muito. O balanço ácido-base de nossa dieta.

    Sempre me preocupei com o balanço calórico e em agrupar e montar cada refeição na hora certa para que houvessem todas as alterações hormonais corretas. Diferentes tipos de alimentos, com diferentes velocidades de digestão e absorção, quantidade de proteína, diferentes concentrações de micronutrientes e muitos outros fatores trazem mudanças e alterações no balanço ácido-base do nosso organismo. Embora pareça irrelevante, o equilibrio ácido-base (EAB) é fundamental para a manutenção da saúde e obtenção de uma melhor performance atlética.

    Como funciona?

    Basicamente, quando a comida que ingerimos é digerida, cada um de seus componentes irá se apresentar aos rins ou como um composto ácido, ou como um composto básico. Quando totalizamos os macro e micronutrientes ( ambos têm um papel fundamental nessa questão )de acordo com sua propriedade de gerar compostos ácidos ou básicos no final do dia, teremos o saldo. Se tivermos ingerido mais alimentos ácidos, teremos nosso organismo em um estado “ácido”. Se mais alimentos básicos tiverem sido ingeridos, nosso organismo estará em estado “básico”.
    Quando ficamos em acidose crônica por algum tempo ( vocês descobrirão que praticamente vivemos em acidose crônica ) temos problemas relacionados à testosterona e GH, aumento da liberação de cortisol, perda de massa óssea e grande diminuição da taxa de sintese proteíca muscular. Vamos falar sobre isso mais abaixo.

    Determinar se um certo alimento possui uma carga básica ou ácida em nosso organismo não é tarefa simples. O bom senso nos faz imaginar que alimentos proteícos geram uma carga ácida, pois os aminoácidos ( que formam a proteína) possuem um grupo ácido em sua constituição química. Imaginamos também que alimentos ricos em potássio gerem uma carga básica. Será que é assim que funciona?

    Quais alimentos são responsáveis pelas cargas ácidas e quais são responsáveis pelas cargas básicas? O que eu devo comer ou deixar de comer? Essas perguntas ficaram me martelando por um tempinho. Foi então que encontrei um artigo de dois pesquisadores , Remer e Manz. Esses pesquisadores de Dortmund, Alemanha desenvolveram uma tabela de classificação dos alimentos de acordo com sua carga ácida ou básica. Eles a batizaram de – Potential Renal Acid Load ou simplesmente PRAL

    Essa tabela mostra valores exatos da carga ácida ou básica de vários alimentos. Quanto maior o valor do PRAL, maior a carga ácida no organismo. Para fins clínicos isso é importante pois o médico pode calcular com precisão o saldo ácido básico do paciente e potencialmente salvar sua saúde. Para nós, Brutamontes que só querem ficar ainda maiores, os cálculos são um pouco mais simples.

    Por que deveríamos dizer não ao ácido

    Cada célula de nosso corpo funciona melhor dentro de uma faixa de pH; algumas preferem um pH mais ácido, outras um pH mais básico. Mas sempre nosso organismo tenta atingir um pH médio geral normal.
    Nas últimas décadas, o aumento do consumo de alimentos indústrializados e altamente processados têm criado uma condição chamada de “Acidose metabólica crônica leve”. Ou seja, vivemos em acidose na maioria do tempo, ela é causada pela dieta e é uma acidose fraca.
    Alguns tipos de doenças poderiam causar a temida “acidose metabólica”, essa uma condição com sintomas claros e muito prejudicial à saúde. Mas estamos discutindo aqui a “acidose metabólica crônica leve”. Isso quer dizer que as alterações nos marcadores de exames ou sintomas são pequenos demais, muito sutis.

    Mesmo assim, suas células vão reconhecer essas sutis alterações de pH e começarão a trabalhar de forma insatisfatória para suas necessidades atléticas ( ficar gigante e sem gordura, lembra?)

    Nossos ancestrais ( de milhares de anos atrás ) viviam do que chamamos caça e coleta. Basicamente eles caçavam animais selvagens e comiam poucos vegetais e nozes. Porém, esse tipo de dieta proporcionava um saldo “não-ácido”. A medida que a sociedade como conhecemos hoje foi se desenvolvendo, nossos hábitos mudaram. Quando o homem deixou de ser nômade, se organizou em tribos e desenvolveu a agricultura, começamos a ingerir principalmente grãos. Com a revolução industrial, os grãos começaram a ser processados e a virar farinha. E atualmente 90% da comida ingerida é processada ou modificada quimicamente através de corantes, emulsificantes, espessantes, conservantes entre outros.

    Com isso, vivemos com o que os especialistas chamam de “acidose crônica leve”. O quadro se agrava quando comçamos a pensar em nossos dietas dirigidas aos objetivos na academia. Ingerimos muitos grãos e proteína animal – todos fatores desencadeadores de saldo ácido. E ingerimos em pouca quantidade ( muitos nem ingerem ) fibras e alimentos ricos em bicarbonatos.

    Nesse quadro ( acidose crônica leve ) , nosso organismo vai tentar manter o pH normal a todo custo. Para isso ele vai se utilizar de alguns mecanismos Tampão ( Reações fisiológicas que visam neutralizar a acidose ). Alguns tecidos de seu corpo vão sofrer com isso.

    Massa Óssea –

    O cálcio é um mineral com uma forte ação básica. Por isso, nosso organismo frequentemente se utiliza dele para formar soluções tampão. Sabemos que os ossos são o local de maior concentração de cálcio em nosso corpo. Em caso de acidose metabólica, a ação dos osteoclastos ( células responsáveis pela degradação óssea e consequente liberação de calcio na corrente sanguinea ) são ativados fortemente. O resultado disso é que perdemos massa óssea para poder neutralizar o saldo ácido. O calcio acaba sendo excretado pela urina juntamente com os ácidos que ele acabou neutralizando.

    Massa Muscular –

    A Glutamina é um dos aminoácidos com maior poder de tamponamento em nosso organismo. Dessa maneira, a Glutamina acaba se comportando praticamente como o cálcio – neutralizando a acidose em nosso organismo. Como o maior reservatório de glutamina no corpo humano são os músculos, a acidose metabólica crônica leve ocasiona uma constante degradação de proteína muscular para que a glutamina seja liberada e possa agir neutralizando o efeito ácido.

    Além destes dois principais efeitos, a acidose crônica leve também tráz outros problemas que deveriam preocupar qualquer marombeiro que se preze como diminuição da produção de IGF-1 e GH, hipotiroidismo leve e aumento da produção de cortisol.

    Alguns exemplos importantes da tabela PRAL:

    Carne vermelha – 7.8
    Frango – 8.7
    Peixe – 8.0
    Leite – 1.0
    Clara de ovo – 1.0
    Gema de ovo – 23.4
    Brócolis – -1.4
    Couve-flor – -4.0
    Espinafre – -14.0
    Alface – -1.8
    Cogumelo – -2.5
    Bananas – -5.5
    Arroz branco- 1.7
    Aveia – 10.7
    Macarrão integral – 7.3
    Batata inglesa – -4.0
    Azeite de oliva – 0

    Cálculos –

    Estes valores acima são a carga ácida equivalente a cem gramas de alimento. Se quisermos calcular o saldo ácido-base de uma refeição, podemos fazer o seguinte:

    Exemplo 1

    200grs de macarrão integral
    200 grs de carne

    Pegamos o PRAL equivalente a 100 grs do arroz – 7,3 – e multiplicamos por dois ( já que comemos 200 grs de arroz ). O resultado será 14,6.

    Pegamos o PRAL equivalente a 100 grs de carne – 7,8 – e multiplicamos por dois ( já que comemos 200 grs de carne ). O resultado será 15.6.

    Somamos os dois PRALs – 14.6 + 15.6 = 30.2.

    Como vimos antes, o saldo da refeição deveria ter o valor o mais próximo de zero possível. Trinta ponto dois é um valor alto e nos diz que a refeição gerou uma carga ácida considerável. Imagine fazer cinco refeições assim ao longo do dia.

    Exemplo 2

    200 grs de arroz
    200grs de carne
    50 grs de espinafre

    Vejamos esta refeição. Olhem que interessante. Vamos às contas:

    PRAL do equivalente a 100 grs de arroz – 1,7 – multiplicado por dois ( 200 grs de arroz ) igual a 3,4.

    PRAL do equivalente a 100 grs de carne – 7,8 – e multiplicamos por dois ( 200 grs de carne ) igual a 15,6.

    PRAL do equivalente a 100 grs de espinafre – -14 – e multiplicamos por 0,5 ( 50 grs de espinafre) igual a -7.

    Vamos ver o saldo: 3,4 + 15,6 – 7= 12 .

    Ainda é longe do zero, mas muito melhor do que os 30,4 da refeição 1. Se fosse colocado mais 50 grs de espinafre, o saldo da refeição 2 seria de apenas 5. Bem perto do zero.

    Aspectos Importantes:

    Tenham em mente que o balanço ácido-base é um fator relevante, mas secundário na hora de preparar um plano de alimentação. O mais importante ainda é levar em conta a composição de macro e micronutrientes, número de calorias e valor nutricional etc.

    Não deveríamos parar de consumir aveia só porque seu PRAL é 10,7 – Aveia é rica em carboidratos compostos, de digestão lenta e rica em fibras solúveis. A aveia é parte importante em nossa dieta, liberando energia de forma lenta e gradual e auxiliando na saúde cardiovascular.

    Outro exemplo é a batata. Seu PRAL é negativo ( -4.0 ). Se pegarmos o caso do exemplo 1, onde o saldo final da refeição foi de 30.2. Poderíamos pensar em adicionar algum alimento de PRAL negativo afim de diminuir o valor do saldo e pro consequencia melhorar o balanço ácido-base naquela refeição.
    Se colocássemos 200 grs de batatas, o saldo cairia para 22.2 ( 30.2 – 8 ); o que seria benéfico para o balanço ácido-base, mas horrível para o balanço calórico, já que 200 grs de batatas iriam adicionar muitos carboidratos e calorias à refeição.

    A melhor opção que temos é simples. No dia a dia não precisamos ficar com uma calculadora à mão somente para calcular PRAL. Pela pequena tabela acima percebemos que alimentos proteícos e grãos possuem valores PRAL geralmente positivos e alto. Os vegetais em geral possuem PRAL negativo. Esse é o ponto chave.

    Praticamente todos os vegetais são ricos em fibras e fitonutrientes poderosos, que só irão beneficiar nossa saúde. Além disso, os vegetais contém pouquíssimas calorias. Isso os torna o nosso principal aliado quando a questão é balanço ácido-base nas refeições.

    Pontos-Chave

    Como os vegetais são alimentos ricos em fibras e fitonutrientes, possuem quase nenhuma caloria e possuem valor PRAL negativo, eles são a arma perfeita para tentarmos regular o balanço ácido-base e evitar a acidose crônica leve.

    As principais armas deste arsenal, utilizadas por mim e alguns seguidores são dois vegetais em especial: Brócolis e Espinafre. Estes dois vegetais são bons pois:

    · Ricos em fibras – auxiliam na prevenção de doenças cardiovasculares, melhoram a digestão e absorção dos nutrientes.
    · Ricos em fitonutrientes – Vitaminas, antioxidantes entre outros que vão promover um melhor e mais longo funcionamento do nosso organismo.
    · Possuem baixas calorias – Na verdade eles têm tanta fibra, que o processo de digestão acaba sendo muito custoso ao organismo. Em outras palavras, gastamos muito mais calorias para digeri-los.
    · Possuem PRAL negativo – No caso do espinafre, o PRAL é de -14 para cada cem gramas do alimento.

    Concluindo

    A dieta à qual nos submetemos nos dias de hoje, cheia de alimentos processados e indústrializados causa uma condição conhecida como “acidose crônica leve”. A dieta utilizada pelos praticantes de musculação, baseada geralmente em grãos e proteína animal também contribui de forma substancial para esse quadro.

    Devemos consumir vegetais, principalmente brócolis e espinafre, pois eles ajudam a regular o balanço ácido-base em nossa dieta.

    A “acidose crônica leve” é uma condição metabólica que não vai nos matar, mas pode atrapalhar um pouco na obtenção de nossos objetivos na academia.

    Referências:

    1. Remer and Manz, J. Am Diet Assoc. 95: 791-797, 1995.
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    6. Buclin et al, Osteoporos Int. 12: 493-499, 2001.
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    8. Sebastian et al. Am J Clin Nutr. 76(6): 1308-1316, 2002.
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