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  • Olympia 2013 – Pesagem da categoria 212

    Os atletas da categoria 212 se pesaram nesta Quinta-Feira. Abaixo os pesos de cada um:

    Raul Carrasco Jimenez – 207.4

    Guy Cisternino – 207.4

    Tricky Jackson – 197.8

    Al Auguste – 208.2

    Troy Alves – 209.2

    Mark Dugdale – 210.8

    Eduardo Correa – 208.8

    Sami Al Haddad – 210

    Jose Raymond – 210.8

    David Henry – 204

    Kevin English – 209.4

    Flex Lewis – 210.6

  • Olympia 2013 – Entrevista Juliana Malacarne

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    Após passar alguns anos no limbo, sem um lugar definido na IFBB Pro, Juliana Malacarne finalmente encontra a redenção e seu lugar ao sol – o Women´s Physique. Juliana foi feita para esta categoria ( ou vice-versa) e tem enormes chances de se tronar a primeira Women´s Physique Olympia da História.

     

    Miguel Chain- Antes de mais nada, obrigado por ter tomado um tempinho e falado com a gente. Sei o quanto são dificeis estes últimos dias antes da competições.Como é a emoção de saber que vai estar no palco do Olympia? Você já havia imaginado que isso seria possivel?

    Juliana Malacarne – A emoção de estar no Olympia PELA PRIMEIRA VEZ é indescritivel!   Estou há muitos anos neste esporte e depois de muito esperar finalmente chegou a minha vez de subir naquele palco!

    MC- No início de sua carreira na IFBB Pro, você vivia um enorme dilema. Você não estava conseguindo boas colocações na categoria Figure. Você vivia em um limbo entre o Figure e o bodybuilding Feminino.  E me parece que você que você simplesmente não queria crescer tanto a ponto de ir competir no BBing. A categoria Women´s Physique te trouxe a chance de voltar a ser competitiva enquanto mantém um fisico que lhe agrada?

    JM- Veja bem, eu fui campeã mundial overall de body fitness em 2005 e em 2006 estreei como profissional. A linha de corpo apreciada (pelos árbitros) é bem diferente entre amador e profissional e minha genética é propicia para ganhar volume e densidade muscular.  POr isso eu não  me enquadrava no perfil do figure profissional. Mesmo assim insisti e fiz 12 PRO shows. Apesar de todo o esforço, fiquei apenas uma vez  no top 5.

    O Fisiculturismo feminino não é para mim, apesar de admirar o trabalho duro das atletas , particularmente acho muito exagero para mim. Eu preferi parar de competir do que me tornar uma culturista profissional.

    MC- A transição entre Figure e WP foi tranquila?

    JM- A transição foi muito tranquila, mesmo porque eu já tinha decidido parar de competir em figure e já estava treinando como gosto e reconstruindo a massa muscular que eu havia perdido nos anos que tentei me enquadrar no figure.

    MCQuais as suas expectativas para este Olympia? E quais os seus planos profissionais para os proximos anos?

    JM- minha expectativa e ganhar o Olympia, nada mais que isso. Só depois desta competição é que pensarei o que vem depois.

     

  • Olympia 2013 -Entrevista Anne Freitas dias antes do Olympia

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    Pela segunda vez no palco do Olympia, o fenômeno Anne Freak Freitas é uma das favoritas. Mesmo estando nos últimos dias de uma das preparações mais sofridas de sua vida, Anne foi gentil e encontrou um tempinho para falar rapidamente aos fãs do DC:

    Miguel Chain – Será sua segunda vez no palco do Olympia. Emocionalmente (falaremos do físico daqui a pouco), qual a diferença deste ano para o ano passado?


    Anne Freitas – Cada campeonato é uma nova preparação, um novo desafio e expectativa, mas por ser o Olympia realmente é muito diferente de tudo, uma emoção muito grande.Ano passado foi a minha primeira participação no Olympia, a realização de um sonho, uma mistura de encantada com assustada pois além de estar do lado dos maiores Bodybuilders do mundo, não sabia como nada funcionava.Hoje estou indo com a cabeça muito melhor, mais bem preparada. Pelos meus resultados no amador e na minha estreia no profissional, havia muito expectativa de todos e até uma certa cobrança. Esse ano, estou mais madura e tranquila quanto a isso, sei que fiz o meu melhor e essa certeza é muito importante para que o atleta esteja confiante no dia.

    MC – O numero de competidoras deste ano é o mesmo do ano passado – treze. Você considera a lineup deste ano mais competitiva? O trio Iris Kyle/ Yaxeni Oriquen / Deby Laszewski ainda é imbatível?


    AF – Sem dúvida o Line Up desse ano está muito mais qualificado e difícil do que em 2012. Iris Kyle é um mito, dispensa comentários.  Yaxeni Oriquen e Deby Laszewski são muito boas e já consagradas mas esse ano vai ser muito concorrido, Alina Popa, Brigita Benzovac, Rita Bello, Monique Jones e Cathy LeFrancois também são grandes atletas, vejo muito equilíbrio.Mas não existe ninguém imbatível.

    MC- Finalmente falando sobre seu físico. Quais foram as mudanças que você trará ao palco em 2013?


    AF -Esse ano, vou apresentar um físico bem diferente, quero surpreender no bom sentido. Mudamos minha estratégia de preparação e deixamos um pouco de nos preocupar tanto com o volume e mais com a definição e simetria, que sempre foram os meus pontos fortes e não posso perder essas características. ”Sofri” mais na dieta, mas não adianta querer achar muitas variáveis, esse é o caminho. Estou muito contente e confiante com o resultado. Também tomamos alguns cuidados específicos para melhorar ainda algumas deficiências que faltavam no meu físico.

    MC- O bobyduiling é tido como um esporte individual. Mas para competir em alto nível sempre é preciso de alguma ajuda. Tem alguém que você gostaria de agradecer?


    AF – Gostaria de agradecer primeiramente o meu treinador que especialmente nesta preparação foi muito paciente comigo, sempre muito inteligente nas suas táticas e a cada campeonato conseguimos melhorar minha condição. Ele sempre me surpreende, pois cada preparação é muito diferente da outras, sempre inova, consegue enxergar afrente, por isso ele é o melhor.Meu patricinador Probiótica, me proporcionando o apoio que uma atleta professional precisa. Sabemos que quanto mais alto o nível daanne competição/físico, mais dedicação e investimento é necessário. A Probiótoca me possibilita estar nos mais importantes palcos do bobybuilding profissional.Minha familia que sempre está ao meu lado me incentivando, meus amigos que constantemente me surpreendem com gestos admiráveis de apoio, e meus fans que todos os dias me dão uma dose de ânimo e força, me mostrando em forma de reconhecimento que tudo que fiz até hoje valeu muito a pena.

     

  • Olympia 2013 – Entrevista Ricardo Pannain

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    A cobertura do Olympia começa agora! E quem melhor que Ricardo Pannain, o Mestre do Bodybuilding Nacional, para abrir o jogo sobre alguns assuntos bem interessantes?Esta entrevista foi feita logo antes dele embarcar com Anne Freitas para Las Vegas. Como sempre, ele foi gentil o suficiente para falar e dar sua opinião sobre o maior show da Terra!

    Miguel Chain -Teremos uma verdadeira invasao brasileira no Olympia este ano. Teremos vários atletas competindo e algumas empresas presentes. Poderia nos dar um rápido panorama sobre os Brasileiros competindo este ano?

    Ricardo Pannain  –Chegar, pisar no palco do Olympia é o Goal, o sonho de qualquer atleta, e estamos muito bem representados em praticamente todas as categorias, alguns com mais chances e outros menos. Mas não tenho dúvida que nossos atletas  irão representar o Brasil de maneira brilhante e estão todos de parabéns.

    MC- Esse numero de brasileiros no Olympia reflete e demonstra uma evolução técnica no bodybuilding brasileiro? Podemos ainda usar como argumento os excelentes resultados de nossos compatriotas nas competições amadoras, concorda?

    RP- Sem dúvida, o esporte de uma maneira geral vem crescendo muito no Brasil. Graças a um trabalho da Confederação, principalmente no sentido de credibilidade e visibilidade, e a vinda do Arnold Classic Brasil, despertou grande interesse, não apenas por parte do público de uma maneira geral, mas também das empresas no sentido de apoiarem os atletas.Hoje o nível dos atletas amadores brasileiros é altíssimo, muitos com nível profissional e afirmo que alguns caberiam no palco do Olympia. O campeonato Nacional é extremamente disputado, e o Brasil é muito bem representando nos campeonatos Internacionais conquistando diversos títulos grandiosos.   Considero também muito importante para o esporte no Brasil, o legado que atletas como o Eduardo Correia e a Anne Freitas estão deixando para essa e as próximas gerações.

    MC – Também teremos algumas empresas nacionais por lá. Isso mostra um amadurecimento dos empresários em relação a importancia de apoiar o esporte. A Probiótica sempre deu um grande apoio aos atletas. Como tem sido a relação sua e da Anne com eles?

    RP Exato, e é fantástico ver a participação de empresas brasileiras neste que é o maior e mais importante evento de Bodybuilding do mundo. As empresas estão se conscientizando da grandeza do esporte e da importância dos atletas Bodybuilders como formador de opiniões. A Probiótica foi a pioneira a patrocinar e participar dos maiores eventos internacionais de Bodybuilding. Fato muito importante para que a Anne ganhe visibilidade no exterior, o que é extremamente importante para qualquer atleta profissional.Contamos com o total apoio da Probiótica, o que nos deixa muito felizes e seguros para desenvolvermos o nosso trabalho da melhor maneira, a nível profissional.Agradecer a Probiótica, pois foi importantíssima nessa trajetória da Anne no Profissional.

    MC – Faz tempo que não temos um Brasileiro no Olympia open. E é indiscutivel que essa é a categoria mais chamativa. Qual sua previsao para este ano?

    RP Vou contrariar todos os prognósticos, mas explicarei porque Jay vai ganhar. Phil tem as cartas marcadas, mas o fato é que Jay nunca perdeu para o Phil estando no melhor da sua forma.  Antes da sua derrota machucado em 2011, Jay nunca teve que se preocupar com Phil pela grande diferença de volume, sem dúvida Phil melhorou muito, mas não para superar Jay no Line Up.

    Jay se sente confortável sobre pressão, em 2009 contrariou todos os Experts provando estarem errados. Jay tem a mente mais forte do que todos.

    Kai parece que se contenta em estar apenas perto do título, em 2012 depois de uma disputada prévia confrontando com Phil e conseguir uma pequena vantagem pelos árbitros, entregou o título na final apresentando uma condição muito inferior a da prévia. Se Kai tivesse se apresentado como quando conquistou o Arnold em 2009, hoje seria o Mr. Olympia.

    Big Ramy apresentou no NY um físico também impressionante, volumoso, simétrico e bom condição, mas ainda tem muito o que provar. Além disso, sendo um debutante no profissional as chances em Vegas são muito pequenas.

    As novidades nessa edição do Olympia e também muito aguardadas são as categorias Men’s Physique & Women’s Physique, onde se consagrarão os primeiros campões Olympia nas respectivas divisões. No Men’s Physique Mark Anthony é o grande favorito, pois além de um físico volumoso e harmônico, domina o palco com uma incrível presença de palco e fantástica apresentação.Sadik Hadzovic e Steve Cook possuem volume e linhas parecidas com a do Mark, o que os coloca possivelmente nas respetivas segunda e terceira colocações.Com volume e linha diferente de Mark, Matt Christianer foi o único que o venceu no Grand Prix de Los Angeles, então também pode surpreender.pannaisn

    O Women’s Physique por ser uma classe ”nova“, o padrão ainda está bastante ondulatório. Danna Linn, Patríca Mello, Toni West e Sabrina Taylor são as que se destacam como favoritas com volume e definição semelhantes, além de todas serem excelentes no palco. Juliana Malacarne tem um dos físicos mais bonitos e simétricos entre todas as categorias, mas é mais volumosa que suas principais concorrentes, músculos mais arredondados, então tanto pode sagrar-se campeã do Olympia, como não se classificar tão bem quanto esperamos. Vai depender do que os árbitros buscarão como padrão de físico.

    O Figure é a categoria mais complicada para fazer uma previsão, pois são muitos os nomes que podem brigar pelas primeiras colocações. Acredito que Erin Stern perderá o título para a Candice Keene. Mas atenção, venho acompanhando a preparação da Nicole Wilkins que está em uma condição incrível, muito diferente dos anos anteriores. Wilkins tem todos os atributos para conquistar novamente o título, entretanto vai depender de como ela vai se apresentar no dia. Nomes como Heather Dees, Candice Lewis e Mallary Haldeman, provavelmente estarão entre as Top 6.

    Na categoria Bikini vejo India Paulino com um físico Bikini perfeito. India venceu Nathalia Melo duas vezes em 2013, o que me faz acreditar que esse é o ano dela. Amanda Latona depois de vencer 3 Shows esse ano e com o melhor palco da categoria, também ficará bem classificada.

    A categoria Women’s Bodybuilding será um Line Up complicadíssimo com grandes atletas, mas por questões óbvias não farei prognóstico e deixo aqui minha mensagem: Anne, você é a melhor!

    MC- Obrigado pela atenção Pannain! Boa sorte a vocês!

  • Breaking news: Eduardo Correa não mais com a Probiótica

    Acabei de receber a noticia de que o melhor e mais bem sucedido culturista Brasileiro de todos os tempos, Eduardo Correa, não está mais com a Probiótica. Ainda existe um certo suspense com o que vai acontecer, mas vou tentar entrar em contato com ele para trazer mais informações.

    Em um comunicado oficial via rede social, Correa apenas deixou uma nota dizendo que não estava mais com a empresa, agradece as oportunidades trazidas e diz que está motivado com a nova etapa de sua carreira, que se iniciará em breve. Ele não entra emcorrea detalhes, mas dá a entender que já pode haver um novo patrocinador. Quem será?  Vou tentar descobrir e trazer a novidade para vocês assim que possivel.

    Abaixo vai a nota oficial publicada por Correa:

    Gostaria de comunicar a todos meus fans, seguidores , atletas e Amigos estou me desligando da Probiotica. Foram 4 anos de uma parceria de muito profissionalismo , respeito e Sucesso que so tenho a agradecer! Me sinto feliz e Motivado por estar iniciando uma Nova etapa em Minha carreira de Bodybuilder profissional onde anunciarei em breve. Forte abraço a todos !!

    Fiquem atentos com as atualizações do DC, pois provavelmente teremos mais notícias sobre Correa.

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    English Version – Written by Miguel Chain – www.diariodoculturismo.com.br (facebook.com/dculturismo)

    I just received the news that the best and most successful Brazilian Bodybuilder of all time, Eduardo Correa, is no longer with Probiotica. There´s a little thrill  in the air and nobody knows what´s next for Correa, but I´ll try to contact him in order to bring more information.

    In an official statement via social network, Correa just left a note saying he was no longer with the company, appreciates the opportunities brought and says he is motivated by the new phase of his career, which will begin very soon.

    He doesn´t provide further details, but suggests that a new sponsor might already be in the picture. Who? I´ll try to find out and bring this to you guys asap.

    Correa´s Official Statement:

    “I´m communicating to all my fans, followers, athletes and friends that I am no longer with Probiotica. It was a great partnership that lasted four years. There was plenty of professionalism, respect and success so I am very grateful! I feel happy and motivated to go on, taking new steps on my career as a professional bodybuilder. Soon I will be posting more news about what I will do next. Best regards to all!”

    Check back the DC for more information about what´s next for Correa.

  • É preciso ter paciência

    Velocidade e rapidez são tudo hoje em dia. A facilidade e agilidade com que conseguimos informação através da internet nos deixou mal acostumados. Já não suportamos mais esperar alguns dias até que a carta chegue (na verdade, alguém ainda envia cartas nos dias de hoje?) , consultamos nosso saldo bancário instantaneamente pelo celular, as crianças não precisam mais ir até a Biblioteca Municipal para fazer pesquisas escolares. Isso mudou nossa maneira de ver o mundo e de encarar as coisas.

     

    Já não temos a paciência para esperar as coisas. Tudo tem que ser para hoje, para ontem. Em todos os aspectos da vida. Essa característica inerente aos seres humanos do século XXI tende a trazer muitos benefícios e avanços, mas pode atrapalhar muito em alguns casos, principalmente quando se fala em treino com pesos e recuperação de lesões.

     

    Certas lesões levam algum tempo para se recuperar. Mas como todo bom marombeiro – sempre queremos treinar e melhorar, superar nossas velhas e desatualizadas versões de ontem.

     

    Mas quando uma lesão acontece, é preciso ter paciência e sabedoria para conseguir segurar a vontade e respeitar o tempo necessário para que tudo fiquei antes de  voltar aos treinos. Isso já é difícil para o tradicional rato de academia ( levem isso como um elogio), imagine quando estamos falando de atletas se preparando para competições importantes.

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    Me submeti a uma pequena artroscopia para corrigir o menisco do joelho direito em 2009. Antes que me perguntem, a lesão ocorreu durante um jogo de futebol com os colegas de academia. Um antigo professor de Anatomia me reencontrou uns dias. Conversamos um pouco para botar o papo em dia e, ao saber dessa cirurgia, ele proclamou solenemente – “Miguel, meu Caro, você deveria saber que atleta não deveria jogar futebol nunca!”

     

    De volta ao presente

     

    Este ano resolvi dar uma real chance ao Powerlifting. Até então, mesmo tendo competido com extremo sucesso por dois anos no Levantamento Terra, meu treino era um hibrido que englobava 85% de noções e princípios do bodybuilding e 15% de princípios do powerlifting. Resolvi que era hora de ir mais fundo nesse negocio de powerlifting. Comecei a ler tudo oque eu podia – comprei livros, e-books, investi em seminários online com alguns treinadores de renome como Louie Simmons, Tate, Andy Bolton, pedi ajuda a experts Nacionais no assunto como o Ricardo Barros.

     

    Além disso, conversei com um casal de fisioterapeutas, amigos meus há muitos anos, e comecei a fazer um treino que engloba princípios do pilates e exercícios para flexibilidade e mobilidade.

     

    Com uma mudança expressiva nos treinos (nesse momento do ano, posso dizer que meu treinamento engloba 60% de princípios de powerlifting e 40% de princípios de bodybuilding), e com os treinos de mobilidade e toda a pre-habilitação, minha performance no Levantamento Terra subiu muito.

     

    Graças aos treinos semanais com a fisioterapeuta e mais um esforço em tentar reproduzir esses treinos sozinho mais duas ou três vezes por semana, consegui treinar totalmente livre de dores pela primeira vez em muitos anos. Além de tudo, esses fatores novos tem me ajudado a notar uma maior separação muscular.

     

    Não que eu pareça um senhor quase centenário, mas treino há 18 anos e todos que têm pelo menos alguns anos sérios de treino na mochila sabem do que estou falando – pequenas dores aqui e ali. Dores que não te matam no dia-a-dia, mas acabam te segurando um pouco na academia.

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    Os treinos estavam indo  muito bem, tudo progredindo como deveria ser até que meu joelho – o mesmo da cirurgia – começou a inchar. Havia um derrame articular ( aumento do volume de liquido dentro da capsula articular ) e as dores chegaram.  Tive que mudar um pouco os esquemas de treinos para gerenciar essa crise. Diminui alguns exercícios, cortei outros definitivamente e estou tendo que esperar a completa recuperação para voltar alguns outros.

     

    Mesmo com essa crise aguda, resolvi competir no Paulista de Levantamento Terra e acabei sendo Tri-Campeão e ainda por cima batendo meu record pessoal – com 260kgs. Eu estava relativamente bem no dia, mas longe das condições ideais e isso me faz pensar onde eu poderia ter chegado, caso estivesse tudo bem.

     

    O tempo passa e agora faltam apenas onze semanas para o Mundial. Onze semanas parecem soar como um tempo bem longo para a maioria das pessoas, mas quando está se preparando para uma competição, seja ela de culturismo ou Powerlifting, perceberá que onze ou doze semanas passam num piscar de olhos. Quando você vê, já está se aquecendo para subir no palco ou no tablado e caso não tenha feito o progresso necessário nesse período de tempo – será esmagado impiedosamente pelos seus competidores.

    No final das contas não foi nada tão sério e vou poder retomar minha rotina de treinos especifica para o Mundial nesta semana. Os anos de experiência nos trazem sabedoria para saber esperar a hora certa de voltar e respeitar as orientações do médico e fisioterapeuta. Paciência é vital!

    Enquanto isso, vou continuando os outros treinos com o meu parceiro Henrique Meia Noite. Até a próxima!

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  • Um dia para ficar na memória

     

    A vida é cheia de fatos marcantes,  a primeira bicicleta, o primeiro carro, o primeiro beijo, a primeira vez (não necessariamente nesta ordem).  Existem outros momentos que também nos marcam profundamente, como a primeira competição,  o encontro com um de seus ídolos ou uma ocasião onde você ou alguém próximo se supera e faz algo que não achava ser possível.

    Neste final de semana tivemos uma dessas ocasiões, inesquecíveis e marcantes – com todos ingredientes de uma história cheia de emoção, tensão e suspense.

     

    Sábado, 20 de Julho – 4 semanas para a competição

     

    O ano de 2013 estava complicado. Já era Julho e após duas lesões relativamente sérias no ombro no começo do ano, eu começava finalmente a embalar nos treinos e evoluir tanto na qualidade do físico quanto na força e potencia para as competições de Levantamente Terra.

    Era Sábado, o final de uma das semanas mais frias do ano. Os termômetros chegavam a marcar 5° no centro de São Carlos.  Eu, o Henrique Meia Noite e o Gustavão estávamos prontos para começar nosso treino de Sábado – o Speed Day – onde fazemos um volume alto de séries curtas de terra com bandas elásticas e saltos profundos. No começo do treino, ao me alongar, senti uma pressão no joelho. Percebi que ele estava inchado.  Era o mesmo joelho que havia sido submetido a uma artroscopia para corrigir uma pequena lesão de menisco, anos atrás.

    Resolvi que era mais inteligente (realmente?) ignorar esse fato e continuar treinando o mais pesado possível, pois eu tinha o Paulista de Lev Terra dentro de 4 semanas e nada me faria desistir.Claramente que alguma coisa estava irritada no meu joelho. E a situação acabou piorando ao longo das semanas.

     

    Terça, 23 de Julho – Cerca de 3 e ½ semanas para a competição

     

    Na noite anterior, eu e o Meia Noite havíamos treinado costas. Era um treino de esforço máximo de Terra na verdade – parte vital de nossa preparação para o Paulista de Terra. Treino o Meio Noite há alguns anos e conheço a garra que ele tem. Naquela segunda, e nas segundas anteriores, ele estava apagado, meio apático. Se isso continuasse se repetindo, o sucesso no Paulista estaria seriamente comprometido.

    Na Terça a tarde, logo após uma rápida viagem a São Paulo, passei na padaria para tomar um café e tentar me esquentar. Eram Cinco da tarde e resolvi ir até o banco onde o Meia Noite trabalha. Era perto dali e fui caminhando. Caminhei uns bons quarteirões por uma avenida, o vento estava congelante, a neblina cobria o topo dos prédios mais altos e não podia se enxergar muita coisa 200 metros a frente naquela fria tarde na qual a temperatura chegou a seis graus.Tive uma conversa sérissima e dura com o Meia Noite. Ou ele mudava para uma atitude mais agressiva e confiante nos treinos ou os resultados nunca iriam chegar.

    Ele tinha uma barreira psicológica com os 180 kgs no terra. Chegava bem até os 170kgs, mas só havia feito 180 kgs uma única vez, e com a forma de execução muito ruim.

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    Segunda, 05 de Agosto – menos de uma semana para a competição

     

    O joelho estava na mesma, ainda inchado e com um pouco de dor. Nessa noite eu teria o último treino de esforço máximo antes do Paulista, que seria realizado no Sábado, dia 10. Como meu joelho ainda estava ruim, não fiz terra. Fiz muitas séries de Good Morning sentado e várias outras de Chair Deadlift – uma espécie de exercício educativo que usamos para melhorar a força dos paravertebrais na saída do Terra.

    Nos dias seguintes, a fisioterapia intensiva continuava.Na Quinta-Feira a noite, em uma reunião com o meu fisioterapeuta, resolvi definitivamente que não iria competir. O Mundial WABDL nos EUA estava a apenas 13 semanas de distancia e qualquer lesão mais severa neste momento iria atrapalhar muito meus planos para esta competição.Não existe uma lesão grave no joelho, mas essa inflamação poderia piorar, e quanto mais stress eu coloco no joelho, mais ele vai demorar par ficar bom.

    De qualquer forma, na Sexta a noite preparei minhas refeições para o dia seguinte e preparei minha mala para a competição, coloquei meu macaquinho, os meiões, pó de magnésio, talco – tudo preparado como se eu fosse competir. A essa altura eu não sabia o que fazer; e imaginava que se me sentisse realmente bem durante o aquecimento, eu iria competir.

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    Sábado – 10 de Agosto – Dia da Competição

     

    A competição seria em Rio Claro, a menos de 70 km de São Carlos. Saimos cedo para chegar bem no início da pesagem. O Meia Noite estava extremamente motivado e confiante, bem diferente daquele cara de três semanas atrás.Chegamos lá e fomos nos pesar. O Meia Noite pesou 66,5kgs e caiu na sua categoria costumeira – até 67,5kgs.

    Eu costumo competir na Categoria até 90 kgs. Pesei 90,7kgs e precisava perder alguns gramas para me enquadrar nesta categoria. Voltei um tempo depois e fiz o peso.  O primeiro round da batalha estava vencido.Faltava esperar o aquecimento e ver se eu me sentiria em condições de competir.

    Antes do início da competição, recebi uma placa em homenagem aos resultados alcançados no ano passado e pela minah contribuição com o Bodybuilding e Powerlifting nos meios de comunicação nacionais. Foi uma honra e uma felicidade muito grande.

     

    Após algumas horas de espera, o aquecimento do Terra começava. O Meia Noite ia bem. Eu comecei a fazer algumas repetições e me senti especialmente bem. Resolvi que faria apenas um levantamento, com 220 kgs e torceria para pegar um pódio. De acordo com as cargas na barra, o Meia Noite iria começar e terminar antes de mim. Era perfeito pois eu poderia dar o apoio e suporte que ele precisava sem me preocupar com o meu levantamento. O nosso amigo e parceiro de treinos Bodybuilder Jr da IFBB Lucas também estava lá com sua noiva e nos ajudou muito.

    Ele começou com 160 kgs e fez com muita facilidade. O Gelo estava quebrado. Na segunda ele pediu 170 kgs e fez também com uma facilidade nunca antes alcançada por ele. Era o que faltava para dar a ele a confiança de pedir 180 kgs e vencer a competição.

    Na hora que ele se posicionou a frente da barra as dúvidas começaram a surgir na minha cabeça – “Será que ele vai conseguir levantar?” , “Será que el evai ter a mente forte neste momento e não se deixar intimidar pelo peso?”

    E ele conseguiu! Em um esforço monumental, ele fez o movimento válido, com uma execução muito boa e quebrou essa barreira. Ele acabava de superar uma barreira física de 180kgs, mas além disso superava uma enorme barreira psicológica.

    Naquele Sábado, o Meia Noite vencera o Campeonato Paulista de Levantamento Terra, mas, mais que isso, ele vencera a si próprio, seus medos, suas inseguranças e provou para si mesmo – e para todos os outros – que ele era um Homem mais forte, por dentro e por fora.

     

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    A Hora

    Depois da emoção com o Henrique Meia Noite, era hora de encarar meus medos em relação a lesão no joelho. Estava chegando a hora do meu levantamento.  Os anilheiros colocaram 220 kgs na barra e eu fui lá, fazer a minha única pedida. Depois disso eu iria me sentar e torcer para conseguir um pódio.

    Fiz o movimento com extrema facilidade. Duzentos e vinte quilos nunca pareceram tão leves. Não senti nada no joelho. A adrenalina estava nas alturas. Eu sabia que isso poderia e iria mascarar qualquer dor ou sinal primário de uma lesão um pouco mais séria que pudesse vir a ocorrer. Mas mesmo assim resolvi fazer uma segunda pedida. Desta vez com 240 kgs.

    Esse peso é meio complicado para mim. Já fiz 250 kgs e 255kgs em competições oficiais. Mas nunca fiz mais que 240 kgs na academia. Uma semana antes de sentir meu joelho, eu havia feito 3 reps com 240 kgs, mas havia falhado em levantar 260 kgs. Com os 240 kgs na barra, lá fui eu. Estava muito concentrado. Mais uma vez, levantei o peso com facilidade e sem dor nenhuma. Fui até  a mesa e resolvi pedir 260 kgs.

    Já estava tudo indo tão bem, por que não tentar bater meu record pessoal?

    Poucos minutos depois a barra já estava montada e lá fui eu me posicionar. Fiquei frente a frente com a barra. Aquele peso já havia me vencido duas vezes.

    Agora, a história seria outra.  Me concentrei, sentia a pulsação de minhas veias, não escutava nada. Encarei a barra fixamente, olhei para frente rapidamente e vi as pessoas gritando. Literalmente vi os gritos – conseguia ver as bocas se movimentando, mas não escutava  nada.

    Havia chegado a hora.Me posicionei, fiz a pegada, firmei as costas, respirei, travei o ar e comecei a empurrar o chão para baixo.  A barra subiu muito rápido até pouco acima dos joelhos – que é a minha parte forte, a luta seria para fazer o lock-out do movimento – e tive que lutar por alguns segundos até travar e finalizar, mas consegui. A barreira de 260 kgs havia sido quebrada e eu era tri-campeão Paulista!

    Era realmente um dia que nunca sairia de nossa memória.

     

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    Mais algumas fotos:

     

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  • Lee Priest de volta?

    O sempre polêmico baixinho Australiano não compete desde 2006, onde disputou o Night of Champions pela PDI (Pro Division Inc).

    Por ter competido na PDI, Lee foi suspenso da IFBB e impedido de competir. A suspensão levou anos para ser retirada.

    Por várias vezes Lee disse que voltaria. Ele até chegou a treinar para um show da então categoria 202, mas teve uma lesão e ficou sem condições de competir. Os rumores de que Lee voltaria aos palcos se reptiram mais algumas vezes, sempre sem um final concreto.

     

    Depois de vários desses  episódios, Lee perdeu a credibilidade com os fãs. Ele tem morado na Austrália nos últimos anos e aparecido relativamente pouco na mídia.

     

    Ele se encheu de tatuagens, mas parece que tem mantido a boa forma física.  Cada vez mais excentrico, Lee anda até pintando as unhas. Seu aniversário de 41 anos aconteceu este fim de semana, no dia 06 de Julho eo tema da festa foi sua paixão – SuperMan!

    Pouco tempo atrás ele veio com  a chocante notícia de que finalmente voltaria aos palcos. Desta vez o campeonato escolhido é o Universe NABBA 2013. Ele estará na Inglaterra e quem sabe poderemos ver o baixinho de volta aos palcos. Façam suas apostas!

     

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  • Primeiro DC de Junho

    Primeiro DC de Junho

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    Hoje é primeiro de Junho. Me levantei umas oito e pouco da manhã. Já fui preparar meu shake com Whey e caseína Probiótica ( além de aveia e pasta de amendoim) para depois começar a me arrumar para ir treinar.Após tomar meu shake, fui checar e-mails e olhar o facebook. Eu estava cansado, um dia antes eu havia treinado pernas, usei algumas técnicas diferentes, no final do treino eu não estava conseguindo fazer avanço andando nem sem peso nenhum.

     

    Já comecei lendo um post bem bolado e inteligente. A moça dizia – “Bem-vindo Junho! Meio ano já se passou!”Puxa vida..  Só se passaram cinco meses até agora. Quando primeiro de Julho chegar, aí sim! Mas isso é só o facebook e suas loucuras.

     

    O mais importante de hoje seria o fechamento de minha primeira semana de treinos após uma lesão que sofri no ombro. Sofri uma ruptura parcial do supra-espinhoso, um dos músculos que estabiliza o ombro. Além disso, tive uma inflamação na Bursa, decorrente do trauma da ruptura. Fiquei parado por cinco semanas. Repouso absoluto.Teoricamente poderia ter treinado pernas, mas como não poderia, ou não deveria fazer muito esforço com o braço do ombro lesionado, sob o risco de acentuar a bursite ou ter uma nova ruptura, o treino de pernas seria um pouco complicado. Precisaria de alguém para montar o leg-press, me estabilizar durante os exercícios seria outro problema. Enfim.

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    Esta semana pude treinar bem, voltando a usar cargas um pouco mais elevadas, mas com cautela ainda. NA semana passada eu já havia treinado, mas havia feito apenas alguns grupos musculares e com uma carga quase inexistente ( Supino com halteres reto com halteres de 12 kgs, elevação lateral com 4 kgs etc ) , só para mostrar ao meu corpo que teríamos que entrar no ritmo novamente.
    Quando me lesionei, estava no inicio da décima terceira semana de dieta para a preparação do Paulista de Culturismo Clássico. Já estava a todo o vapor e faltava pouco para o campeonato. Mesmo sem treinar me mantive na dieta por mais algum tempo e lentamente fui adicionando calorias.  Obviamente não consegui manter minha condição na dieta e ganhei gordura, perdi musculo. Aproveitei esse tempo de parada forçada para comer apenas três refeições por dia e muito pouca proteína.

     

    Mas após duas semanas de dieta mais regrada, comendo de maneira mais estrita e consistente, aumentando  o número de refeições e a ingestão de proteínas, meu físico já deu uma boa enchida e a densidade aumentou. Acabei notando que não ganhei tanta gordura como achava. Uma parte era apenas retenção hídrica devido à dieta um pouco mais desregrada. Uma vez que voltei a consumir os alimentos certos nas quantidades certas, meus músculos se encheram e a água saiu debaixo da pele e foi para dentro dos músculos.

     

    Fiquei bem chateado por não poder ter ido competir no Paulista de Culturismo Clássico IFBB. Eu havia ficado com um honroso sexto lugar ano passado e desta vez iria conseguir vir com 3 ou 4 kgs a mais na mesma condição de definição. Teria dado trabalho e brigado pelo pódio.Além disso, sempre é um prazer poder competir nos Campeonatos organizados pelo Presidente da IFBB Paulista Fernando Marques. Ele tem se mostrado um excelente dirigente e faz dos Campeonatos verdadeiros shows, com seu carisma durante a apresentação.

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    Me resta agora a preparação para os campeonatos de Levantamento terra. Tenho o Paulista, Brasileiro, Sul-Americano e  Mundial este ano. Também pretendo chegar maior e mais seco para estes campeonatos, comprovando que não é preciso estar obeso para competir nos esportes de força.Na foto acima estou com um de meus parceiros de treinos, o Henrique. Ele irá competir na próxima semana o Paulista do Interior de Levantamento Terra e tem grandes chances de levar o titulo.

     

  • Pistorius e o começo do fim do UFC

    Esta semana mais um fato trágico e controverso ligado a uma figura célebre do esporte aconteceu.

    A belissima modelo Sul-Africana Reeva Steenkamp foi morta a tiros na casa de seu namorado, o SuperStar Paralímpico Oscar Pistorius.

    Pistorius ficou famoso por ser o primeiro atleta paralímpico a competir nos Jogos Olímpicos contra atletas “normais” nos Jogos de Londres em 2012.  Um ano antes, Pistorius foi medalista de Prata no Mundial de Atletismo, também competindo contra atletas sem nenhum tipo de deficiencia.

    Ele chegou a ser impedido de competir contra seus adversários com duas pernas pois suas próteses, especialmente desenvolvidas para a corrida, poderiam dar uma vantagem desleal a ele.  Mas logo depois uma liminar permitiu que ele competisse.

    Nos Jogos Paralimpicos de 2012, onde chegou com Status de Super Mega Star,  ele foi derrotado nos 200 metros rasos pelo Brasileiro Alan Oliveira. Desta vez, foi Pistorius que se sentiu prejudicado. Ele alegou que os próteses do Brasileiro lhe garantiam uma vantagem a mais. Sua reclamação não adiantou e ele teve que amargar a medalha de prata.

    Esta semana a namorada do atleta foi morta a tiros em sua casa. Pistorius atirou varias vezes contra ela. Mais um crime bárbaro, mais um assassinato.

    Hoje leio na internet que a policia encontrou esteróides na casa dele. Eu já imaginava que isso iria acontecer.  E também já imaginava que a midia iria ligar automaticamente o assassinato ao uso dos esteróides.  Era um caminho fácil e que iria gerar polemica, comoção e atirar mais gasolina na fogueira.

    Nã0 sou a favor do uso de esteróides. Não uso, não indico. Consigo participar de minhas competições ( de nível nacional e Mundial ) e atingir excelentes resultados sem usá-los.   Ganhei de caras usando. Meus atletas, que também não usam nada,  já venceram algumas vezes outros atletas que usavam.

    Lógico que quando falamos de nível Olímpico e esportes que atingem muito mais gente e investidores, a coisa muda de figura.  Usar esteróides é simplesmente parte do esporte.  Pura e simplesmente.  Quem convive com o esporte sabe disso. E quem acha que não é assim é no mínimo, inocente.

    Não sou a favor e não uso.  Mas entendo e aceito o uso desse recurso nos esportes de altíssimo nivel.  Assim como eu não acho inteligente um cara se enfiar num carro de Fórmula 1 e correr a 300KM por hora sem muita proteção.

    O esporte é uma paixão.  Mas ele faz vítimas.  Alessandro Zanardi é um exemplo claro.  Ex-Piloto de Fórmula-1 que perdeu as pernas em um terrível acidente. Umas semanas atrãs em um campeonato de esportes radicais, uma atleta morreu. Ela faria um salto de base Jump ( não sei se estou usando os termos corretos, mas serve para ilustrar ). Ela saltou e caiu muito próxima a parede da montanha, seu para-quedas nao abriu e ela morreu na hora.

    Eu não acho inteligente ficar saltando de para-quedas, voando de asa delta, correndo de moto.  Mais cedo ou mais tarde, algo vai acontecer. É a estatistica.  Mas os apaixonados pelo esporte não medem esforços e nem sempre calculam os riscos. Na verdade eles calculam. Mas não os levam em conta.

    Mesmo com tudo isso na mesa. Eu tenho a opinião de que cada um faz o que quer fazer. E que não devemos tentar julgar ou condenar os outros.  Tem coisas que eu não aceito e não faria. Mas não é por isso que eu vou ficar ligando na casa do Barrichelo e pedir para que ele pare de correr ( ok, eu sei que esse não foi um bom exemplo ) ou vou ficar fazendo campanha contra os esportes radicais.  Cada um faz o que quer e vive sua vida com bem entende.

    Os esterõides fazem parte da vida de atletas de altíssimo nível. Ponto final. Isso não vai mudar e se mudar, seria desastroso. E cada vez mais eles fazem parte das pessoas que não competem. Que querem apenas um corpo mais bonito.  Sua segurança ainda é discutivel. Sua eficácia comprovadissima. Cada vez mais descobre-se novas vantagens para quem usa e pecercebe-se que não existem tantos riscos assim.

    Eu ainda prefiro não arriscar. Ainda existe um grande campo de informações que não temos.  Provavelmente dentro de 20 anos o uso estará mais consolidado e aceito pela sociedade. Entenderemos melhor seus benificios e riscos.  Mas por enquanto eu prefiro ficar assim.

    Uma das coisas que sabemos, que já é bem comprovada, é que a agressividade nem sempre é amplificada quando alguém usa esteróides. E também sabemos que um idiota é sempre um idiota, com ou sem esteróides.

    Nã0 sei se é correto culpar os esteróides pela morte da modelo. Também foi encontrado muito álcool na casa de Pistorius.  E sabemos que muitos assassinatos tem o uso de álcool na equação.

    Sabemos que quando os bares fecham mais cedo na periferia, o número de assassinatos cai sensivelmente.  Este ano, com o rigor maior da lei no que se refere a beber e dirigir, tivemos uma redução sensível. Tivemos 18% menos mortes este ano.

    Quem é o real culpado? Quem deveria ser banido da sociedade?

    Ou será que a educação e orientação seria uma melhor saída do que a caça as Bruxas?

     

    O começo do fim do UFC

    Dana White começou a atirar contra os atletas que usam esteróides.  Após alguns casos de doping, o Chefão do UFC criticou os atletas que usam a reposição Hormonal como desculpa para usarem esteróides.
    Esse é um artificio que torna legal o uso de testosterona entre os lutadores.  E sabemos que nos EUA existem médicos especializados em prescrever testosterona como reposição hormonal, mesmo para quem não precise tanto.

    As leis e regulamentações criam brechas. E certamente elas são usadas.  A maconha para uso medicinal é legalizada na Califórnia.  Um passeio rápido pelo calçadão de Venice beach nos mostra diversas “clínicas” de Doctors que prescrevem Marijuana para o uso “medicinal”.

    Vivemos em um mundo complicado, com pessoas complicadas.

    Se Dana White realmente apertar os exames anti-doping e punir como pretende, o UFC acaba.  Os atletas não conseguirão manter seu ritmo de treinos e nivel das lutas. O entretenimento vai diminuir muito.  O público e atletas irão migrar para outra Associação que tenha uma política mais branda em relação a isso.

    Enquanto isso, as pessoas continuarão a fumar maconha, a usar testosterona. Mas principalmente continuarão bebendo muito, mas muito álcool e as menininhas continuarão a tomar anti-concepcionais ( outro tipo de reposição hormonal, com hormonios sexuais, mas essa é permitida e bem aceita )  para fazer sexo sem camisinha e não ficarem grávidas.

    Quem é o verdadeiro culpado?